A Taxonomia Sustentável do Mercado Segurador (TSS), desenvolvida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), está entre os cinco finalistas do AIP Awards 2026 na categoria “Nuevo Modelo de Negocio” (Novo Modelo de Negócio). A iniciativa brasileira foi selecionada em uma edição que reuniu projetos de mais de 60 empresas de diferentes países.
O vencedor será anunciado em 17 de setembro, na Cidade do México, durante o México Insurtech Summit. A indicação coloca em evidência internacional uma iniciativa criada para incorporar critérios de sustentabilidade às diferentes etapas do negócio de seguros, da concepção dos produtos à avaliação de riscos e ao relacionamento com clientes e parceiros.
Desenvolvida pela CNseg para o maior mercado segurador da América Latina, a TSS estabelece critérios comuns para identificar, classificar e orientar produtos, serviços e práticas sustentáveis. Em sua primeira edição, foram definidos critérios que abrangem mais de 80 práticas de seguros sustentáveis nos diferentes ramos do setor.
A proposta considera não apenas as coberturas oferecidas, mas também aspectos como objeto segurado, precificação, gestão de salvados, alocação de reservas técnicas e recursos e relacionamento com clientes e parceiros. A partir desses critérios, é possível avaliar de que forma produtos e práticas do setor contribuem para objetivos socioambientais e estimulam comportamentos mais responsáveis ao longo da cadeia de valor.
Para a diretora de Sustentabilidade da CNseg, Claudia Prates, a iniciativa amplia a contribuição do seguro para a agenda de sustentabilidade ao incorporar critérios socioambientais à própria lógica de desenvolvimento dos negócios.
“Com referências padronizadas para a classificação de produtos, o setor poderá reduzir as assimetrias de informação, alcançar maior alinhamento com as agendas global e nacional de finanças sustentáveis e fortalecer a integridade na oferta de produtos sustentáveis. Além disso, permitirá que a sociedade tenha acesso a uma gama mais ampla de soluções para setores estratégicos, como agricultura, florestas e cidades”, afirma Claudia.
A TSS também busca aproximar a atuação das seguradoras das transformações econômicas associadas à transição para uma economia de baixo carbono. Como gestoras de riscos e investidoras institucionais, as companhias estão expostas aos efeitos de mudanças que atingem empresas, governos e famílias e, ao mesmo tempo, podem desenvolver soluções voltadas à prevenção, adaptação e proteção financeira.
Segundo o gerente de Sustentabilidade da CNseg, Pedro Werneck, esse cenário também abre novas frentes para a indústria. “O setor segurador é responsável pela gestão dos riscos aos quais estão expostos pessoas, governos e empresas. À medida que os riscos climáticos, sociais e financeiros se intensificam, também aumentam os riscos assumidos pelas seguradoras”, afirma.
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