Revista JRS – Edição Especial: União Seguradora celebra 113 anos de história entre tradição e transformação

Nesta edição, histórias de tradição se encontram com temas como governança, reconhecimento pela satisfação dos clientes, saúde mental, responsabilidade social e a importância das conexões no mercado de seguros

Há histórias que atravessam o tempo porque conseguem preservar aquilo que realmente importa, mesmo quando todo o restante muda. Em 1913, em Santa Maria, 57 caixeiros-viajantes se uniram com um propósito que continua atual: criar uma rede de proteção para suas famílias. Nascia a Sociedade União dos Caixeiros-Viajantes, que chega a 2026 celebrando 113 anos de trajetória.

De lá para cá, o Brasil passou por transformações econômicas, sociais e regulatórias profundas. Paralelamente, o segmento segurador evoluiu, acompanhando as transformações nas demandas dos clientes. A instituição conquistou o status de utilidade pública, passou a atuar na previdência aberta, passou por uma reestruturação societária, transferiu sua sede para Porto Alegre, ampliou sua presença no mercado segurador e, em 2023, recebeu autorização para atuar em âmbito nacional.

Essa mesma ideia de proteção também aparece em outros momentos do setor. No Acampamento Farroupilha, o Clube da Pedrinha RS reuniu profissionais no encontro “Orgulho em Ser Gaúcho”, realizado no Piquete Revolução dos Tauras, no Parque Harmonia. Com patrocínio da Sultec, que celebra 35 anos, o encontro mostrou que relacionamento também se constrói fora dos ambientes tradicionais de negócios.

A trajetória de uma empresa familiar, como destacou Fernando Menezes, sócio-fundador da Sultec, encontra paralelos em um mercado que também cresce, se transforma e precisa preservar relações de confiança. Em um setor baseado justamente na proteção, celebrar histórias e criar vínculos faz parte da própria construção do futuro.

Quando observamos a primeira infância, por exemplo, percebemos que vulnerabilidade não pode ser medida apenas pela renda de uma família. Uma criança pode viver em um lar com recursos financeiros e, ainda assim, enfrentar falta de alimentação adequada, saneamento básico, assistência médica, incentivo educacional ou proteção.

Os dados do UNICEF ajudam a dimensionar esse desafio. Em 2023, 28,8 milhões de crianças e adolescentes brasileiros de 0 a 17 anos, o equivalente a 55,9% dessa população, enfrentavam pelo menos uma privação relacionada a direitos fundamentais. O levantamento considera dimensões como renda, educação, acesso à informação, água, saneamento, moradia e proteção contra o trabalho infantil.

Como observa André de Britto, diretor-presidente do Projeto Criança Cidadã, “a renda é um indicador importante, mas está longe de explicar sozinha a vulnerabilidade de uma criança. Precisamos olhar para a infância de maneira multidimensional.”

Talvez essa seja uma das reflexões necessárias quando pensamos no papel do setor de seguros e de todas as instituições que trabalham com proteção.  O cuidado não está apenas na reação quando um imprevisto acontece. Ele também envolve a compreensão dos riscos, a antecipação de necessidades e o apoio a pessoas e famílias em diferentes momentos da vida. 

O compromisso continua sendo o mesmo: proteger pessoas, fortalecer relações e construir um futuro em que segurança não seja privilégio, mas parte da vida de todos.

Boa leitura!

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JRS

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Fernanda Torres

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Helena Toniolo