A pressão por eficiência, o aumento da judicialização e a atenção na experiência de atendimento estão transformando a área de Sinistro em um núcleo estratégico do negócio. Nesse contexto, a gestão pericial deixa de ser uma etapa técnica e influencia diretamente no resultado, reputação e fidelização.
Para a ExperMed, o olhar precisa ser mais integrado e menos operacional. A perícia, quando bem estruturada, impacta não apenas a regulação do sinistro, mas toda a cadeia de valor da seguradora.
Guilherme Bonacheski, Diretor de Qualidade da companhia, observa que o momento exige maturidade na condução dos processos. “A gestão pericial não pode mais ser reativa. Ela precisa ser estruturada com indicadores claros, protocolos bem definidos e visão de risco integrada ao negócio”, afirma.
Em um cenário de escrutínio regulatório rigoroso, a consistência do laudo torna-se determinante. “A qualidade técnica reduz litígios, mitiga riscos reputacionais e protege a carteira da seguradora. O custo de uma perícia mal conduzida é sempre maior no médio prazo”, destaca Bonacheski.
Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de transformar informação em inteligência. Cada perícia realizada gera dados sobre perfil de sinistros, padrões de recorrência e possíveis fragilidades nos processos. Essas informações precisam ser incorporadas à estratégia.
Outro ponto central está na experiência do segurado. Em um mercado mais digital, o tempo de resposta e a clareza na comunicação influenciam diretamente a percepção sobre a seguradora. O desafio é equilibrar agilidade e rigor técnico. “Velocidade não pode comprometer qualidade, mas qualidade também não pode ser sinônimo de morosidade. O desafio é estruturar processos que garantam ambos”, afirma.
Por fim, a relação com parceiros especializados também ganha relevância. A complexidade crescente dos casos exige conhecimento técnico aprofundado. Para a ExperMed, as seguradoras que tratam a perícia como extensão estratégica da área de Sinistro tendem a construir operações mais sustentáveis. “Não se trata apenas de terceirizar perícias, mas de construir uma relação de corresponsabilidade pela qualidade e pela sustentabilidade do negócio”, pontua Bonacheski.
Está claro que a área de Sinistro será cada vez mais determinante para a saúde financeira e reputacional das companhias. A seguradora que enxergar a perícia como ativo estratégico – e não apenas como etapa operacional – estará mais preparada para enfrentar os desafios regulatórios, financeiros e reputacionais.
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