Conquista de clientes, consolidação da operação e formação de reserva financeira exigem anos de trabalho corporativo. Contudo, imprevistos capazes de causar a interrupção das atividades por 15 dias geram impactos severos. Mesmo diante de suspensões temporárias, esse hiato prejudica a receita, compromete a quitação de custos fixos e provoca desdobramentos duradouros.
O risco ganha relevância em um cenário de pressão sobre as finanças empresariais. O Brasil chegou a 9,2 milhões de empresas inadimplentes em julho de 2026, que acumulavam R$ 238,6 bilhões em dívidas atrasadas, segundo dados da Serasa Experian divulgados pela Forbes. Ao mesmo tempo, a procura por crédito empresarial cresceu 11,2% nos 12 meses encerrados em agosto, impulsionada, em parte, pela necessidade de capital de giro e pelo pagamento de despesas do dia a dia.
Um incêndio, um dano elétrico, um problema estrutural ou outro evento coberto que paralise a operação amplia dificuldades financeiras já existentes. Além dos custos de reparação, a companhia precisa lidar com compromissos que continuam vencendo, como folha de pagamento, aluguel, fornecedores e financiamentos. É nesse ponto que o seguro empresarial precisa ser analisado, além da proteção contra incêndios e danos ao patrimônio. A avaliação dos riscos deve considerar também as consequências financeiras de uma paralisação e as condições necessárias para retomar as atividades. “Quando o empresário avalia os riscos do negócio, precisa olhar não apenas para aquilo que pode ser danificado, mas também para o que acontece financeiramente se a empresa deixar de operar”, sugere Jairo Brandeburski, CEO da Pansera Corretora de Seguros.
Entre os aspectos que merecem atenção na contratação do seguro empresarial está a possibilidade de incluir cobertura para lucros cessantes, conforme as condições da apólice. Esse tipo de proteção pode amparar perdas financeiras decorrentes da interrupção das atividades provocada por um evento coberto, respeitando os limites, as exclusões e os critérios estabelecidos no contrato. A cobertura não deve ser confundida com uma garantia automática de reposição de todo o faturamento perdido. O alcance da indenização depende das condições contratadas, da caracterização do sinistro e dos critérios previstos na apólice. Por isso, conhecer as garantias e suas limitações é parte importante da gestão de riscos.
Na avaliação de Jairo, a contratação deve considerar a realidade da operação, os perigos aos quais o negócio está exposto e sua capacidade financeira de enfrentar um período sem receita.
“O seguro precisa fazer sentido na atividade da empresa. Não basta contratar uma cobertura e guardar a apólice. É necessário entender o que está protegido, quais situações estão previstas e como a cobertura pode contribuir para a recuperação do negócio.”
A discussão sobre seguro empresarial está diretamente ligada à organização financeira. Em um ambiente de endividamento elevado, depender exclusivamente de reservas ou de novas linhas de crédito diante de uma paralisação pode aumentar a pressão sobre o caixa.
Isso não significa que a apólice substitua uma reserva de emergência ou elimine todos os riscos. A proteção securitária, o planejamento financeiro e as medidas preventivas cumprem funções complementares. Enquanto a gestão de caixa ajuda a absorver oscilações e despesas inesperadas, o seguro pode reduzir os efeitos financeiros de determinados eventos cobertos.
A análise deve levar em conta fatores como a estrutura física, os equipamentos utilizados, a dependência de fornecedores, os processos essenciais e o tempo estimado para a retomada. Ainda é importante revisar periodicamente as garantias, especialmente quando há ampliação das instalações, incorporação de máquinas ou mudanças na atividade.
A atuação anterior facilita o mapeamento de fragilidades, a análise de proteção do contrato e a condução segura dos negócios. Nos momentos de forte demanda por crédito na sustentação das atividades, o gerenciamento antecipado de incidentes estabelece a diferença entre a paralisação momentânea e o estrangulamento dos recursos.
Crédito foto:
Crédito texto:
Publicado por:
Desde 1999, nos dedicamos a disseminar informação segura, inteligente e de alta qualidade para o mercado de seguros. Nossa missão é ser a voz e a imagem de um setor essencial, que desempenha um papel crucial na proteção e no planejamento das vidas das pessoas.
Com compromisso e credibilidade, trabalhamos para conectar profissionais, empresas e consumidores, promovendo uma compreensão mais ampla e acessível sobre a importância dos seguros. Nosso objetivo é não apenas informar, mas também inspirar e fortalecer a confiança em um mercado que impacta diretamente a segurança e o bem-estar da sociedade.
JRS.Digital
CNPJ – 41769103000106
Endereço:
Av. Diário de Notícias, 200 – 1.406
Cristal, Porto Alegre (RS)
CEP: 90810-080
Telefone:
(51) 98140-0475 | (51) 99314-9970
Conteúdo e pauta:
redacao@jrscomunicacao.com.br
Comercial:
julia@jrscomunicacao.com.br
Desenvolvido por B36 Marketing | Todos os Direitos reservados JRS.DIGITAL