Após série C de R$125 milhões, Azos aposta em “copiloto” de IA para aumentar produtividade de corretores

Nova ferramenta tem como objetivo liberar até 41% do tempo operacional dos profissionais e faz parte da estratégia da insurtech de ampliar o uso de inteligência artificial em um setor ainda marcado por processos manuais
Rafael Cló, CEO e cofundador da Azos.

 

Após anunciar recentemente uma nova rodada de R$125 milhões para acelerar investimentos em tecnologia e inteligência artificial, a Azos, insurtech brasileira especializada em seguros de vida, começa a ampliar o uso de automação aplicada à rotina de corretores parceiros. A empresa desenvolveu o copiloto, um assistente voltado para corretores com o objetivo de reduzir tarefas administrativas e liberar até 15% do tempo operacional desses profissionais, permitindo que se dediquem mais à atividade comercial e ao relacionamento com clientes.

A iniciativa surgiu a partir da análise das interações mais recorrentes entre corretores e os times internos da companhia, especialmente em temas relacionados a pagamentos, regras de subscrição e dúvidas operacionais do dia a dia. A partir desse diagnóstico, a Azos passou a estruturar soluções que permitissem dar mais autonomia aos profissionais parceiros e reduzir a dependência de suporte para tarefas administrativas simples. Nesse contexto, o copiloto foi desenvolvido para centralizar informações, responder dúvidas e executar demandas operacionais diretamente na plataforma, simplificando processos e tornando a rotina dos corretores mais ágil.

Na prática, o sistema consegue esclarecer regras de aceitação, gerar segunda via de boletos, alterar métodos de pagamento e auxiliar em outras demandas que costumam ocupar grande parte da rotina dos corretores. A ferramenta também passa a apoiar a comunicação com clientes e pode sugerir mensagens para explicar coberturas, lembrar segurados sobre pagamentos pendentes ou ajudar corretores a retomar contato em momentos relevantes, como aniversários ou renovação de apólice.

Para Rafael Cló, a iniciativa reflete uma visão mais ampla da companhia sobre o papel da inteligência artificial no setor. “Grande parte do mercado ainda discute como incorporar inteligência artificial em suas operações. No nosso caso, essa lógica já faz parte da empresa desde o começo. O copiloto é mais um passo nessa direção: queremos que a tecnologia funcione como um verdadeiro braço direito do corretor, ajudando desde tarefas operacionais até interações com clientes e argumentos de venda”, comenta.

O lançamento acontece em um momento em que o setor segurador começa a acelerar a adoção da tecnologia. Segundo estudo da CNseg, cerca de 80% das seguradoras brasileiras já utilizam inteligência artificial em alguma etapa da operação, enquanto 68% esperam ter processos amplamente automatizados nos próximos cinco anos.

Esse resultado operacional foi impulsionado por um ecossistema próprio de inteligência artificial. Entre elas, o AtendeAI (assistente que automatiza dúvidas e reduz o tempo de atendimento), o Rivaldo Churn (copiloto de retenção que dobrou a reversão de cancelamentos em 30 dias) e o MonitoraAI (sistema que avalia 100% das interações, incluindo e-mails, chat e WhatsApp, para tomada de decisão baseada em dados). A companhia prepara para 2026 novos modelos que automatizem processos operacionais internos e dos usuários.

Hoje, a empresa soma mais de 100 mil apólices ativas, R$110 bilhões em capital segurado e uma rede de mais de 11 mil corretores parceiros, e o copiloto passa a integrar esse conjunto de tecnologias ao levar automação também para a rotina comercial dos corretores.

Nosso objetivo é usar tecnologia para resolver gargalos reais da operação e permitir que corretores dediquem mais tempo ao que realmente gera valor: orientar clientes e ampliar a proteção financeira das famílias. Com a nova rodada, vamos acelerar esse ciclo de inovação e continuar construindo uma plataforma cada vez mais inteligente para o mercado de seguros”, conclui Cló.

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