Ramos Advogados participa de debates sobre transformação dos mercados bancário e securitário

Cidade da Advocacia colocou em pauta tecnologia, novas regras, mudanças climáticas e segurança jurídica

A quinta edição da Cidade da Advocacia reuniu profissionais, estudantes e especialistas de diferentes áreas do Direito em Porto Alegre, com uma programação marcada por discussões sobre tecnologia, mudanças regulatórias e os novos desafios enfrentados pelo mercado. Entre os temas que ganharam espaço estiveram questões relacionadas aos setores bancário e securitário, áreas de forte atuação da Ramos Advogados.

Conforme pontua a sócia Suellen Paranhos, a iniciativa permite o monitoramento de pautas do ecossistema financeiro, segurador e de consumo. A pauta dos encontros incluiu inteligência artificial, governança, fraudes bancárias, contratação digital, regulamentação de meios de pagamento, reforma tributária e a influência dos eventos climáticos.

No campo securitário, a entrada em vigor da nova Lei de Seguros acrescentou novas questões ao debate, especialmente em relação à interpretação dos contratos, aos prazos, à distribuição de responsabilidades e à adaptação dos procedimentos adotados pelas seguradoras e demais operadores do mercado.

As discussões que chegam atualmente às Comissões de Direito Securitário e de Direito Bancário “refletem um mercado em transformação, especialmente diante dos avanços tecnológicos, das mudanças regulatórias e da necessidade de maior segurança jurídica nas relações entre instituições financeiras, seguradoras e consumidores”, avalia a Ramos Advogados.

Um dos principais desafios apontados pelo escritório está justamente na velocidade das transformações. A digitalização dos serviços financeiros, a inteligência artificial e o surgimento de modalidades de fraude criam situações que nem sempre encontram respostas prontas no ordenamento jurídico.

“No setor de seguros, temos ainda o desafio de interpretar e aplicar a nova Lei de Seguros, buscando equilibrar a proteção do consumidor, a segurança jurídica e a sustentabilidade do próprio mercado”, destaca Suellen.

As mudanças climáticas também passaram a ocupar um espaço relevante nessa discussão. Eventos extremos mais frequentes e seus impactos sobre pessoas, empresas e patrimônios colocam novos riscos diante das seguradoras e exigem adaptações nos produtos, contratos e modelos de gestão.

No sistema bancário, o cenário também impõe novos desafios. Fraudes digitais, responsabilidade das instituições, expansão das instituições de pagamento e uso crescente de tecnologias demandam respostas jurídicas capazes de acompanhar a realidade operacional do setor.

Entre os assuntos que despertaram atenção durante a programação estiveram a governança da inteligência artificial no ambiente bancário e os impactos da nova Lei de Seguros.

“A inteligência artificial traz enormes oportunidades, mas também exige governança, critérios de utilização, transparência e definição clara de responsabilidades. Já a nova Lei de Seguros representa uma mudança muito significativa para todo o mercado e exige dos profissionais uma postura de estudo e adaptação”, afirma.

Para o escritório, a discussão demonstra como os riscos que antes pareciam distantes já interferem diretamente nos produtos, nos contratos e na sustentabilidade do mercado segurador.

A participação na Cidade da Advocacia também reforçou uma mudança no perfil esperado dos profissionais que atuam nos segmentos bancário e securitário: além do domínio da legislação, torna-se cada vez mais importante compreender a operação, os riscos e os negócios envolvidos.

“Para a Ramos Advogados, participar da Cidade da Advocacia representa uma oportunidade de estar próxima das discussões que estão construindo o futuro do Direito. Somos um escritório com forte atuação no segmento empresarial, bancário e securitário, e estar em um ambiente que reúne profissionais experientes, estudantes, especialistas e representantes de diferentes áreas permite não apenas compartilhar conhecimento, mas também ouvir diferentes perspectivas sobre os desafios que o mercado enfrenta.”

Essa proximidade também ajuda a conectar a prática jurídica às transformações econômicas, tecnológicas e sociais.

“Essa troca é muito importante porque o Direito precisa estar conectado à realidade econômica, tecnológica e social. Para nós, estar presente nesses espaços também reforça o compromisso da Ramos com a atualização constante, a inovação e a construção de soluções jurídicas cada vez mais estratégicas para os nossos clientes.”

Entre as principais reflexões deixadas pelo evento está a necessidade de uma advocacia cada vez mais preventiva. A combinação entre tecnologia, inteligência artificial, mudanças climáticas, novas regulamentações, fraudes digitais e transformações econômicas cria situações que exigem análise jurídica antes que os problemas cheguem ao Judiciário.

“A principal reflexão é que o Direito precisa estar cada vez mais preparado para antecipar problemas, e não apenas para solucioná-los depois que acontecem”, resume o escritório.

A visão ganha relevância especialmente nos setores de seguros e serviços financeiros, nos quais mudanças regulatórias e tecnológicas podem alterar rapidamente processos, contratos e relações com consumidores.

“A nova realidade exige profissionais capazes de interpretar a norma, compreender a operação e, principalmente, transformar conhecimento jurídico em estratégia, prevenção e soluções práticas.”

A Cidade da Advocacia, nesse sentido, funcionou também como espaço de troca entre diferentes gerações e especialidades. Para a Ramos Advogados, esse intercâmbio é parte importante da evolução da própria atividade jurídica.

“O Direito está em constante transformação, e eventos como a Cidade da Advocacia permitem que profissionais de diferentes gerações e especialidades contribuam para essa evolução.”

Crédito foto:

Divulgação Ramos Advogados

Crédito texto:

Fernanda Torres

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