O agronegócio brasileiro segue atravessando um ciclo de expansão. Novas fronteiras produtivas se abrem, acompanhadas por uma busca crescente por financiamentos. Ao mesmo tempo, a exposição a adversidades climáticas, logísticas e financeiras aumenta. Esse cenário cria boas oportunidades de negócios, mas exige uma visão de longo prazo para superar barreiras estruturais.
Martín Pacheco, superintendente de Agronegócios da Sancor Seguros, aponta que o ritmo de crescimento do setor tem ligação direta com a oferta de crédito. Nesse contexto, a proteção securitária atua como uma peça central para viabilizar as operações.
“A expansão do agro brasileiro é uma oportunidade clara de crescimento. Riscos climáticos sempre existirão, porque a atividade depende do clima. O que viabiliza esse crescimento é o crédito, e o seguro sustenta esse movimento ao dar estabilidade tanto para quem financia quanto para quem produz”, afirma.
Bancos, cooperativas e fornecedores de insumos contam com as apólices para blindar suas carteiras contra perdas climáticas. Do outro lado da balança, o produtor garante sua capacidade de pagamento e a continuidade do seu negócio frente aos imprevistos.
“O produtor precisa de garantia para ter a tranquilidade de afrontar os compromissos financeiros assumidos com essas entidades antes perdidas produtivas”, destaca.
O desafio da interação de variáveis
A atenção da companhia vai além das ameaças climáticas isoladas ou das variações de preços. O foco recai sobre como essas frentes se cruzam e moldam a procura por apólices.
“Um dos fatores mais relevantes é a distribuição equilibrada dos riscos, seja por regiões ou por culturas. Quando fatores como juros elevados ou restrições no orçamento do Programa de Subvenção ao Seguro Rural desestimulam a contratação, há concentração de risco. Isso afeta diretamente a estabilidade dos resultados das seguradoras”, explica.
Eventos severos, a exemplo da estiagem nas lavouras de soja da região Sul em 2022, deixam lições claras. Desequilíbrios na carteira forçam ajustes em toda a cadeia, refletindo em prêmios mais altos e menor disponibilidade de garantias no campo.
A sustentabilidade rural exige olhar o crédito e o seguro como forças unidas
“O produtor que conta com apólice pode utilizar o crédito para investir em tecnologia, insumos e maquinário, e não para cobrir prejuízos de safra. Isso o transforma em um tomador de crédito mais estável, tanto financeiramente quanto do ponto de vista produtivo”, diz.
Essa mecânica fortalece os elos da cadeia, garantindo avanços constantes safra após safra.
Previsibilidade financeira
Outro fator essencial para o planejamento rural é a regularidade no orçamento do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Ter clareza sobre recursos fixos durante o ciclo agrícola entrega segurança para quem planta, para quem financia e para as próprias seguradoras.
Diante dessa complexidade, o seguro agrícola deixa a posição de um simples recurso reativo. Ele assume, em definitivo, um lugar estratégico para manter o agronegócio brasileiro forte e rentável.
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