Desconfie de quem diz que “ninguém é insubstituível”

Confira o artigo de Alexandre Federman, CEO do Grupo Exalt.

Há uma frase que muitos líderes e gestores antiquados repetem com orgulho: “ninguém é insubstituível”.

Olhando por alto, parece pragmática e até madura. Mas por trás desse posicionamento aparentemente neutro, esconde-se uma visão rasa e desumanizada sobre o que realmente sustenta uma organização: as pessoas.

Claro que as empresas sobrevivem às demissões, às saídas e às trocas de equipe. Mas confundir sobreviver com permanecer igual é ingenuidade. E algumas vezes até soberba. Toda vez que alguém vai embora, algo se perde. Às vezes é conhecimento tácito, aquele que nunca estava documentado. Às vezes é a energia que animava o time. Às vezes é o senso de propósito que unia todo mundo em torno do famoso “propósito”.

As grandes organizações até parecem absorver as saídas com elegância. Reorganizam, redistribuem, mantêm os processos rodando. Mas, se você olhar de perto, verá as marcas invisíveis: a queda na velocidade, o aumento da cautela, a perda da espontaneidade. Porque gente não é peça. E cultura não é planilha.

Gestores que falam com naturalidade que “ninguém é insubstituível” talvez estejam mais preocupados em se proteger do desconforto do vazio do que em construir times extraordinários. Líderes DE VERDADE entendem que cada pessoa molda o sistema, e que o papel do líder não é apenas substituir, mas reconfigurar o ambiente para que o novo talento não preencha um buraco e sim crie um novo caminho.

Desconfie de quem mede pessoas pela facilidade de troca. Empresas realmente fortes não são as que sobrevivem às saídas. São as que aprendem com elas e continuam humanas.

Crédito foto:

Divulgação Grupo Exalt

Crédito texto:

Alexandre Federman

Publicado por:

Picture of Redação JRS

Redação JRS