ASAS Group no Seguro Sem Mistério: a especialização que transforma riscos complexos em soluções acessíveis

Episódio contou com a participação de Vinicius Anderaos, Regiane Camargo e Tauana Gomes

Em mais um episódio do programa Seguro Sem Mistério, Júlia Senna recebeu três especialistas da ASAS Group para uma conversa sobre os desafios e as oportunidades em linhas altamente técnicas do mercado segurador. Participaram Vinicius Anderaos, Head Aeronáutico, Regiane Camargo, Head de Responsabilidade Civil Geral, e Tauana Gomes, Head de Financial Lines – E&O. Ao longo da entrevista, os executivos mostraram como conhecimento técnico, proximidade com o corretor e personalização das soluções fazem parte da estratégia da empresa.

Cada risco exige uma análise individual

No segmento aeronáutico, Vinicius Anderaos explicou que a subscrição vai muito além das características da aeronave. Segundo ele, fatores como o perfil da operação, a experiência do piloto e as informações apresentadas pelo corretor são determinantes para uma análise consistente.

“Cada risco é único. Mais importante do que o modelo ou a idade da aeronave é entender como ela opera, quem a pilota e qual é o contexto daquela atividade.”

O executivo destacou ainda que o corretor exerce um papel decisivo durante todo o processo, já que a qualidade das informações influencia diretamente a precificação e a aceitação do risco.

Responsabilidade civil ganha espaço na gestão das empresas

Na avaliação de Regiane Camargo, a responsabilidade civil deixou de ser apenas um instrumento de proteção patrimonial para assumir um papel estratégico dentro das organizações. Para ela, o avanço da judicialização e a velocidade com que questões reputacionais se espalham ampliaram significativamente a exposição das empresas.

“Hoje, o maior risco para o empresário não é apenas o dano em si. É a judicialização, os impactos sobre a imagem da empresa e a continuidade do negócio.”

Apesar dessa evolução, Regiane observa que o seguro ainda é contratado, na maioria das vezes, de forma reativa, normalmente após uma exigência contratual ou quando um prejuízo já ocorreu.

Erros e omissões ainda enfrentam barreiras de conhecimento

Tauana Gomes destacou que o seguro de Responsabilidade Civil Profissional (E&O) continua sendo pouco compreendido pelo mercado. Segundo ela, existe a percepção equivocada de que o produto atende apenas algumas profissões tradicionais.

“Qualquer profissional que presta um serviço técnico para terceiros está sujeito a uma alegação de erro ou omissão. O maior desafio ainda é fazer o mercado compreender essa exposição.”

A executiva também chamou atenção para o crescimento das demandas envolvendo empresas de tecnologia, consultorias e outros serviços especializados, ampliando o espaço para esse tipo de cobertura.

Tecnologia aproxima, mas não substitui pessoas

Outro ponto recorrente da conversa foi o impacto da tecnologia na distribuição dos seguros. Embora reconheçam os ganhos de agilidade proporcionados pelas plataformas digitais, os três executivos defendem que produtos complexos continuam exigindo atendimento consultivo.

Para Tauana, o desafio está em utilizar a tecnologia como apoio ao profissional. “A inteligência artificial veio para ajudar, não para substituir conhecimento. O contato humano continua sendo essencial quando o corretor precisa discutir riscos mais complexos.”

Proximidade com o corretor 

Ao longo da entrevista, os três especialistas reforçaram que a atuação da ASAS Group está baseada na construção conjunta de soluções ao lado do corretor de seguros.

Segundo Vinicius, o objetivo é eliminar barreiras que tradicionalmente afastam os profissionais de ramos considerados altamente técnicos.

“Queremos mostrar que esses produtos podem ser acessíveis. Nosso papel é caminhar ao lado do corretor, entender cada operação e construir a melhor solução para cada cliente.”

Regiane complementou afirmando que a empresa acompanha a evolução das atividades dos segurados para manter as coberturas alinhadas aos novos riscos.

“Não entregamos apenas uma apólice. Construímos operações estruturadas que acompanham o crescimento e as mudanças de cada empresa.”

 

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Helena Toniolo

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