Em mais um episódio do programa Seguro Sem Mistério, Júlia Senna recebeu Karin Sartori, Head Comercial e Robson Polli, Head Property da ASAS Group, para falar sobre o mercado de grandes riscos, autoridade de subscrição e o papel estratégico do corretor nesse segmento que exige profundidade técnica e alta capacidade analítica.
Subscritores que também são comerciais
A ASAS se posiciona como uma autoridade de subscrição, e isso muda na prática o dia a dia do corretor. Segundo Karin, a operação conta hoje com subscritores técnicos comerciais, diretamente conectados aos corretores desde a chegada deles à ASAS. “A gente traz o corretor mostrando para ele quais os produtos que a gente atua, faz todo o acompanhamento com esse corretor, une as áreas para que ele seja bem acolhido”, explica. O resultado é um processo mais ágil e menos burocrático, com o corretor sabendo exatamente o que pode produzir e o que a ASAS pode oferecer.
Especialistas e massificados: dois públicos, o mesmo suporte
Para Robson, o mercado está dividido em dois polos: corretores especialistas e corretores massificados. A ASAS atende os dois ao mesmo tempo. “Com os especialistas a gente consegue trabalhar um risco complexo com maior facilidade, e o massificado a gente também dá suporte para ganharem essa especialização.” Sobre a autonomia da subscrição, ele é direto: ela traz responsabilidade, mas também agilidade. “Quando a gente tem uma informação trazida pelo corretor, a gente pode subscrever um risco e dar uma solução muito mais rápido.”
O atendimento humanizado como diferencial
Questionada sobre as lacunas que o mercado tradicional deixa em aberto, Karin aponta o atendimento. Em um cenário dominado por robôs e respostas automatizadas, a ASAS aposta na proximidade real. “Hoje em dia a gente vê muito atendimento robotizado, dificilmente você consegue falar com as pessoas nas seguradoras”, observa. Esse contato mais humano é o que faz o corretor se sentir acolhido e entender que pode contar com a operação.
Risco bem apresentado é risco bem coberto
No universo dos grandes riscos, informação é tudo. Para Robson, quando o corretor traz detalhes da complexidade do risco, isso permite soluções mais específicas e cria confiança entre subscrição, corretor e segurado. “Às vezes a gente consegue ver que o desenho que estava sendo feito não é bem específico para aquela atividade, e a gente alerta o corretor.” Mais do que fechar uma apólice, o objetivo é garantir que o segurado saia com a cobertura certa.
O corretor como elo central da operação
Os dois executivos reforçam que o corretor é peça-chave. “Ele é que tem relacionamento com o cliente, é que faz a ponte entre o segurado e nós. Fortalecer o corretor fortalece todas as pontas”, resume Robson. Mesmo diante de riscos pontuais fora do portfólio habitual do corretor, a ASAS se coloca como parceira para ajudar a buscar informação e viabilizar soluções, ainda que não imediatas.
De consultor a especialista: o novo papel do corretor
Para Karin, o corretor que domina conceitos de subscrição vende melhor e entrega ofertas mais claras. A fase de ser “apenas um vendedor de apólice” ficou para trás. Hoje, o caminho passa por atuar como consultor e é justamente esse o trabalho que a ASAS busca desenvolver junto aos parceiros.
Oportunidades além dos grandes centros
O Brasil continental traz pluralidades regionais que os dois executivos observam de perto. Karin cita o crescimento de empresas fora das capitais, puxado por questões de logística e tráfego. Robson reforça que o gerenciamento de risco muda culturalmente entre regiões, o que acontece no Nordeste é diferente do Sul, mesmo quando a atividade é a mesma, e que isso exige um olhar específico da ASAS para cada nicho.
Drones: um ramo em ascensão
Entre as soluções da ASAS, Karin destaca o seguro para drones como um ramo com forte potencial de crescimento, impulsionado pela substituição de máquinas agrícolas por pulverização aérea. A boa notícia para o corretor é que a oportunidade muitas vezes já está dentro da própria carteira de clientes, sem necessidade de prospecção.
Portas abertas para o corretor
Encerrando a conversa, Robson reafirma o posicionamento da ASAS: “A gente quer operar diretamente para o corretor, dar oportunidades. A porta está aberta.” Karin complementa citando a agenda de eventos pelo Brasil, com novas datas a confirmar até o fim do ano.
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