De poupança mensal à aposentadoria: previdência privada se adapta a diferentes realidades financeiras

Com foco no longo prazo, ela ajuda a construir renda, patrimônio e fortalecer o planejamento sucessório
Talita Raupp, superintendente de produtos de Previdência da Icatu Seguros.

 

Seja para quem começa com pequenos aportes mensais, mas pretende aumentar ao longo do tempo; para quem recebeu uma herança e já pode investir uma quantia mais robusta; ou para quem tem fôlego para contribuições mensais mais altas: a previdência privada é um instrumento para todos. Além de permitir a construção de uma reserva financeira para o futuro, mirando a aposentadoria ou objetivos de longo prazo, ela reúne benefícios exclusivos, como vantagens tributárias e fiscais, ausência de come-cotas e a possibilidade de portabilidade a qualquer momento, sem incidência de impostos e custos.

Durante a fase de acumulação, uma dúvida comum entre investidores é como saber se o valor acumulado será o suficiente para os seus objetivos. Talita Raupp, superintendente de produtos de Previdência da Icatu Seguros, explica que o resultado depende de uma série de fatores, como a quantia investida, o tempo de investimento e o retorno líquido obtido. “Há ainda outros elementos que influenciam esse processo, como a recorrência das aplicações, além do alinhamento do perfil do investidor e seus objetivos com a sua carteira ao longo do tempo”, conta.

Em uma simulação, considerando uma rentabilidade anual de 8% ao ano e juros de 5% na fase de renda, um homem que começa a investir aos 18 anos um valor de R$50 mensais receberá, a partir dos 65 anos, uma renda vitalícia de cerca de R$1.938. “É importante ressaltar que as simulações de renda são favorecidas pelo cenário de juros mais altos e que os valores apresentados são estimativas e podem variar”, explica Talita. “Além disso, caso esse investidor faça aportes adicionais ao longo do período de acumulação ou aumente o valor das contribuições mensais, a renda recebida poderá ser ainda maior”, completa.

No caso de uma mulher que começa a investir aos 40 anos, com aportes mensais de R$1.000, considerando o mesmo cenário de rentabilidade e juros, a renda vitalícia estimada a partir dos 65 anos é de cerca de R$5.622. “Costumo dizer que, na previdência privada, nunca é tarde para começar – é possível fazer o primeiro aporte em qualquer idade. No entanto, quanto antes se inicia, maior é o aproveitamento do efeito dos juros compostos ao longo do tempo”, diz Talita Raupp.

 

Tipos de renda

Além da renda vitalícia – em que o investidor recebe pagamentos mensais até o fim da vida –, a previdência privada oferece outras modalidades de renda, que podem ser escolhidas de acordo com o planejamento financeiro e familiar. Na renda vitalícia reversível ao beneficiário indicado, por exemplo, após o falecimento do titular, os pagamentos passam a ser destinados a um beneficiário escolhido. Já na renda vitalícia com continuidade aos menores, o valor é garantido ao cônjuge e aos filhos até que atinjam a maioridade.

Outra alternativa é a renda vitalícia com prazo mínimo garantido, que assegura o pagamento por um período determinado, mesmo em caso de falecimento do investidor. Para quem prefere previsibilidade de prazo, há ainda a renda temporária, que paga até uma data definida ou o falecimento do participante, o que ocorrer primeiro; e a renda por prazo certo, que garante os pagamentos por um período previamente estabelecido.

Muito além da renda, a previdência também cumpre um papel importante no planejamento sucessório, permitindo organizar a transferência de recursos de forma mais ágil e alinhada aos objetivos familiares”, conta Talita.

 

Outros objetivos

Mas há também quem utilize a previdência privada para alcançar outros objetivos de longo prazo, que vão além da aposentadoria. Seja para a compra de um imóvel ou para a abertura de um negócio, o produto permite organizar financeiramente diferentes projetos de vida com disciplina e horizonte definido.

Uma simulação, considerando as mesmas premissas anteriores, com o objetivo de acumular R$500 mil até os 65 anos mostra como o tempo, o valor investido e o retorno líquido são fatores decisivos nessa construção. Para quem começa aos 20 anos, seriam necessários aportes mensais de cerca de R$104; iniciando aos 30, o investimento precisaria ser de aproximadamente R$233 por mês. Aos 40 anos, o valor sobe para cerca de R$550 mensais”, exemplifica. “O ideal é contar com o apoio de um especialista. Além das simulações, o apoio profissional vai te ajudar a transformar os números em um planejamento viável, alinhado à sua renda e seus objetivos”, finaliza Talita Raupp.

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