Vendedor de seguros X Empresário de seguros

Confira o artigo de Alexandre Federman, CEO do Grupo Exalt.

Durante muito tempo, o corretor de seguros foi incentivado a se enxergar apenas como um vendedor. Alguém focado em fechar negócios, renovar apólices e garantir comissão no fim do mês. Esse modelo até funcionou no passado, mas hoje ele é insuficiente, limitado e perigoso para quem deseja crescer de forma sustentável no mercado.

O corretor de seguros, antes de qualquer coisa, precisa se entender como empresário. Vender seguros é uma atividade operacional. Construir uma corretora é um negócio. E a diferença entre essas duas coisas define quem sobrevive, quem cresce e quem fica pelo caminho.

Quando o corretor atua apenas como vendedor, ele se torna refém do produto, da seguradora e da comissão. Sua rotina gira em torno de preço, renovação e volume. Já o corretor empresário olha além da apólice. Ele pensa em estratégia, posicionamento, processos, pessoas e valor de longo prazo. Ele entende que sua empresa não pode depender exclusivamente da sua presença, do seu esforço individual ou de um único parceiro.

O cliente, por sua vez, não compra uma apólice. Ele compra confiança, orientação e segurança para tomar decisões. O corretor que age como empresário entende o negócio do cliente, antecipa riscos e constrói relacionamento. Ele deixa de disputar preço e passa a entregar valor. E valor não é facilmente substituível.

Outro ponto fundamental é compreender que carteira não é empresa. Carteira é receita. Empresa é estrutura. Uma corretora sólida tem método, padrão de atendimento, gestão comercial, indicadores e planejamento. Sem isso, o que existe é um profissional autônomo com CNPJ, altamente dependente do próprio esforço e com pouco espaço para escalar, delegar ou até mesmo vender o negócio no futuro.

A diferença entre o corretor vendedor e o corretor empresário aparece, principalmente, no horizonte de tempo. O vendedor pensa no fechamento do mês. O empresário pensa no valor do cliente ao longo dos anos. Um vive de esforço contínuo. O outro constrói recorrência, marca e ativo.

O mercado de seguros mudou. A concorrência aumentou, os canais se multiplicaram e o cliente ficou mais informado. Quem insiste em competir apenas por preço ou produto está fadado a perder espaço. Quem assume o papel de empresário, com visão estratégica e foco em experiência, constrói vantagem competitiva real.

Ser empresário dá mais trabalho no início. Exige decisão, disciplina e mudança de mentalidade. Mas, no longo prazo, entrega liberdade, crescimento e valorização do negócio. O corretor que entende isso deixa de apenas vender seguros e passa a construir algo muito maior: uma empresa de verdade.

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Divulgação Exalt

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Alexandre Federman

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