Promoção da saúde mental nas escolas é tema de formações para educadores em Minas Gerais e no Pará

Programa Viver com Saúde, da Fundación Mapfre, capacita profissionais da rede pública para acolher o sofrimento psíquico, combater o bullying e fortalecer a prevenção ao suicídio entre crianças e adolescentes
Formação do Viver com Saúde em Belém do Pará em 15/09/2026.

 

Promover a saúde mental, prevenir o bullying e outras formas de violência entre crianças e adolescentes são os objetivos que levam a Fundación Mapfre a oferecer suporte e formação a educadores de todo o Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe/IBGE de março de 2026), três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem constantemente tristes ou na maioria das vezes. Uma proporção semelhante também revelou que já teve vontade de se machucar de propósito. A pesquisa ouviu mais de 118 mil estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país.

Diante desse cenário, a Fundación Mapfre, por meio do Programa Viver com Saúde – Saúde Mental nas Escolas, promove capacitações presenciais e híbridas em parceria com secretarias estaduais e municipais de educação, em aliança com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e o Ensino Einstein – Centro de Educação em Saúde Abram Szajman, responsáveis pela condução das aulas. O programa oferece suporte prático aos professores e gestores da rede pública de ensino em todas as regiões do país.

O conteúdo busca apoiar os docentes na construção de um ambiente educacional de proteção, acolhimento e identificação precoce de sinais de sofrimento emocional entre crianças e jovens. O programa atua por meio de um modelo de formação continuada no qual os profissionais recebem treinamento especializado e materiais didáticos gratuitos para atuar com autonomia no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, na prevenção do estresse e no enfrentamento da violência escolar e de comportamentos autodestrutivos. Somente em 2025, a iniciativa alcançou mais de 6,7 milhões de estudantes e educadores.

A representante da Fundación Mapfre no Brasil, Fátima Lima, afirma que o Viver com Saúde é um programa fundamental para a Educação hoje no Brasil. “Temos um trabalho contínuo para levar informação de qualidade para os educadores de todo o país poderem lidar com mais assertividade e também de forma acolhedora e preventiva junto aos alunos. A Saúde Mental e o combate à violência na escola são temas presentes e complexos e somente com o envolvimento de toda a sociedade vamos conseguir avançar e proteger jovens e crianças”.

 

Formações regionais: ações em Minas Gerais

Em aliança com profissionais da UNIFESP, uma formação presencial foi realizada no município de Ibirité (MG) e reuniu 155 professores e 545 estudantes do 9º ano do ensino fundamental no início de setembro. Durante a atividade, foram abordadas estratégias para a identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico entre os alunos e para o adequado encaminhamento à rede de proteção e aos serviços de saúde.

 

Ações e Seminário Estadual no Pará

Na Região Norte, as iniciativas do Programa Viver com Saúde, desenvolvidas em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC-PA), por meio do Programa Escola Segura, e ministradas por profissionais da UFPA e da UNIFESP, mobilizaram centenas de educadores e equipes técnicas em diferentes municípios.

No dia 15 de setembro, Belém sediou o seminário “Saúde Mental e Marcadores Sociais na Educação”, que reuniu 150 profissionais presencialmente e outros 130 de forma remota. A programação abordou temas como gênero, racismo, saúde mental e interseccionalidade no contexto educacional.

O encontro também marcou o lançamento do livro “Saúde Mental na Infância: uma conversa com educadores”, desenvolvido pela Fundación Mapfre para apoiar educadores que atuam com crianças da primeira infância.

 

Conexão com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

As diretrizes trabalhadas no Programa Viver com Saúde reforçam que a atuação dos educadores é essencialmente pedagógica e preventiva. Ao capacitá-los para reconhecer sinais de sofrimento emocional, manifestados por mudanças de comportamento, isolamento ou queda no rendimento escolar, a iniciativa favorece a articulação entre a escola e a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS IJ), fortalecendo o cuidado integrado e a proteção dos estudantes.

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