Na programação da tarde de terça-feira (24), a Missão South Summit by Icatu e Amcham — iniciativa realizada pela Icatu em parceria com a Amcham — reuniu executivos e especialistas em Porto Alegre para a apresentação de cases empresariais voltados à inovação, tecnologia e transformação digital. As discussões destacaram aplicações práticas de inteligência artificial, uso estratégico de dados e novas abordagens de relacionamento com clientes.
Varejo digital e engajamento de equipes
Um dos destaques foi o case da Arezzo, apresentado por Isabela Menoia, gerente de Produtos responsável por soluções digitais voltadas ao varejo do grupo. A executiva abordou a evolução da companhia após a fusão que originou a Azzas 2154, hoje considerada a maior plataforma de moda da América Latina.
“Somos uma plataforma com mais de 28 marcas e mais de 22 mil colaboradores, com atuação integrada entre calçados, vestuário e tecnologia”, afirmou.
Entre as iniciativas apresentadas, destaque para o aplicativo interno ZZAP, criado para apoiar o trabalho dos vendedores nas lojas. A ferramenta reúne mais de 60 funcionalidades e centraliza a jornada de relacionamento com o cliente. Segundo Isabela, a solução influencia cerca de R$ 1 bilhão em vendas nas marcas do grupo.
A empresa também adotou recursos de gamificação, com rankings entre vendedores, lojas e regionais, estratégia que ampliou o engajamento das equipes. “Quando você mostra posição em ranking, metas e recompensas, o engajamento cresce naturalmente”, disse.
Outro avanço envolve o uso de inteligência artificial e dados para aprimorar a experiência do consumidor, com recomendações de produtos baseadas no histórico de compras e identificação de itens semelhantes a partir de imagens.
Inteligência artificial no desenvolvimento de software
Outro case apresentado foi o da SAP, conduzido por Matheus Zeuch. O executivo abordou mudanças na arquitetura dos sistemas corporativos e os impactos da inteligência artificial no desenvolvimento de software.
Segundo ele, o ERP passa a exercer papel mais estável no back-end das empresas, enquanto novas aplicações surgem em camadas mais flexíveis, conectadas por integrações e APIs.
“A IA reduziu drasticamente o tempo de desenvolvimento. Hoje muitas aplicações surgem em metade do tempo”, afirmou.
Zeuch também destacou o avanço dos chamados agentes de inteligência artificial, capazes de executar tarefas completas dentro dos sistemas corporativos. Nesse cenário, equipes passam a atuar em modelos híbridos, com profissionais e agentes digitais em operações integradas.
Para o executivo, o crescimento das empresas tende a ocorrer com maior produtividade e sem aumento proporcional de equipes, resultado do avanço da automação e da inteligência artificial.
Experiência do cliente como diferencial competitivo
Outro destaque foi o case da Genesys, apresentado por Pedro Diniz. O executivo abordou a transformação da experiência do cliente nos contact centers e a transição da economia de serviços para a economia da experiência.
“Hoje não existe mais escolha entre eficiência e experiência. As empresas precisam entregar os dois ao mesmo tempo”, afirmou.
A plataforma Genesys Cloud CX integra canais como voz, chat, e-mail e redes sociais em um único ambiente. A tecnologia utiliza inteligência artificial para compreender histórico, contexto e intenção do cliente em cada interação.
De acordo com Diniz, esse modelo reduz fricções no atendimento e amplia a personalização das interações. Entre os resultados observados em empresas que adotaram a solução estão redução no abandono de chamadas, maior resolução no primeiro contato e ganhos de eficiência operacional.
Painel analisa tendências e impactos da tecnologia
Para encerrar a programação do dia, a missão contou com um painel conduzido por Leonardo Neustadt, diretor da Icatu, com participação de Eduardo Monteiro, sócio da Avel XP Partner e Head de Operações, Fábio Esteves, diretor de Relacionamento do MDS Group, e Daniel Becker, sócio-proprietário da Freedom Planejamento Financeiro.
Durante o debate, os executivos analisaram o impacto da inovação tecnológica nos setores de seguros, saúde e investimentos. A discussão destacou o avanço da inteligência artificial, a integração de dados e a evolução de modelos de atendimento personalizados.
No campo da saúde corporativa, os participantes ressaltaram o potencial da análise de dados para gestão de riscos e desenvolvimento de estratégias preventivas. Já no mercado financeiro, a inteligência artificial amplia produtividade e fortalece o papel consultivo dos profissionais.
O painel também abordou o cenário econômico global, marcado por juros elevados e pressão de custos. Nesse contexto, empresas precisam ampliar eficiência operacional e diversificar fontes de receita.
Ao final, Neustadt reforçou o objetivo da iniciativa. “A proposta desta semana sempre foi ampliar perspectivas. Quando entramos em contato com realidades diferentes, surgem ideias novas e caminhos que muitas vezes não aparecem no nosso dia a dia. Esse é o verdadeiro valor desse encontro”, afirmou.
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