Volatilidade e retomada: a visão de Clayton Calixto para a economia brasileira em 2026

Palestra “Perspectivas Econômicas para 2026”, conduzida pelo economista-chefe do Santander, Clayton Calixto, foi realizada na manhã do dia 27.

A programação no Workshop da Gente Seguradora, na manhã do dia 27, seguiu com a palestra “Perspectivas Econômicas para 2026”, conduzida pelo economista-chefe do Santander, Clayton Calixto, que trouxe uma leitura objetiva — e realista — sobre o cenário que se desenha para o país. Segundo ele, o próximo ano será marcado por forte volatilidade, influenciada sobretudo pelo calendário eleitoral.

Um dia a bolsa pode subir 4%, no outro pode cair 5%. A dinâmica das pesquisas eleitorais vai ditar o comportamento do mercado financeiro ao longo de 2026”, afirmou. Apesar disso, Calixto enxerga espaço para otimismo. “Temos uma chance positiva de voltar a crescer de forma mais sustentável a partir de 2027. É importante ter essa perspectiva em mente”, disse.

O economista destacou ainda aspectos estruturais da economia. A taxa de desemprego, hoje em 5,6%, está no menor nível da série histórica, o que reforça o consumo e traz impacto direto em setores como o de seguros. “Desemprego em queda significa renda circulando, consumo ativo e mais contratação de serviços. Isso favorece o mercado segurador”, analisou.

Sobre inflação e juros, Calixto explicou que a tendência é de estabilização ao longo dos próximos trimestres, com expectativa de que a taxa básica cairá no início de 2026. “Esperamos um movimento de redução que deve consolidar um ambiente de custos menores. Isso é positivo para empresas, empreendedores e famílias”, afirmou.

O crescimento econômico também foi detalhado. O Santander enxerga uma expansão de cerca de 2,3%, impulsionada especialmente pelo agronegócio e pelas exportações de grãos. Para o próximo ano, a estimativa fica próxima de 1,5%, reflexo direto da instabilidade política que antecede as eleições.

Mesmo com os desafios projetados, Calixto avalia que o país tem fundamentos sólidos e capacidade de retomada. “Precisamos atravessar 2026 com cautela. Mas, com vistas a 2027 em diante, vemos condições mais favoráveis rumo ao crescimento com consistência”, concluiu.

Crédito foto:

Filipe Tedesco

Crédito texto:

Fernanda Torres

Publicado por:

Picture of Redação JRS

Redação JRS