De janeiro a maio, o total de prêmios do Seguro Fiança Locatícia atingiu R$ 795,5 milhões, quase R$ 100 milhões a mais do que no mesmo período de 2024, quando o montante foi de R$ 700 milhões. As informações são provenientes da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O crescimento reforça uma tendência observada nos últimos anos. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a modalidade avançou 195% entre 2020 e 2024. Esse movimento é impulsionado tanto pela busca de alternativas mais seguras nas locações quanto pelo contexto econômico, em que a taxa Selic em 15% ao ano encarece o crédito imobiliário e reduz o apetite por financiamentos.
De acordo com o Secovi-SP, cerca de 14% dos imóveis alugados na capital paulista já utilizam o Seguro Fiança Locatícia.
Para o especialista Arilton Viana, da Pansera Corretora, a modalidade ganhou força porque oferece segurança para todas as partes envolvidas. “O locador tem a garantia de que receberá os valores em caso de inadimplência, enquanto o inquilino não precisa recorrer a um fiador ou imobilizar recursos altos em caução. É uma solução que simplifica e profissionaliza as relações de locação”, afirma.
Viana ressalta ainda que a procura pelo seguro tende a crescer. “Com o crédito mais caro e a mudança no perfil de consumo das famílias, que optam muitas vezes por alugar em vez de comprar, o seguro se consolida como uma ferramenta fundamental de proteção e confiança”, completa.
Debate sobre privacidade em imóveis alugados
Enquanto o mercado de seguros para locação avança, o tema da regulamentação de dispositivos de monitoramento em imóveis também ganha espaço. A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) analisou nesta quarta-feira (20) o projeto de lei 1278/2023, que estabelece regras para o uso de câmeras, áudios e dispositivos de gravação em imóveis disponíveis para locação, seja por temporada ou contratos convencionais.
O vice-presidente da Alerj e autor da proposta, deputado Guilherme Delaroli, destaca a importância da regulamentação. “A medida é necessária para resguardar direitos de locadores e locatários. O locador muitas vezes instala câmeras por segurança, mas é preciso garantir que a privacidade do inquilino não seja violada. Não queremos casos de pessoas expostas em situações íntimas por gravações inadequadas”, explica.
A discussão sobre privacidade também impacta o setor de seguros. “A regulamentação traz clareza e segurança jurídica. Assim como a cobertura organiza a relação financeira entre locador e inquilino, a lei pode organizar a relação de confiança, a base de qualquer contrato de locação”, avalia Vianna.
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