Júlia Senna: 5 insights sobre liderança e inteligência emocional que servem para o Seguro

Artigo é da CEO do JRS, Júlia Senna Carvalho.

Voei a São Paulo pela primeira vez sem ser a trabalho! E foi incrível! Participei do primeiro dia de um dos encontros mais impactantes sobre liderança e empreendedorismo: A Trinca, com os empresários Joel Jota, Caio Carneiro e Flávio Augusto. Não foi a primeira vez que estive diante de conteúdos que transformam a forma de pensar — em 2018, já havia participado do Power House, criado por Flávio Augusto, e saí com a convicção de que o futuro dos negócios é guiado por líderes que sabem inspirar e formar pessoas. Agora, em 2025, essa percepção se renova, especialmente quando penso no mercado de seguros, um setor que vive diariamente os dilemas da incerteza, da inovação e da busca por resultados sustentáveis.

 

1. Autoliderança e inteligência emocional — Joel Jota

Joel trouxe um ponto central: o plano está nas decisões. Para empreendedores — e isso vale para corretores de seguros e gestores —, os três grandes domínios são claros: aumentar receita, reduzir custos e melhorar a qualidade do produto ou serviço.

Ele apresentou 10 desafios reais do empreendedorismo, que dialogam diretamente com a realidade do nosso setor: da incerteza econômica ao estresse financeiro contínuo, passando pelo desequilíbrio entre vida e trabalho, retenção de clientes e excesso de concorrência.

A resposta para tudo isso? Inteligência emocional como ferramenta de autoliderança.

Liderar pensamentos para depois liderar pessoas. Cultivar autoconsciência, autorregulação, motivação interna, empatia e habilidade social.

Aplicações para o seguro:

  • Em tempos de incerteza regulatória ou econômica, corretores e seguradoras podem trabalhar com cenários múltiplos em vez de esperar previsibilidade.
  • Na gestão financeira, aplicar a “pausa de decisão”: antes de qualquer movimento, reavaliar com calma e dados.
  • No relacionamento com clientes, mudar a lógica: não criar clientes para o produto, mas produtos para o cliente — uma prática que fideliza e reduz custos de aquisição.
  • Frente à concorrência, lembrar que ser copiado é sinal de referência. A diferenciação vem da proposta de valor única.
  • E, principalmente: cuidar da saúde mental e física. Afinal, como Joel lembrou, “saúde, família e trabalho — não inverta a ordem.”

 

2. Liderança prática de times — Caio Carneiro

Caio reforçou que exemplo não é a melhor forma de liderar, é a única. Ele apresentou 14 pontos sobre liderança, divididos entre os “óbvios” e os “não óbvios”.

Entre os óbvios, estão os fundamentos: visão clara, comunicação simples, delegar com acompanhamento, dar feedback imediato e cuidar do clima. Já os não óbvios trazem provocações atuais: criar segurança psicológica, ser mais treinador do que resolvedor, valorizar pensamentos diferentes e simular cenários com o exercício do “e se?”.

Aplicações para o seguro:

  • Corretores que lideram equipes comerciais precisam reforçar visão e metas claras diariamente, pois a visão do time tende a ser mais turva do que imaginamos.
  • Gestores de seguradoras podem criar um ambiente de segurança psicológica que permita inovação sem medo de errar.
  • Líderes devem atuar como treinadores, fazendo perguntas que levem a equipe a refletir em vez de apenas resolver problemas.
  • Valorizar a diversidade de visões no time é estratégico: um líder forte não teme ser questionado, mas usa isso para fortalecer decisões.

 

3. Liderança exponencial — Flávio Augusto

Flávio trouxe a reflexão de que liderança não se limita a melhorar processos. Liderança exponencial busca transformar radicalmente o negócio.

Se a liderança convencional dá direção, engaja pessoas e gera resultados, a exponencial vai além: forma novos líderes.

Na experiência da Wise Up, todo o crescimento foi baseado na formação de gerentes e líderes dentro de casa, com cultura e mentalidade alinhadas. O produto final era apenas um pretexto — o verdadeiro motor de expansão estava na educação e multiplicação de lideranças.

Aplicações para o seguro:

  • Corretores podem estruturar suas corretoras como escolas de formação de novos líderes, garantindo perpetuidade e crescimento.
  • Seguradoras que desejam escalar precisam investir não apenas em tecnologia ou canais, mas na formação de pessoas capazes de multiplicar visão e cultura.
  • No fim, o maior ativo de uma empresa não é o produto em si, mas os líderes que ela forma ao longo do caminho.

 

4. O que o mercado de seguros pode aprender

A mensagem que une os três palestrantes é clara:

  • De Joel Jota: Autoliderança é indispensável — sem equilíbrio interno, não há resultado externo.
  • De Caio Carneiro: Liderança se prova no comportamento, não nas palavras.
  • De Flávio Augusto: Empresas exponenciais formam líderes, não apenas vendem produtos.

 

No mercado de seguros, que é feito de pessoas para pessoas, esses três pilares podem significar a diferença entre empresas que apenas sobrevivem e aquelas que crescem de forma sustentável.

 

5. Um convite à transformação

Eventos como A Trinca mostram o quanto líderes precisam se reinventar continuamente. E, no setor de seguros, também temos o nosso espaço para esse movimento: a 5ª Maratona da Inovação em Seguros, que acontece em 17 de setembro, em Porto Alegre.

Será um dia inteiro dedicado a provocações, cases e aprendizados práticos para quem deseja transformar sua forma de liderar, inovar e se relacionar com o mercado. Os ingressos ainda estão disponíveis e este é o convite para todos que acreditam que liderança e inteligência emocional são competências urgentes para o presente e o futuro do nosso setor.

 

Serviço

5ª Maratona da Inovação em Seguros, do JRS
Quando: 17 de setembro de 2024 – Das 8h às 18h
Onde: Teatro Unisinos – Avenida Dr. Nilo Peçanha, 1600, Bairro Boa Vista – Porto Alegre/RS
Ingressos: acesse o Sympla clicando aqui.
Mais informações: (51) 98140-0475 | eventos@jrscomunicacao.com

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Julia Senna

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