As empresas familiares exercem um papel central na economia brasileira. No Paraná, mais de 60% das companhias têm esse perfil, segundo dados do Sebrae. No cenário nacional, cerca de 90% das empresas brasileiras estão sob controle de grupos parentais. Apesar da relevância econômica e social, a longevidade desses negócios ainda é um dos grandes desafios do país.
Estudos indicam que apenas uma parcela reduzida dessas companhias consegue chegar à terceira geração. Entre os principais obstáculos estão a falta de planejamento sucessório, a ausência de governança estruturada e a exposição do patrimônio empresarial e pessoal a riscos que poderiam ser mitigados com antecedência.
Para a Pansera Corretora, especializada em soluções de proteção patrimonial e planejamento financeiro, o debate vai além da sucessão formal de cargos. Trata-se de preservar o legado construído ao longo de décadas e garantir que a empresa continue operando de forma sustentável, independentemente das mudanças geracionais.
“A empresa familiar costuma nascer de um esforço muito pessoal, quase sempre concentrado em uma ou duas pessoas. O problema é que, quando esse risco não é bem distribuído, todo o patrimônio da família fica vulnerável”, afirma Ricardo Pansera, presidente da Pansera Corretora.
Segundo o executivo, ainda é comum que empresários confundam crescimento com proteção. Negócios prosperam, elevam faturamento e patrimônio. Todavia, carência de apólices, programação e gestão financeira gera fragilidade. A insegurança acompanha a evolução monetária.
“O que mantém uma empresa viva não é apenas o faturamento, mas a capacidade de atravessar crises, imprevistos e transições. E isso só acontece quando existe planejamento”, destaca Pansera.
Entre os instrumentos de cuidado estão seguros empresariais personalizados, seguros de vida com foco sucessório, acordos societários bem estruturados e estratégias que separam o patrimônio pessoal do patrimônio da empresa. Essas soluções, quando combinadas, ajudam a reduzir conflitos familiares, evitar descapitalização e garantir liquidez em momentos críticos.
Na avaliação da Pansera Corretora, falar sobre proteção ainda enfrenta resistência em muitas famílias empresárias, seja por questões culturais, seja pela falsa percepção de que planejamento é algo distante ou desnecessário enquanto o negócio vai bem.
“Planejar não é desconfiar do futuro, é respeitar a história construída até aqui. Empresas familiares que se organizam hoje protegem não apenas seus ativos, mas também as relações entre as próximas gerações”, afirma o presidente.
À medida que o ambiente econômico se torna mais complexo e as exigências de mercado aumentam, a profissionalização da gestão e da proteção patrimonial deixa de ser um diferencial e passa a ser uma condição para a continuidade. Esse movimento representa não apenas uma decisão financeira, mas um compromisso com o próprio legado.
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