Allianz avança no Sul com soluções para setores estratégicos da região

Em entrevista ao JRS, Cleide Camilotto destaca escuta do corretor, soluções para setores estratégicos e uso de tecnologia no mapeamento de oportunidades

Uma vinícola, uma empresa metalmecânica e uma indústria têxtil estão expostas a riscos completamente diferentes. Compreender essas particularidades e transformá-las em soluções de proteção tem sido uma das bases da estratégia da Allianz na Região Sul.

A atuação regionalizada contribuiu para que a companhia registrasse um crescimento expressivo no último ano e mantivesse, em 2026, uma expansão acima de dois dígitos. O desempenho foi apresentado por Cleide Camilotto, diretora Comercial Regional Sul da Allianz, em entrevista à jornalista Júlia Senna, editora-chefe do JRS, durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, no Rio de Janeiro.

“Nós estamos vivendo um momento muito bom na Região Sul. Crescemos bastante no ano passado e, neste ano, continuamos com um ritmo acelerado, acima de dois dígitos”, revelou.

O corretor como radar do mercado

A estratégia comercial começa pela proximidade com os corretores. Afinal, são esses profissionais que mantêm contato direto com os clientes, acompanham as transformações das empresas e identificam necessidades que nem sempre chegam prontas às seguradoras.

Para Cleide, ouvir o corretor não deve ser apenas uma ação de relacionamento. As informações recebidas precisam ser analisadas, levadas para dentro da companhia e transformadas em produtos, processos e novas possibilidades de negócios.

“É o corretor quem conversa com o cliente e entende quais são as necessidades. Nosso trabalho de proximidade passa por ouvi-lo muito e alinhar essa escuta aos nichos em que estamos atuando”, explicou.

Essa dinâmica permite que a Allianz desenvolva soluções mais conectadas à economia regional, evitando uma oferta genérica para empresas que possuem operações e exposições bastante distintas.

Vinícolas, metalmecânico e têxtil ganham atenção

Entre os segmentos priorizados pela companhia estão as vinícolas, fortemente presentes na economia do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e a indústria metalmecânica, que concentra importantes polos produtivos nos três estados do Sul.

De acordo com Cleide, as soluções voltadas ao setor metalmecânico vêm apresentando uma resposta positiva desde o lançamento, com avanço significativo mais recentemente.

Outra frente incorporada à estratégia é a indústria têxtil, especialmente relevante em Santa Catarina. O setor está entre os lançamentos mais recentes da companhia e amplia a cadeia de oportunidades disponível aos corretores.

“Hoje trabalhamos com produtos diferenciados para vinícolas e para o segmento metalmecânico, que vem apresentando um desempenho muito bom. Também temos o têxtil, que foi o nosso lançamento mais recente”, detalhou.

Ao estruturar ofertas para atividades específicas, a Allianz também incentiva a diversificação das carteiras. O corretor passa a acessar mercados além dos seguros mais tradicionais e pode desenvolver uma atuação especializada em setores com forte presença regional.

Tecnologia ajuda a localizar oportunidades

A identificação desses potenciais também passa pelo uso de dados. Segundo a executiva, a Allianz conta com uma tecnologia avançada de mapeamento, utilizada para orientar a atuação comercial e direcionar os corretores para oportunidades compatíveis com o perfil de seus clientes.

A ferramenta permite identificar segmentos, necessidades e possibilidades de oferta com maior precisão. Dessa maneira, a tecnologia deixa de atuar somente na etapa operacional e passa a apoiar diretamente a estratégia de vendas.

O objetivo não é substituir o conhecimento do corretor, mas qualificar sua abordagem. Os dados indicam onde pode existir uma oportunidade; o profissional interpreta o contexto, conversa com o cliente e constrói a solução adequada.

Consumidor demonstra maior preocupação com proteção

Além das ações da companhia, Cleide observa uma mudança no comportamento do consumidor. Empresas e famílias vêm demonstrando maior interesse em proteger seus patrimônios, movimento influenciado pela percepção de novos riscos e pelas experiências vividas nos últimos anos.

“Percebemos um consumidor final com um comportamento diferente, buscando mais proteção para a sua empresa e também para o seu lar”, analisou.

Essa mudança abre espaço para uma abordagem mais consultiva. Em vez de aguardar uma solicitação específica, o corretor pode avaliar a realidade do cliente, antecipar vulnerabilidades e apresentar soluções conectadas ao seu momento.

Novidade tecnológica está a caminho

Durante a entrevista, a diretora também antecipou que a Allianz prepara uma nova tecnologia destinada a melhorar o atendimento ao corretor e a orientação oferecida ao cliente.

Os detalhes ainda não foram revelados, mas a implementação deve ocorrer em breve. A novidade reforça uma estratégia que combina três ativos importantes: conhecimento regional, proximidade com o corretor e inteligência de dados. Mais do que lançar produtos, a Allianz procura construir uma operação capaz de reconhecer as vocações econômicas do Sul e transformá-las em oportunidades de proteção e crescimento.

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Filipe Tedesco

Crédito texto:

Bruno Carvalho

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Helena Toniolo