O SindsegRS promoveu, nesta sexta-feira (14), um encontro especial que uniu seguradoras, associadas e representantes da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga para discutir o papel do setor na preservação da vida e na construção de um trânsito seguro. O “Café da Manhã com Propósito”, realizado em Porto Alegre, reforçou uma parceria de nove anos entre o sindicato e a instituição criada após a morte de Thiago, jovem de 18 anos que inspira o programa Vida Urgente.
Ao abrir o evento, o presidente do SindsegRS, Ederson Daronco, destacou a importância do diálogo e da aproximação entre o mercado segurador e iniciativas sociais que atuam na prevenção de acidentes. “Hoje é um dia importante para nós. É um momento de compartilhar ações que existem no nosso estado e no Brasil em prol de orientar e valorizar a vida, especialmente dos jovens. A Fundação Thiago Gonzaga há 29 anos atua com campanhas, projetos educativos e voluntariado, impactando milhões de pessoas. A vida é o bem mais urgente que temos”, afirmou.
Daronco salientou que o setor segurador encontra, na missão da Fundação, um alinhamento natural. “O trabalho da Fundação se conecta de forma muito especial ao propósito das seguradoras, que têm em sua essência a preservação da vida e do patrimônio. Assim como o seguro protege e dá tranquilidade diante de imprevistos, o Vida Urgente atua para prevenir perdas, promover consciência e inspirar atitudes responsáveis.”
Cada história é única
Idealizadora e presidente voluntária da instituição, Diza Gonzaga emocionou os presentes ao relembrar a origem da entidade, criada um ano após a morte de seu filho. “Tudo começou quando perdi o Thiago. A gente se dá conta de que uma vida não tem preço e não pode ser reposta. Cada filho é único.”
Ela reforçou que a parceria com o SindsegRS já faz parte da história da instituição. “Eu até achei que fosse mais tempo, mas são nove anos. O sindicato sempre esteve conosco. É uma parceria que faz todo sentido, porque trabalhamos pelo mesmo propósito: preservar vidas.”
Ao apresentar o trabalho da entidade, Diza lembrou a relevância internacional da organização, que já representou o Brasil em países como Bélgica, Rússia e Costa Rica. “Somos reconhecidos por evidências, dados e consistência técnica. Nosso foco hoje é muito a velocidade no trânsito, que determina a letalidade de um acidente. A 40 km/h é uma coisa; a 100, muitas vezes, é fatal.”
Cenário crítico nas vias
A coordenadora de projetos, Gabriela Teló, apresentou dados atualizados que revelam um cenário preocupante. Em 2024, mais de 36 mil pessoas morreram no trânsito brasileiro, segundo dados preliminares do DataSUS. “Esse aumento foi puxado pelos motociclistas, majoritariamente homens jovens. O Brasil é hoje o quinto país que mais mata no trânsito no mundo.”
Em Porto Alegre, a situação também é alarmante. “A cada quatro dias, uma pessoa morre no trânsito da cidade. Até setembro deste ano, um número superior de pessoas já morreu do que em todo o ano passado. E o dado que principalmente assusta: 224 vítimas tinham até 17 anos”, destacou.
A Fundação trabalha na transformação desse cenário por meio de educação, políticas públicas e assistência às famílias. Programas de contação de histórias que se dirigem a crianças, palestras em empresas, uso de realidade aumentada com o intuito de sensibilizar adolescentes e ações de urbanismo tático foram apresentados durante o encontro.
Projeto que reduz velocidade salva vidas
Um dos cases apresentados foi o “Caminho Seguro”, que transformou o entorno de duas escolas no bairro Cristal. Com apoio internacional da FedEx, ilustraram como intervenções simples — pintura de vias, instalação de mobiliário urbano e readequação de fluxo — reduziram em 50% a velocidade de veículos no local. “Antes da intervenção, medimos uma moto trafegando a 84 km/h em frente a uma faixa elevada escolar. Hoje, o impacto é visível e mensurável”, explicou Gabriela.
Símbolo da memória e da prevenção
Diza emocionou os participantes ao falar da criação das “borboletas”, símbolo usado para marcar, nas ruas, o local onde alguém perdeu a vida no trânsito. “Uma mãe queria colocar uma cruz no ponto onde seu filho morreu. Achamos pesado para um jovem. Então alguém sugeriu: ‘E se fosse uma borboleta?’. Porque ela é leve, bonita e carrega a mensagem da transformação.”
O projeto, hoje adotado inclusive fora do país, só ocorre mediante solicitação das famílias e autorização da EPTC. “É homenagem, mas também alerta. Lembra que vidas são perdidas perto da nossa casa, no trajeto diário.”
Ação conjunta
A parceria entre se reflete em ações de prevenção, apoio psicológico e mobilização social. A Fundação mantém grupos de apoio que já acolheram mais de mil famílias, além de atingir mais de 19 mil pessoas com suas iniciativas apenas em 2025.
“Vocês, do mercado segurador, nos ajudam a salvar vidas. Muitas foram poupadas graças a esse trabalho conjunto”, afirmou Diza.
Daronco finalizou reforçando a importância de iniciativas como o Café da Manhã com Propósito na aproximação do setor segurador da sociedade. “Cuidar é o melhor caminho para proteger.”





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