Passo a passo para acionar o seguro do celular roubado no Carnaval (sem perder tempo)

Carnaval é uma das épocas com maior volume de roubos e furtos de celular no Brasil.

Carnaval é uma das épocas com maior volume de roubos e furtos de celular no Brasil. E, quando isso acontece, cada minuto conta: quanto mais rápido você age, menor o risco de golpes e maior a chance de resolver tudo com o seguro sem dor de cabeça.

A seguir, um guia direto e completo para você acionar o seguro do celular do jeito certo.

 

1. Saia do local e não reaja

Sua segurança vem primeiro.

Afaste-se, procure um lugar seguro e só depois pense em celular, documentos ou senhas. Reagir pode aumentar o risco de violência, e nenhum aparelho vale isso.

 

2. Bloqueie a linha e os serviços bancários

Esse é o passo mais urgente para evitar golpe.

Ligue para a operadora e peça bloqueio imediato do chip.

Se puder, acesse seus bancos em outro aparelho e:

  • bloqueie cartões;
  • revise limites;
  • suspenda Pix (se achar necessário);
  • altere senhas.

 

Dica: muitos golpes acontecem nas primeiras 2 horas após o roubo.

 

3. Bloqueie o aparelho e suas contas (Android ou iPhone)

Além de proteger seus dados, esse passo costuma ser exigido na análise do sinistro.

Android

  • Use o recurso “Encontrar meu dispositivo” para localizar, bloquear ou apagar.

iPhone

  • Use o app “Buscar” para ativar Modo Perdido, ou apagar o aparelho remotamente.

 

4. Registre o Boletim de Ocorrência (B.O.) o quanto antes

O B.O. é um documento-chave para o seguro.

Faça em delegacia ou pela delegacia online do seu estado (quando disponível).

Descreva corretamente:

  • roubo (com ameaça/violência), ou
  • furto qualificado (com rompimento de obstáculo, por exemplo).

 

Esse detalhe importa porque furto simples (sem violência e sem rompimento) costuma não estar coberto em muitas apólices.

 

5. Reúna os dados do aparelho (principalmente o IMEI)

Você vai precisar de informações básicas para abrir o sinistro:

  • marca e modelo;
  • número da linha;
  • IMEI (está na nota fiscal, na caixa ou no cadastro da operadora);
  • nota fiscal ou comprovante de compra.

 

6. Comunique o seguro o mais rápido possível

Use o canal da seguradora:

  • app;
  • site;
  • telefone 24h;
  • WhatsApp (quando disponível).

 

Tenha em mãos:

  • dados pessoais;
  • número da apólice;
  • data, horário e local do ocorrido;
  • número do B.O.;
  • marca/modelo e IMEI.

 

7. Envie a documentação solicitada

A lista varia por seguradora, mas normalmente inclui:

  • RG e CPF;
  • B.O. (cópia ou protocolo);
  • nota fiscal ou comprovante de propriedade;
  • protocolo de bloqueio da linha (operadora);
  • evidência do bloqueio remoto (em alguns casos).

 

8. Acompanhe a análise do sinistro

A seguradora vai verificar se o caso:

  • está dentro da cobertura contratada;
  • respeita as regras da apólice;
  • não tem pendências documentais.

 

No padrão do mercado, o prazo para indenização é de até 30 dias após o envio completo de todos os documentos (quando não há exigências adicionais).

 

9. Fique atento às exclusões mais comuns do seguro

Antes do Carnaval (ou agora, para o próximo), vale conferir na apólice:

  • se cobre apenas roubo ou também furto qualificado;
  • se existe franquia;
  • qual é o limite de indenização;
  • quantos sinistros são permitidos por ano;
  • se há exigência de nota fiscal.

 

Dica final (que vale ouro)

Deixe nota fiscal, IMEI e dados do seguro salvos na nuvem ou no e-mail.

Porque, se roubarem celular e bolsa juntos, você ainda consegue acessar tudo em outro aparelho e resolver o sinistro sem depender de memória, desespero ou “print que estava no celular”.

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CNseg | Notícias do Seguro

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