Corretores Exalt crescem o dobro do mercado de seguros; Grupo revela estratégia por trás do avanço

Encontro com seguradoras parceiras e participantes do ExaltOne mostrou como gestão, diversificação de carteiras, capacitação e suporte técnico integram modelo voltado a transformar corretores em empresários

O que faz uma corretora de seguros crescer acima da média de um mercado que já vive um ciclo de expansão? Para o Grupo Exalt, a resposta passa por olhar além da produção e enxergar o corretor, antes de tudo, como empresário.

A estratégia ganhou números nesta quinta-feira (3), em São Paulo. Durante encontro realizado na sede da XP Investimentos, o Grupo apresentou a líderes de seguradoras parceiras e corretores participantes do ExaltOne resultados que indicam que os corretores integrantes do ecossistema Exalt vêm crescendo em ritmo equivalente ao dobro do registrado pelo mercado de seguros.

Mais do que apresentar o indicador, a manhã foi dedicada a mostrar o que existe por trás dele. Gestão financeira, recursos humanos, marketing, tecnologia, inteligência de dados, capacitação, diversificação de carteiras e apoio técnico para a colocação de riscos fazem parte de uma estrutura construída para ampliar a capacidade de crescimento das corretoras.

CEO do Grupo Exalt, Alexandre Federman resumiu a estratégia a partir do conceito que norteia atualmente a companhia: ser uma aceleradora de corretores. “Se uma corretora tem um plano para daqui a cinco anos, ou mesmo se ainda não tem um plano, precisamos ajudá-la a chegar lá mais rápido. E fazemos isso enxergando o corretor de seguros como empresário”, afirmou.

 

Crescer passa por profissionalizar a corretora

A lógica parte de uma constatação: produzir mais seguros é apenas uma dimensão do crescimento de uma corretora. Para sustentar essa evolução, segundo Federman, é necessário desenvolver também a empresa que existe por trás da operação comercial.

Foi a partir dessa visão que a Exalt passou a estruturar soluções que hoje vão do recrutamento de profissionais ao planejamento financeiro, passando por posicionamento de marca, apoio jurídico, backoffice, tecnologia, inteligência comercial e capacitação das equipes.

Na prática, a estrutura busca liberar o corretor de parte das demandas operacionais e, ao mesmo tempo, fornecer ferramentas para que ele tome decisões mais estratégicas sobre o negócio. “Precisamos de corretores cada vez melhores no mercado. Precisamos de corretores que sejam realmente empresários. São corretores que querem crescer, que estão empenhados, que honram as parceiras e estão junto com as seguradoras”, destacou Federman.

Outro movimento apresentado durante o encontro ajuda a explicar a evolução das corretoras do Grupo: a diversificação das carteiras. Em um período anterior, mais de 50% da produção dos associados estava concentrada nos segmentos de Automóvel e Residencial. A Exalt passou, então, a estimular uma presença maior em outras linhas, especialmente nos riscos corporativos, sem deixar de buscar crescimento nos produtos tradicionais. “Hoje, o corretor Exalt consegue trabalhar qualquer risco. Às vezes ele tem todas as contas de uma cidade, tem relacionamento com o dono da maior empresa daquela região, mas não sabe estruturar determinado risco. Nós fazemos isso para ele”, exemplificou o CEO.

 

Expansão do ecossistema também aparece nos números

O avanço das corretoras acompanha uma expansão da própria estrutura da Exalt. Depois de registrar crescimento de receita próximo a 40% em 2025 na comparação com o ano anterior, o Grupo trabalha com uma projeção de alta de 73% em 2026. Para os anos seguintes, as estimativas apresentadas apontam avanços de 47% em 2027, 27% em 2028 e 17% em 2029.

A expectativa também é ampliar o número de associados, chegando a cerca de 140 corretores no próximo ano. Federman ressaltou, no entanto, que o aumento da receita é encarado principalmente como uma forma de retroalimentar o ecossistema. “Quanto mais receita entra, mais investimento fazemos na operação e mais podemos oferecer aos associados”, explicou.

Esse investimento tem sido direcionado justamente para a ampliação das estruturas de atendimento, criação de novos serviços e contratação de profissionais especializados para apoiar as corretoras.

 

Seguradoras entram na estratégia de aceleração

Se o desenvolvimento dos corretores ocupa uma ponta do modelo, as seguradoras parceiras aparecem na outra. Representantes das companhias participaram da manhã e conheceram em detalhes como a Exalt pretende utilizar sua estrutura para aproximar a capacidade de distribuição das corretoras dos objetivos de negócios das seguradoras.

As companhias parceiras estão inseridas em diferentes frentes do ecossistema, incluindo capacitações, campanhas comerciais, eventos, lançamentos de produtos e ações de relacionamento. Também recebem prioridade nas oportunidades originadas pela mesa de negócios e pela área de placement.

A estratégia é direcionar o crescimento das corretoras também para parceiros que participam da construção do ecossistema. Federman sintetizou essa relação em uma frase utilizada internamente pelo Grupo: “A gente gosta de quem gosta da gente. Vamos honrar quem gosta da gente.”

Para o executivo, o conceito de aceleração, portanto, não termina no corretor. “Mais do que uma aceleradora de corretores, queremos ser também uma aceleradora de seguradoras. Contem com a Exalt para ajudar a acelerar a operação de vocês e contribuir com toda essa alavancagem”, afirmou.

 

Economia brasileira entra no radar dos empresários

A programação contou com palestra de Rodolfo Margato, vice-presidente de Pesquisa Econômica e sócio da XP Investimentos, que apresentou uma análise das perspectivas para a economia brasileira em meio à proximidade das eleições e às incertezas do cenário internacional.

Apesar do ambiente geopolítico turbulento, Margato destacou que fatores externos vêm oferecendo sustentação à economia brasileira, especialmente ao câmbio. Entre eles estão o enfraquecimento global do dólar, o comportamento das commodities e o fortalecimento da pauta exportadora brasileira.

O petróleo ganhou destaque na análise. Com o crescimento da produção e das exportações brasileiras combinado à valorização da commodity, o setor passou a exercer influência relevante sobre a balança comercial e a entrada de divisas no país.

O economista também chamou atenção para a robustez das contas externas brasileiras e para a capacidade do país de continuar atraindo investimentos estrangeiros de longo prazo.

“As contas externas são a grande fortaleza do Brasil e isso continua, independentemente da questão eleitoral”, afirmou.

 

Eleições ampliam incertezas, mas não explicam tudo

Com a proximidade das eleições presidenciais, parte da apresentação foi dedicada aos possíveis impactos do cenário político sobre os mercados. Margato chamou atenção para o elevado nível de polarização do eleitorado brasileiro e ponderou que, diante do quadro atual, previsões categóricas sobre o resultado devem ser vistas com cautela.

“Qualquer pessoa que crave quem vai ganhar as eleições, no cenário atual, eu acharia leviano. Vai ser muito apertado”, afirmou.

O economista ressaltou, entretanto, que o comportamento de variáveis como câmbio e investimentos não depende exclusivamente da política doméstica. Commodities, fluxo de capital estrangeiro, comportamento global do dólar e fundamentos das contas externas brasileiras continuam exercendo influência relevante.

A análise econômica encerrou uma manhã em que crescimento e preparação caminharam juntos. Se os números apresentados mostram corretores Exalt avançando em ritmo superior ao mercado, a estratégia compartilhada pelo Grupo aponta para o desafio seguinte: transformar essa velocidade em empresas mais estruturadas, diversificadas e preparadas para sustentar o crescimento no longo prazo.

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