Outubro Rosa: uma em cada 10 mulheres que aderiu ao seguro de Vida na Allianz em 2026 incluiu cobertura para diagnóstico de câncer

Proteção oferece recurso financeiro adicional diante das mudanças que chegam com o diagnóstico e o tratamento da doença. Segundo levantamento da companhia, 36% das contratantes têm entre 36 e 45 anos
Caio Souza, diretor de Vida da Allianz Seguros.

 

Identificar precocemente o câncer de mama é essencial para o enfrentamento da doença e para ampliar as possibilidades de tratamento. No entanto, essa questão vem acompanhada de outro tema pouco discutido: como se preparar financeiramente para os impactos de um eventual diagnóstico. Um levantamento realizado pela Allianz Seguros mostra que essa preocupação ainda é restrita entre as mulheres que contratam um seguro de Vida. Entre janeiro e agosto de 2026, apenas 10% do público feminino que aderiu ao produto na companhia incluiu a cobertura para diagnóstico de câncer, que contempla também o câncer de mama, o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil.

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta para 78,6 mil novos casos no país em 2026, o equivalente a 30% das ocorrências de tumores entre as mulheres, excluídos os de pele não melanoma. Para o triênio 2023-2025, a estimativa anual era de 73,6 mil novos diagnósticos. Também de acordo com o INCA, os registros hospitalares de 2018 a 2022 mostram que 55,4% dos casos de câncer de mama foram identificados nos estágios in situ ou I, considerados fases iniciais.

“A discussão normalmente se concentra na prevenção, no diagnóstico e no tratamento, que são extremamente fundamentais. Mas existe uma outra dimensão que também precisa ser considerada, que é justamente o impacto financeiro que acompanha a doença. Um diagnóstico, ainda que em fase inicial, pode mudar temporariamente a rotina, afetar a capacidade de trabalho e gerar novas despesas e, neste contexto, o seguro de Vida funciona como uma camada adicional de proteção”, explica Caio Souza, diretor de Vida da Allianz Seguros.

A cobertura para diagnóstico de câncer prevê o pagamento de uma indenização à segurada ou aos seus beneficiários durante o tratamento, que pode ser solicitada a partir da conclusão do diagnóstico de tumor de mama e, também, de tumores no colo do útero e ovário, todos em estágio inicial ou avançado. A segurada é quem determina quando irá acionar o seguro, ou seja, o momento que considera mais adequado utilizar o recurso.

Essa opção de proteção aparece de maneiras diferentes conforme a modalidade do seguro. No Vida Individual, o diagnóstico de câncer pode ser contratado como uma cobertura específica, com capitais segurados menores e foco em eventos como o câncer de mama. Já no Vida Coletivo, o câncer de mama já está contemplado entre as doenças graves previstas em coberturas mais abrangentes.

 

Quem contrata?

Entre as mulheres que aderiram à cobertura para diagnóstico de câncer na Allianz nos oito primeiros meses deste ano, 36% têm entre 36 e 45 anos, enquanto 26% estão na faixa de 26 a 35 anos e 18% possuem entre 46 e 55 anos. Quase a totalidade delas (96%) é casada. No período, o capital segurado mais contratado foi de R$ 80 mil, dentro de um limite máximo de R$ 200 mil. Na análise de Caio Souza, o valor ajuda a dimensionar a proteção financeira buscada pelas seguradas como um recurso adicional para lidar com as despesas e adaptações que podem surgir durante o período de tratamento.

O perfil também chama atenção para a relação entre saúde, renda e planejamento financeiro. Com um número cada vez maior de mulheres que conciliam responsabilidades profissionais e pessoais, um eventual afastamento do trabalho ou a necessidade de reorganizar a rotina pode repercutir não só sobre as próprias finanças, mas também sobre o orçamento doméstico. Esse fator ganha ainda mais relevância diante do papel que as mulheres vêm desempenhando na sustentação econômica dos lares. Segundo uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, divulgada em 2026, 34% das mulheres brasileiras são as únicas responsáveis pelo sustento financeiro de suas casas.

“A proteção financeira não substitui o tratamento médico nem os cuidados de saúde necessários, obviamente, mas pode contribuir para que a mulher tenha mais autonomia para tomar decisões em um momento delicado, sem precisar direcionar todos os seus recursos para uma única necessidade. Para quem também é responsável pelo sustento da casa, essa possibilidade de escolha faz toda a diferença”, conclui o executivo.

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