O agronegócio brasileiro foi profundamente transformado pela mecanização de suas atividades. Tratores, pulverizadores e colheitadeiras se tornaram ativos determinantes na produtividade e no equilíbrio financeiro das propriedades rurais. Segundo dados do IMEA, em Mato Grosso esse movimento é ainda mais evidente: o estado, que hoje ocuparia a 3ª posição no ranking mundial de produção de soja caso fosse um país, viu sua produção conjunta de soja e milho saltar de 28 milhões de toneladas na safra 2010/11 para 108,6 milhões de toneladas em 2025/26, e a projeção é de mais 36 milhões de toneladas adicionais até 2033/34. Esse crescimento consistente eleva a escala das operações e, junto dela, o valor do maquinário necessário para sustentá-las.
Com o aumento do valor do maquinário, a intensificação dos eventos climáticos e a dependência da tecnologia nas operações, proteger esses equipamentos passou a ser uma medida estratégica para garantir a continuidade das atividades no campo.
O Vice-Presidente da Pansera Corretora de Seguros, Roberto Pansera, comenta que o produtor às vezes associa a gestão de riscos apenas às lavouras, mas os equipamentos merecem atenção equivalente.
“Uma máquina parada durante a colheita representa muito mais do que um prejuízo material. Ela pode comprometer toda a operação, gerar atrasos, aumentar custos e impactar diretamente a produtividade. O seguro passou a ser um instrumento de continuidade do negócio.”
Esse impacto tende a ser ainda mais sensível em Mato Grosso, hoje o estado com o maior custo de frete do país. Segundo dados do MAPA, quase 70% da soja mato-grossense ainda é escoada por rodovia, e transportar um volume de referência de 36 mil toneladas exige o equivalente a 720 caminhões. Nesse cenário, qualquer parada — seja de uma colheitadeira no talhão, seja de um caminhão na estrada — tem efeito multiplicado sobre o cronograma e o custo da operação.
Segundo Roberto, a modernização do campo elevou significativamente o valor dos equipamentos, tornando indispensável um planejamento que considere não apenas a aquisição desses ativos, mas também sua proteção.
“Qualquer dano causado por acidente, incêndio, roubo ou fenômenos da natureza pode representar uma perda financeira expressiva. O seguro oferece segurança para que o produtor consiga retomar rapidamente suas atividades.”
Além da proteção das máquinas, o executivo destaca que o planejamento deve ser conduzido de forma integrada, combinando diferentes modalidades de seguros conforme o perfil da operação.
“O Seguro Rural protege a produção e os riscos relacionados à atividade agrícola, enquanto o seguro de máquinas e equipamentos preserva ativos fundamentais para o funcionamento da propriedade. Em muitos casos, também entram coberturas voltadas aos veículos utilizados na operação. Quando essas soluções trabalham em conjunto, o produtor reduz sua exposição aos riscos e fortalece a continuidade do negócio.”
Para chegar a essa combinação ideal, no entanto, é preciso antes entender o risco de cada operação e é nesse ponto que a Pansera tem atuado de forma mais próxima do produtor. A corretora oferece um serviço de avaliação de risco e planejamento, que mapeia o perfil da propriedade, o parque de máquinas, a operação logística e a exposição a eventos climáticos antes de indicar as coberturas mais adequadas.
“Não existe uma solução padrão. Cada propriedade tem uma combinação diferente de máquinas, veículos, culturas e riscos. Por isso, antes de falar em apólice, fazemos um diagnóstico completo da operação. Esse trabalho de avaliação é o que garante que o produtor contrate exatamente o que precisa — nem mais, nem menos — e é um diferencial que buscamos oferecer em todas as relações com nossos clientes.”
Com a produção de soja e milho em Mato Grosso projetada para continuar crescendo na próxima década e a logística do estado permanecendo como um dos principais desafios do setor, a tendência é que a proteção de máquinas, veículos e operações ganhe cada vez mais espaço no planejamento das propriedades rurais e que o diagnóstico de risco, feito sob medida para cada operação, se consolide como etapa indispensável desse processo.
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