2026 a 2036 pode ser a década de ouro para o mercado de seguros

Artigo é de autoria do empreendedor Nicolas Galvão.

Quem acompanha um pouco as redes sociais provavelmente já viu algumas postagens que várias empresas e pessoas estão fazendo: “2016 a 2026”.

A pessoa mostra a evolução da empresa, da equipe, do produto, do escritório (ou da própria vida). E o que mais me chama atenção não é o crescimento em si… é o orgulho.

Eu acho isso incrível: poder olhar pra trás com o peito aberto e respeito pela própria jornada. Pelos acertos, pelos erros, pelos aprendizados.

Na minha visão, esse é o nosso grande ativo.

Mas a vida também me ensinou outra coisa: olhar pra trás é importante. Só que olhar pro futuro é mais importante ainda.

Planejar aonde queremos chegar e estar.

E mais do que isso: transformar esse planejamento em disciplina diária.

Isso pode servir tanto para uma tarefa simples, como diminuir o café que a gente toma diariamente (eu estou engajado nessa), quanto para missões gigantes como decidir onde nossa empresa, nossa família ou nós mesmos queremos chegar.

Só que no Brasil, vamos ser sinceros: a gente não nasce com cultura de planejamento.

Talvez seja por isso que a gente vive repetindo aquela frase: “o Brasil é o país do futuro”.

Acreditamos nisso, visualizamos esse potencial todos os dias… mas não planejamos isso.

E aí, vendo essa trend, eu comecei a refletir sobre uma coisa:

O ciclo que realmente importa agora não é 2016 a 2026.

O ciclo que importa é o próximo.

2026 a 2036.

Porque é nessa década que o mercado deve mudar de patamar.

Economia, tecnologia, sociedade, clima, dados, longevidade, comportamento do consumidor… tudo está mudando.

E quando tudo muda, duas coisas acontecem:

  1. quem se adapta cedo, ganha muito
  2. quem ignora, vira figurante 

 

E por isso eu resolvi, nesse início de ano (a clássica fase das “metas anuais”), fazer algumas reflexões e simulações sobre o mercado de seguros. 

Não como quem está tentando adivinhar o futuro, mas como quem está tentando se preparar para ele. 

Minha tese é simples e direta:

2026 a 2036 pode ser a década de ouro do mercado de seguros no Brasil.

E não, isso não é frase bonita. É oportunidade real. Mensurável. E vai estar na mão de quem estiver pronto.

O seguro já está crescendo. Mas agora tem um acelerador novo.

Antes de falar de IA, tecnologia e do futuro, precisamos reconhecer o óbvio:

O mercado de seguros já vem crescendo.

Mesmo com crise, mesmo com burocracia, mesmo ainda com baixa educação financeira… o seguro avançou.

Só que agora o cenário muda de patamar.

A próxima década vai ser marcada por uma combinação forte:

  • riscos crescendo (clima, cyber, saúde, mobilidade)
  • consumidor mais consciente sobre vida, patrimônio e futuro
  • dados e automação entrando em escala
  • e uma palavra que muda tudo: inteligência artificial

 

Existe um erro comum quando falamos de IA no mercado:

As pessoas acham que IA é um “robô inteligente” ou então uma “ameaça ao trabalho humano”.

Na prática, IA é outra coisa.

IA é produtividade multiplicada.

IA é eficiência.

IA é velocidade.

IA é escala.

E se você olhar com honestidade, você percebe:

O mercado de seguros é um dos que mais se beneficia de IA no mundo.

Porque seguro é informação, documento, risco, comunicação, proposta, sinistro… é um setor inteiro construído em cima de processos.

Ou seja: é o ambiente perfeito para automação inteligente.

Mas eu quero falar do assunto de uma forma simples:

IA não é sobre substituir pessoas.

IA é sobre substituir desperdício, principalmente de tempo.

E existem usos muito “pé no chão” que já podem virar diferencial competitivo para qualquer corretor ou seguradora.

Agora vem a parte mais importante.

Se você é corretor, talvez você se veja nisto aqui:

Hoje muita gente está tentando crescer… mas presa no operacional.

O corretor vira refém da própria operação:

  • WhatsApp o dia inteiro
  • proposta manual
  • follow-up atrasado (ou inexistente)
  • pós-venda pesado

 

E aí ele não cresce.

Ou cresce até o limite do próprio corpo.

IA muda isso porque ela faz o básico virar automático.

Ela organiza o processo, cria padrão e dá escala.

E aqui está uma frase que resume bem o que vem pela frente:

Na década da IA, quem tiver método vai ter liberdade.

Liberdade de tempo.

Liberdade financeira.

E principalmente: liberdade para voltar as origens e ao que realmente importa.

Conversar com o cliente. Entender necessidades. Criar confiança.

Porque no fim do dia, seguro não é só produto.

Seguro é relação.

Semana que vem continua… Com dados e estatisticas.

Crédito foto:

Filipe Tedesco

Crédito texto:

Nicolas Galvão

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