Quem acompanha um pouco as redes sociais provavelmente já viu algumas postagens que várias empresas e pessoas estão fazendo: “2016 a 2026”.
A pessoa mostra a evolução da empresa, da equipe, do produto, do escritório (ou da própria vida). E o que mais me chama atenção não é o crescimento em si… é o orgulho.
Eu acho isso incrível: poder olhar pra trás com o peito aberto e respeito pela própria jornada. Pelos acertos, pelos erros, pelos aprendizados.
Na minha visão, esse é o nosso grande ativo.
Mas a vida também me ensinou outra coisa: olhar pra trás é importante. Só que olhar pro futuro é mais importante ainda.
Planejar aonde queremos chegar e estar.
E mais do que isso: transformar esse planejamento em disciplina diária.
Isso pode servir tanto para uma tarefa simples, como diminuir o café que a gente toma diariamente (eu estou engajado nessa), quanto para missões gigantes como decidir onde nossa empresa, nossa família ou nós mesmos queremos chegar.
Só que no Brasil, vamos ser sinceros: a gente não nasce com cultura de planejamento.
Talvez seja por isso que a gente vive repetindo aquela frase: “o Brasil é o país do futuro”.
Acreditamos nisso, visualizamos esse potencial todos os dias… mas não planejamos isso.
E aí, vendo essa trend, eu comecei a refletir sobre uma coisa:
O ciclo que realmente importa agora não é 2016 a 2026.
O ciclo que importa é o próximo.
2026 a 2036.
Porque é nessa década que o mercado deve mudar de patamar.
Economia, tecnologia, sociedade, clima, dados, longevidade, comportamento do consumidor… tudo está mudando.
E quando tudo muda, duas coisas acontecem:
E por isso eu resolvi, nesse início de ano (a clássica fase das “metas anuais”), fazer algumas reflexões e simulações sobre o mercado de seguros.
Não como quem está tentando adivinhar o futuro, mas como quem está tentando se preparar para ele.
Minha tese é simples e direta:
2026 a 2036 pode ser a década de ouro do mercado de seguros no Brasil.
E não, isso não é frase bonita. É oportunidade real. Mensurável. E vai estar na mão de quem estiver pronto.
O seguro já está crescendo. Mas agora tem um acelerador novo.
Antes de falar de IA, tecnologia e do futuro, precisamos reconhecer o óbvio:
O mercado de seguros já vem crescendo.
Mesmo com crise, mesmo com burocracia, mesmo ainda com baixa educação financeira… o seguro avançou.
Só que agora o cenário muda de patamar.
A próxima década vai ser marcada por uma combinação forte:
Existe um erro comum quando falamos de IA no mercado:
As pessoas acham que IA é um “robô inteligente” ou então uma “ameaça ao trabalho humano”.
Na prática, IA é outra coisa.
IA é produtividade multiplicada.
IA é eficiência.
IA é velocidade.
IA é escala.
E se você olhar com honestidade, você percebe:
O mercado de seguros é um dos que mais se beneficia de IA no mundo.
Porque seguro é informação, documento, risco, comunicação, proposta, sinistro… é um setor inteiro construído em cima de processos.
Ou seja: é o ambiente perfeito para automação inteligente.
Mas eu quero falar do assunto de uma forma simples:
IA não é sobre substituir pessoas.
IA é sobre substituir desperdício, principalmente de tempo.
E existem usos muito “pé no chão” que já podem virar diferencial competitivo para qualquer corretor ou seguradora.
Agora vem a parte mais importante.
Se você é corretor, talvez você se veja nisto aqui:
Hoje muita gente está tentando crescer… mas presa no operacional.
O corretor vira refém da própria operação:
E aí ele não cresce.
Ou cresce até o limite do próprio corpo.
IA muda isso porque ela faz o básico virar automático.
Ela organiza o processo, cria padrão e dá escala.
E aqui está uma frase que resume bem o que vem pela frente:
Na década da IA, quem tiver método vai ter liberdade.
Liberdade de tempo.
Liberdade financeira.
E principalmente: liberdade para voltar as origens e ao que realmente importa.
Conversar com o cliente. Entender necessidades. Criar confiança.
Porque no fim do dia, seguro não é só produto.
Seguro é relação.
Semana que vem continua… Com dados e estatisticas.
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