Azos: a insurtech que nasceu de uma experiência frustrante e hoje redefine o seguro de vida no Brasil

História da Azos tem início em 2019, quando Rafael Cló passou por uma vivência desgastante relacionada a uma apólice de seguro de vida adquirida no Brasil.
Renato Farias, Bernardo Ribeiro e Rafael Cló.

 

A história da Azos tem início em 2019, quando Rafael Cló, residindo nos Estados Unidos na época, passou por uma vivência desgastante relacionada a uma apólice de seguro de vida adquirida no Brasil. O cartão que fazia o pagamento automático venceu e não havia resolução de forma digital. Além disso, o corretor que havia vendido o produto não trabalhava mais na empresa e o departamento financeiro levou semanas para realizar a mudança, o que gerou multas e taxas adicionais.

Esse produto que eu tinha contratado não fazia sentido, e me motivou a criar uma companhia diferente”, relembra Cló.

A frustração acabou se transformando em gatilho. Inspirado também pelo movimento de startups no setor segurador que acompanhava nos Estados Unidos, o executivo passou a acreditar que havia espaço a fim de oferecer ao brasileiro mais flexibilidade, menos burocracia e uma experiência centrada no consumidor. Foi assim que, em 2020, junto de Bernardo Ribeiro e Renato Farias, fundou a Azos.

De acordo com Cló, o Brasil avançou de forma exemplar em meios de pagamento e bancos, com iniciativas como o Pix e marcos regulatórios que favoreceram novos entrantes, mas a área securitária segue em atraso. “No mundo dos seguros a gente ainda vive um cenário muito semelhante ao que o setor dos bancos vivia há 20 anos. Um mercado pouco penetrado, super concentrado em poucos grandes players e onde os incumbentes têm margens altíssimas”, analisa.

O encontro com os sócios foi essencial para que a ideia ganhasse força. “Ninguém constrói nada sozinho e os perfis complementares entre os três fundadores foram essenciais na formação e evolução da companhia. O Bernardo era o geniozinho na época do colégio, campeão de olimpíadas de matemática, e a gente sempre conversava sobre empreender juntos. O Renato, colega de MBA, tinha conhecimento com venture capital, startups e tecnologia, e sabia que queria voltar ao Brasil para começar algo impactante”, conta.

O primeiro contato com investidores globais também rendeu histórias curiosas. Segundo o CEO, as oportunidades que surgem no mundo de tech no Vale do Silício têm um contraste muito grande com a realidade no Brasil. “O Assaf Wand conheceu a gente por 1h e decidiu que fazia sentido investir em três fundadores brasileiros, que ele mal conhecia, para construir um negócio na América Latina”, lembra.

A insurtech tem como proposta de valor um seguro com excelente custo-benefício, uma experiência positiva em sinistros e atendimento qualificado. Em pouco tempo, captou mais de R$ 250 milhões em investimentos.

Esse avanço foi possível com o apoio de investidores de peso, como Kasek, Propel, Prosus, Maya Capital e a Munique Re, a maior resseguradora global. A Azos é a primeira e até hoje a única empresa em que investiram na América Latina. Contam ainda com a resseguradora parceira, a Excelsior, uma companhia com 80 anos no mercado brasileiro, e a Swiss Re, uma empresa secular que tem muita experiência e credibilidade no mercado segurador.

Apesar da rápida evolução, Rafael insiste que a essência não mudou. “Continuamos pé no chão, entendemos que a nossa missão é nobre e que a oportunidade é gigante. Continuamos focados em executar nosso plano, com a visão de nos tornarmos uma das empresas de seguro mais respeitadas na indústria latino-americano”, conclui.

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Divulgação Azos

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Fernanda Torres

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