O IRB(Re) registrou lucro líquido de R$ 504,8 milhões em 2025, alta de 35,5% frente ao resultado positivo de R$ 372,7 milhões apurado em 2024. Os números, divulgados hoje (12/02) conforme a Visão Negócio, mostram evolução do ressegurador, que apurou lucro de R$ 143,3 milhões no quarto trimestre do ano passado (4T25), valor 27,4% maior que os R$ 112,5 milhões verificados no 4T24. O bom desempenho foi influenciado pelo resultado de subscrição e o resultado financeiro.
Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira P&C do IRB(Re) fechou 2025 em R$ 490 milhões, ante resultado positivo de R$ 394 milhões em 2024. No 4T25, P&C registrou lucro líquido de R$ 126 milhões, alta de 71%. Já em Vida houve reversão do prejuízo de R$ 21 milhões, em 2024, para lucro de R$ 15 milhões no ano passado. No 4T25, a carteira Vida teve resultado positivo em R$ 17 milhões.
“Nossos resultados de 2025 mostram, claramente, a evolução da companhia. As curvas do resultado de subscrição e do lucro líquido são crescentes e positivas. 2025 consolida a retomada da companhia. Após cinco anos, vamos voltar a distribuir dividendos. Zeramos os prejuízos acumulados e encerramos o ano com R$ 145,7 milhões em reservas de lucros. Vamos submeter aos acionistas uma proposta de distribuição de proventos, a ser deliberada na AGO de 31 de março. Seguimos comprometidos com resultados sustentáveis, no longo prazo, e com foco na rentabilidade do nosso negócio. Nesse sentido, passamos a falar do futuro e a analisar novas oportunidades para crescer”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).
Resultado de subscrição cresce 63,9% em 2025
O resultado de subscrição totalizou R$ 740,6 milhões no ano passado, superior em 63,9% aos R$ 451,8 milhões apurados em 2024. Considerando o 4T25, o resultado de subscrição chegou a R$ 292,8 milhões frente aos R$ 177,8 milhões no 4T24.
A carteira P&C registrou resultado de subscrição positivo de R$ 285 milhões no 4T25, chegando a R$ 732 milhões na soma dos últimos 12 meses. Em Vida, houve resultado positivo de R$ 8 milhões no 4T25, o que contribuiu para acumular R$ 9 milhões em 2025, revertendo o resultado negativo registrado um ano antes.
“O nosso resultado de subscrição, que foi beneficiado pela queda da sinistralidade e do custo de aquisição, é consequência da estratégia adotada pela companhia, sempre com foco na rentabilidade dos negócios, reforçando nossos diferenciais competitivos e fortalecendo a proximidade com os nossos clientes”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).
Em 2025, os prêmios retidos totalizaram R$ 3,5 bilhões, redução de 12,5% em relação a 2024. A participação de negócios firmados no Brasil chegou a 62,7% do prêmio retido em 2025 (R$ 2,2 bilhões) – em linha com a estratégia de concentração de negócios no país. No 4T25, o prêmio retido somou R$ 875,2 milhões (-2%), sendo 65,4% referentes ao mercado doméstico.
Por carteira, o prêmio retido da carteira P&C fechou 2025 em R$ 3,4 bilhões, ante R$ 3,3 bilhões em 2024. No 4T25, o prêmio retido P&C foi de R$ 847,8 milhões, alta de 9,6% em comparação com o 4T24. Em Vida, houve redução de R$ 678 milhões, em 2024, para R$ 134 milhões, em 2025. No 4T25, Vida somou R$ 27 milhões em prêmio retido, ante R$ 119 milhões um ano antes.
“Dois efeitos limitaram o crescimento do prêmio total. O primeiro deles foi a limpeza da carteira de Vida, que vinha se mostrando deficitária. Com o cancelamento dos prêmios de Vida que não eram rentáveis, a lucratividade desta linha de negócios aumentou. Um segundo efeito que impactou a linha de prêmios foi a crise no setor agro, com alto nível de inadimplência e pedidos de recuperação judicial, que afetou o volume de prêmios de seguro e, consequentemente, de resseguro. A rentabilidade da linha de negócios agro continuou positiva durante 2025”, afirma Castillo.
Sinistralidade cai 6,5 p.p.
O índice de sinistralidade, em 2025, foi de 57,4%, queda de 6,5 pontos percentuais (p.p) em relação ao apurado em 2024. O resultado foi influenciado pela gestão ativa de sinistros anteriores a 2020 junto às cedentes, em um esforço conjunto para conciliar sinistros antigos. O trabalho resultou em R$ 63 milhões de redução no sinistro no 4T25 e o total de R$ 198 milhões ao longo de 2025.
Em termos nominais, o sinistro retido total caiu 21,1% no ano passado em comparação com 2024, passando de R$ 2,5 bilhões para R$ 2 bilhões. No último trimestre do ano passado, a sinistralidade totalizou 51,6%, redução de 12,4 p.p. em relação ao 4T24. Já o sinistro retido total caiu 23,8% no 4T25, somando R$ 526,8 milhões.
O índice combinado total – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – passou de 101,2%, em 2024, para 96,9%, em 2025, registrando queda de 4,3 p.p.. No 4T25, foi de 94,3%, ante 98,8% no 4T24. Considerando a divisão do portfólio de negócios, o índice combinado no segmento P&C fechou 2025 em 96%, praticamente estável em relação a 2024 (97%). Analisando conforme a geografia, P&C doméstico obteve 89% de índice em 2025, e P&C internacional, 107%. No 4T25, o índice combinado P&C foi de 94%. Já o índice combinado de Vida fechou 2025 em 122%, mesmo índice verificado um ano antes. No 4T25, 110%, frente a 140% do 4T24.
Resultado financeiro e patrimonial sobe 19,6%
O resultado financeiro e patrimonial da companhia em 2025 superou o apurado um ano antes em 19,6%, passando de R$ 604,5 milhões para R$ 723 milhões. No 4T25, foi de R$ 164,4 milhões, maior 50,6% em relação ao 4T24, quando alcançou R$ 109,2 milhões.
“Neste trimestre, o resultado financeiro foi beneficiado, principalmente, pelo resultado das carteiras de investimento onshore. No ano, o impacto da venda da dívida soberana (Global 26) foi negativo em R$ 71 milhões. Cabe mencionar que, em 2026, teremos redução da despesa financeira das debêntures devido à redução do estoque e maior rentabilidade com o vencimento de aplicações do legado”, conta Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.
O IRB(Re) encerrou 2025 com R$ 8,7 bilhões sob gestão, sendo 57% onshore, em reais, e 43% offshore, para a cobertura dos passivos operacionais em diversas moedas, principalmente o dólar.
Suficiência chega a 268% no 4T25
A suficiência do Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido, que era de R$ 894 milhões, em 31 de dezembro de 2024, chegou a R$ 1,6 bilhão, em 31 de dezembro do ano passado. Com isso, o indicador de Solvência Regulatória atingiu o índice de 268%, alta de 85 p.p. em relação ao verificado um ano antes.
“Nosso indicador segue crescendo, o que nos mantém em um patamar de solvência similar ao das maiores resseguradores internacionais. O resultado se deve a um aumento substancial do nosso Patrimônio Líquido Ajustado sem aumento do Capital Mínimo Requerido, fruto da gestão do nosso capital, tanto na área financeira quanto de subscrição”, diz Eduarda de La Rocque, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).
IFRS 17
O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publicou seus resultados de 2025 em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Considerando a IFRS 17, o resultado da companhia em 2025 foi positivo em R$ 391 milhões, ante R$ 806 milhões em 2024. O resultado da prestação de serviços de resseguros totalizou R$ 579 milhões em 2025, abaixo dos R$ 777 milhões registrados em 2024.
“O segmento de Vida foi o principal impacto no período, refletindo cancelamentos de contratos realizados ao longo de 2025, além do efeito não recorrente de um contrato específico que havia beneficiado positivamente o resultado em 2024. O arrefecimento no segmento rural também contribuiu para a redução da prestação de serviços no exercício. É importante destacar que o desempenho do P&C permaneceu resiliente, apresentando evolução positiva versus 2024, com crescimento de 11% na carteira”, afirma Frederico Knapp, CFO do IRB(Re).
A Análise de Desempenho completa está disponível no site de Relações com Investidores da companhia.
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