Pizzolatto Advogados destaca oportunidades do Seguro Garantia na 6ª Maratona da Inovação em Seguros do JRS

Mauro Pizzolatto também abordou oportunidades nas contratações públicas e a importância da preparação para atuar nesse mercado

A Pizzolatto Advogados participou da 6ª Maratona da Inovação em Seguros do JRS como patrocinadora Bronze e palestrante. No evento, realizado em 29 de outubro, no Vista Pontal, em Porto Alegre (RS), Mauro Pizzolatto, sócio e coordenador da área de Direito Público do escritório, integrou o painel “Onde estão as oportunidades que ainda não estamos enxergando?”, mediado por Bruno Carvalho, diretor do JRS.

Com 30 anos de experiência em licitações e contratos administrativos, o advogado destacou as oportunidades do mercado de contratações públicas, especialmente no segmento de seguro garantia. Segundo dados apresentados por Pizzolatto durante a palestra, as compras governamentais alcançaram R$ 1 trilhão em 2025, dos quais aproximadamente 50% corresponderam a serviços.

Pizzolatto explicou que o mercado de seguros já possui uma atuação consolidada em alguns ramos, como automóvel e vida, mas ainda há espaço para ampliar a oferta de seguro garantia. Segundo ele, poucas seguradoras atuam nesse segmento, enquanto empresas que participam de licitações e contratos públicos enfrentam dificuldades para encontrar essa modalidade de cobertura, o que representa uma oportunidade de expansão para o setor.

“Eu vejo hoje, dentro desse universo de mercado público, saindo do privado, do consumidor, um grande nicho de oportunidade com os seguros-garantias”, afirmou.

O advogado apresentou duas modalidades de garantia. Segundo Pizzolatto, a primeira, conhecida como bid bond, assegura a participação da empresa na licitação e pode chegar a 1% do valor do contrato. Já o seguro garantia de execução protege o cumprimento das obrigações contratuais e, conforme explicou, pode representar, de modo geral, até 5% do valor contratado. Em situações mais complexas, esse percentual pode chegar a 10%, enquanto grandes obras, acima de R$ 200 milhões, podem exigir garantias de até 30% do valor, de acordo com os parâmetros apresentados pelo advogado.

Pizzolatto ressaltou que identificar essas oportunidades exige acompanhamento das licitações e análise dos editais. Como o seguro garantia está inserido em processos de contratação de obras e serviços, a busca por negócios depende de uma estrutura capaz de localizar as demandas e compreender as condições de cada contratação.

Para o advogado, a atuação nesse segmento exige mais do que ferramentas tecnológicas. As empresas precisam desenvolver uma estrutura especializada, com profissionais capacitados e conhecimento das exigências legais e operacionais das contratações públicas.

“Não adianta só eu focar em tecnologia, eu acho que ela é fundamental hoje, mas eu tenho que ter gente preparada, gente treinada e valorizada para isso, e uma boa assessoria jurídica”, destacou.

Pizzolatto também defendeu a criação de uma cultura voltada às licitações e aos negócios públicos. Segundo ele, a tecnologia facilita o acesso às informações, mas é necessário saber interpretá-las e identificar oportunidades, um trabalho que depende de conhecimento técnico, experiência e organização interna.

A participação de Mauro Pizzolatto ampliou o debate sobre oportunidades de negócios no mercado segurador, ao destacar o potencial das contratações públicas e a importância da qualificação profissional para explorar esse segmento.

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