Dia Mundial da Saúde Mental: conheça projeto da Zurich que já impactou mais de 6 milhões de pessoas na rede pública de ensino

Programa em parceria com a Z Zurich Foundation e Instituto Ânima desenvolve competências socioemocionais a partir da formação de professores de escolas públicas
Nathalia Abreu, superintendente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Zurich Seguros.

 

Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental coloca em pauta a prevenção, o cuidado e o combate ao estigma em torno do sofrimento psíquico. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) direciona a campanha para a escuta de pessoas com experiência vivida em saúde mental, defendendo que suas perspectivas sejam consideradas na construção de respostas mais adequadas às necessidades de quem enfrenta esses desafios.

Entre os adolescentes brasileiros, dados recentes dimensionam o debate. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE neste ano, mostrou que 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos relataram sentir tristeza na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores ao levantamento. Na rede pública, 45,8% dos estudantes estavam em escolas que ofereciam algum tipo de suporte psicológico para alunos, professores e funcionários em situações de bullying e violência.

É nesse universo que atua o Papo de Cabeça, projeto desenvolvido pela Zurich Seguros e pela Z Zurich Foundation em parceria com o Instituto Ânima. Criado em 2022, o programa trabalha competências socioemocionais e projeto de vida em escolas públicas, com formação de profissionais da educação e conteúdos voltados à realidade das redes de ensino.

Somente em 2025, mais de 3 milhões de pessoas foram alcançadas em São Paulo, Minas Gerais, Pará e Bahia. Desde o início do projeto, o alcance já ultrapassou 6,3 milhões de pessoas, incluindo mais de 32 mil professores alcançados pelos programas de pós-graduação e extensão. Os resultados de impacto são mensurados com base em pesquisas independentes conduzidas pelo Instituto Ânima, que utiliza instrumentos cientificamente validados e protocolos padronizados de coleta e análise de dados junto a estudantes e professores.

“Bem-estar mental é um fator importante para a aprendizagem, a tomada de decisões e a construção de perspectivas para o futuro. Quando a escola abre espaço para desenvolver essas competências, também contribui indiretamente para o fortalecimento de capacidades associadas ao empoderamento econômico, com o potencial de apoiar os estudantes em suas trajetórias futuras”, afirma Nathalia Abreu, superintendente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Zurich Seguros.

 

O que mais de 500 mil respostas mostram sobre as escolas públicas

A própria experiência do Papo de Cabeça deu origem a um dos maiores levantamentos realizados no âmbito do projeto. A Pesquisa Diagnóstica de Competências Socioemocionais e Propósito de Vida, conduzida pelo Instituto Ânima em parceria com o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social (Lepes), da Universidade de São Paulo (USP), abrangeu mais de 500 mil respostas de profissionais da educação e estudantes de cinco redes públicas.

Os resultados apontam uma relação entre vínculos dentro e fora da escola e a maneira como os jovens projetam o próprio futuro. Estudantes que disseram conseguir conversar com professores sobre seus sentimentos apresentaram, em média, índices de propósito de vida 16% maiores do que aqueles que não contam com essa abertura. Entre jovens com níveis semelhantes de saúde mental, os que relataram vínculo com o docente registraram indicador de propósito de vida até 30% superior.

“Vínculo não é um aspecto secundário da vida escolar. Quando o estudante encontra adultos de referência com quem consegue conversar e se sente acolhido, há uma diferença concreta nos indicadores de propósito de vida. Sendo assim, trabalhar competências socioemocionais também significa olhar para a qualidade das relações construídas dentro da escola”, avalia Daniele Paz, presidente do Instituto Ânima.

 

Formação dos educadores está no centro do trabalho

A atuação do Papo de Cabeça parte da formação dos profissionais que convivem diariamente com os estudantes. O projeto oferece gratuitamente cursos de pós-graduação e extensão em educação socioemocional, além de materiais que podem ser utilizados em sala de aula. O trabalho busca preparar os educadores para reconhecer questões que atravessam a experiência dos jovens e incorporar o tema à prática pedagógica.

A iniciativa também mantém uma plataforma aberta ao público, com trilhas formativas, podcasts, e-books e vídeos voltados a jovens e educadores. A parceria entre o Instituto Ânima e a Z Zurich Foundation foi renovada até 2027, com planejamento para continuidade das formações e expansão do alcance do programa.

Para Nathalia, levar a discussão sobre saúde mental para o ambiente educacional também significa reconhecer que o desenvolvimento dos jovens não termina no conteúdo curricular. “Uma escola que trabalha escuta, autocuidado e capacidade de lidar com as próprias emoções oferece recursos que o estudante leva para outras etapas da vida. O objetivo é que esse aprendizado faça parte da formação dos jovens e ajude a criar condições para que eles reconheçam suas possibilidades e construam o próprio caminho”, conclui a superintendente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Zurich Seguros.

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