Seguros que ajudam a tirar pequenos negócios do vermelho

Inadimplência entre MEIs e PMEs bateu recordes recentes no Brasil.

A inadimplência entre MEIs e PMEs bateu recordes recentes no Brasil. Já são mais de 8 milhões de empresas com dívidas, somando cerca de R$ 200 bilhões (dados de setembro de 2025). O dado mais preocupante é que 95% dos CNPJs inadimplentes pertencem a micro, pequenas ou médias empresas.

Embora o valor médio por débito, em torno de R$ 3,3 mil, possa parecer baixo, ele tem impacto direto e severo sobre o fluxo de caixa de negócios de pequeno porte.

Em um cenário de juros elevados, crédito restrito e margens apertadas, qualquer imprevisto relevante – como um incêndio, furto ou processo judicial – pode consumir o capital de giro e levar a empresa ao fechamento em poucos meses, caso não exista proteção adequada.

 

Como o Seguro Patrimonial evita novos rombos no caixa

O Seguro Patrimonial protege os bens físicos do negócio, como:

  • imóvel (loja, escritório ou galpão)
  • móveis e utensílios
  • máquinas e equipamentos
  • estoque

 

Em caso de eventos cobertos – incêndio, explosão, vendaval, danos elétricos, roubo ou furto qualificado – a seguradora indeniza os prejuízos materiais, permitindo a recomposição do patrimônio sem a necessidade de endividamento imediato.

Muitas apólices incluem também a cobertura de lucros cessantes ou perda de faturamento, que indeniza a empresa pela receita que deixou de gerar durante o período de paralisação causado pelo sinistro. Na prática, essa cobertura funciona como um colchão financeiro temporário, ajudando a pagar:

  • salários
  • aluguel
  • fornecedores
  • contas fixas essenciais

 

… enquanto o negócio se reorganiza e retoma as operações.

 

Seguro de Responsabilidade Civil: proteção contra processos e indenizações

O Seguro de Responsabilidade Civil (RC) protege o pequeno negócio contra reclamações de terceiros decorrentes da atividade empresarial.

Exemplos comuns incluem:

  • um cliente que sofre um acidente dentro do estabelecimento
  • danos causados a terceiros por falha no serviço prestado
  • prejuízos materiais ou corporais gerados de forma involuntária

 

Nessas situações, a apólice de RC cobre indenizações e custos de defesa jurídica, evitando que o empreendedor tenha de arcar sozinho com despesas que podem facilmente ultrapassar dezenas ou centenas de milhares de reais.

Como destaca o próprio mercado segurador, essa proteção “resguarda o empreendedor contra indenizações a terceiros decorrentes de acidentes involuntários relacionados à atividade”. Para negócios com atendimento ao público – comércio, alimentação, saúde, estética, serviços – essa cobertura pode ser decisiva para a sobrevivência financeira da empresa.

 

Como o seguro ajuda MEIs e PMEs a sair do vermelho

Ao reduzir o impacto de perdas grandes e inesperadas, o seguro diminui a necessidade de recorrer a crédito emergencial caro, algo especialmente perigoso em períodos de juros elevados.

Quando ocorre um sinistro coberto, a indenização funciona como uma injeção imediata de recursos, permitindo:

  • reconstruir instalações
  • repor estoque
  • reparar equipamentos
  • retomar a operação com mais rapidez

 

Com o ponto de venda ativo e a receita preservada, a empresa ganha fôlego para:

  • manter empregos
  • honrar compromissos básicos
  • renegociar dívidas com mais equilíbrio

 

Coberturas como lucros cessantes são particularmente relevantes nesse contexto, pois garantem o pagamento das despesas fixas durante a paralisação, preservando a continuidade do negócio mesmo diante de um evento crítico.

 

Prioridades práticas para MEIs e PMEs

1. Mapear riscos críticos

Identifique os principais riscos da atividade – incêndio, enchentes, roubo, falhas de serviço ou riscos ao cliente – e escolha um seguro patrimonial alinhado a essas exposições reais.

 

2. Incluir coberturas estratégicas

Sempre que possível, adicione:

  • lucros cessantes, para proteger o faturamento
  • responsabilidade civil, compatível com o tipo de serviço prestado

 

Essas coberturas elevam significativamente o nível de proteção financeira.

 

 

3. Planejar o custo do seguro

Com apoio de um corretor especializado, ajuste:

  • limites de cobertura
  • franquias
  • valores segurados

 

… de forma que o prêmio caiba no orçamento. Assim, o seguro deixa de ser visto como “mais uma despesa” e passa a ser uma ferramenta de gestão de risco e estabilidade financeira.

Ao integrar o seguro patrimonial e o seguro de responsabilidade civil à estratégia do negócio, o pequeno empreendedor reduz vulnerabilidades, evita novos rombos no caixa e cria condições mais sólidas para sair do vermelho e sustentar o crescimento mesmo em cenários adversos.

Crédito foto:

Freepik

Crédito texto:

Notícias do Seguro \ CNSeg

Publicado por:

Picture of Redação JRS

Redação JRS