Comércio Internacional sob Tensão: REP Talks aponta o seguro como pilar logístico

REP Seguros promoveu, no dia 24 de junho, mais uma edição do REP Talks — evento online voltado à discussão técnica e estratégica sobre temas de alta relevância para o mercado.

Com a presença de mais de 40 empresas, a REP Seguros promoveu, no dia 24 de junho, mais uma edição do REP Talks — evento online voltado à discussão técnica e estratégica sobre temas de alta relevância para o mercado. O tema deste encontro, “Segurança da Carga em Tempos de Tensão Geopolítica: O Papel do Seguro na Logística”.

Durante o encontro, Patricia Freitas, Superientendente de Transporte da REP Seguros, destacou o avanço das soluções em transporte frente às novas demandas do comércio internacional:

O seguro de transporte passou a incorporar, nos últimos anos, cláusulas e coberturas específicas para riscos antes considerados excepcionais. A crescente instabilidade geopolítica, com destaque para tensões entre grandes potências, ataques a navios comerciais e bloqueios de rotas estratégicas, impulsionou a oferta de seguros com cobertura de guerra, terrorismo, pirataria e riscos políticos”, afirmou.

Além de proteger financeiramente, passou a assumir um papel ativo no planejamento logístico. “Nesses contextos, o seguro ultrapassa sua função tradicional de indenização e passa a ser um pilar da resiliência logística. Ele contribui com análises preditivas, mapeamento de exposições críticas e viabilização de operações em áreas de risco. Além disso, seguradoras e corretores passaram a atuar de forma consultiva, ajudando embarcadores e operadores logísticos a planejarem rotas alternativas, revisarem cláusulas contratuais e estabelecerem planos de contingência baseados em cenários extremos“, explicou.

As coberturas mais procuradas são:

  • Riscos de guerra e terrorismo,
  • Pirataria marítima,
  • Confisco, apreensão e embargos,
  • Lucros cessantes por atraso,
  • Danos causados por bloqueios logísticos.

 

O painel também contou com a participação de Fausto Kiewel, mestre em Administração e docente dos cursos de Comércio Exterior e Administração da Universidade Feevale. Ele abordou os efeitos da instabilidade nas relações comerciais e o impacto da política internacional nos fluxos logísticos. “Se por um lado existe a abertura de mercados, por outro lado, existe a imposição de taxas e tarifas que faz com que o mercado seja mais restritivo. A falta de gestão a longo prazo dos países influencia tanto quanto os conflitos bélicos, fazendo com que os clientes e parceiros de hoje se tornem inacessíveis amanhã, como foi o caso da relação Brasil e Argentina e agora vêm sendo com outros países da América do Sul. A questão é que estas particularidades não ficam apenas no quintal de casa.”

Fausto também destacou que a nova ordem logística global começa a ser redesenhada:

Acreditamos que essa tensão comercial será o marco de uma nova fase no contexto do comércio internacional, de forma a reverter o cenário de que a Ásia era o grande fornecedor do mundo e, se precisasse desenvolver algo, na Ásia seria encontrado. Assim, a busca por fornecedores locais e a ‘volta para casa’ começa a acontecer. Em algum momento teríamos este ponto de ruptura e foi bem na nossa vez.

O REP Talks reafirma a dedicação da REP em fomentar discussões sobre os principais desafios e mudanças do setor. O evento conecta especialistas, líderes e executivos em um espaço de colaboração e informação.

Crédito foto:

Freepik

Crédito texto:

Fernanda Torres

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Helena Toniolo