O tamanho da oportunidade do mercado de seguros na próxima década

Artigo é de autoria do empreendedor Nicolas Galvão.

Na primeira parte, falei sobre por que 2026 a 2036 pode representar um novo ciclo para o mercado de seguros.

Agora, a pergunta inevitável é:

Essa tese se sustenta quando olhamos para dados, tempo e eficiência?

Para tentar responder isso, conversei com corretores parceiros e fiz uma pergunta simples e direta:

Do seu dia a dia, quanto tempo você usa comercialmente (prospectando, atendendo, visitando clientes) versus quanto tempo você usa lidando com burocracias, falhas de atendimento ou dificuldades no pós-venda?

A resposta foi quase unânime:

Nicolas, 70% do meu tempo é burocracia.

Com base nos dados públicos da SUSEP, fiz uma simulação conservadora:

Se o corretor ganhar 20% de tempo com processos melhores e dados mais simples (e aqui a IA tem um papel enorme), e direcionar isso para comercial…

Eu transformei esse ganho em uma produção global adicional de 2% em prêmios emitidos ao longo dos próximos 10 anos, o que chamei de “efeito IA”.

Esse número, somado à projeção natural de crescimento orgânico do mercado de 8% ao ano, traz um potencial em 10 anos de:

  • R$ 50 bi na média ano
  • R$ 500 bi de potencial de prêmio acumulado


Analisando somente o segmento de Danos e Pessoas (auto, vida, residência, patrimonial etc.).

Mas isso é muito para o Brasil?

Não.

O Brasil ainda tem um “gap de proteção” gigantesco.

Tem milhões de pessoas e empresas expostas.

E seguros ainda são, em muitos segmentos, um produto subconsumido.

Ou seja: o mercado não está saturado. O mercado pode ser mais eficiente.

IA não vai “criar demanda do nada”.

Mas ela pode reduzir o custo e a complexidade que vai permitir algo que historicamente sempre foi complexo:

Vender seguro em escala, com personalização e com margem.

Isso muda tudo.

 

O tamanho da oportunidade

Eu realmente acredito que 2026 a 2036 pode ser a década de ouro do mercado de seguros.

E por um motivo simples:

Seguro sempre foi necessário, mas agora ele vai se tornar inevitável.

O mundo está mais complexo.

Mais caro.

Mais arriscado.

Mais imprevisível.

E ao mesmo tempo, a tecnologia (principalmente a IA) pode permitir que o seguro seja:

  • mais acessível
  • mais rápido
  • mais personalizado
  • mais eficiente
  • mais escalável

 

Ou seja: mais viável para milhões que hoje estão fora do jogo.

E se tem algo que eu aprendi empreendendo é o seguinte:

As grandes ondas não avisam quando chegam.

Elas só recompensam quem já estava se preparando antes.

O mercado de seguros está prestes a entrar em um novo ciclo.

Agora a pergunta é:

Você vai assistir essa década acontecer…

ou vai construir seu espaço dentro dela?

Crédito foto:

Filipe Tedesco

Crédito texto:

Nicolas Galvão

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