“O futuro tem cabelo grisalho – Martin Henkel”
Já faz algum tempo que o tema vem despertando cada vez mais o interesse de todos.
Não poderia escapar ao olhar securitário a reflexão sobre o assunto e menos ainda as repercussões dele.
Sabido que nos seguros de pessoas, vida e vida em grupo, em especial, é antiga a discussão acerca do reajuste por faixa etária, previsão contratual invariável, verdadeiro tormento para os usuários porque a estipulação convencional onera, e bastante, o segurado com incômodos incontáveis, entre eles o de acarretar, numa fase incômoda da vida, um ônus, nem sempre suportável a ponto até de comprometer (questão não muito simpática de abordagem) não só o sustento do segurado como o próprio conceito universal de proteção do instituto e que é o pilar de toda a política do setor.
Este debate que parece não ter fim, e se renova a cada reajuste, perante o grupo segurável – em casos extremos acontecia até o cancelamento total da apólice, originando sucessivas demandas judiciais de definições sempre incertas e nem sempre justas – para um dos lados sempre injusta.
O assunto, palpitante, tem ganho volume de atração, na medida em que a ciência está anunciando, e estamos vivenciando e testemunhando isto dia a dia, o admirável aumento da expectativa de vida, e com qualidade, que já se imagina evoluir para cada vez melhor, mesmo que se saiba do aumento das enfermidades velhas e novas.
Num passado, não muito distante, era quase inimaginável encontrar, conhecer e até saber de alguém que atingisse a, até há pouco espantosa, marca dos 100 anos de vida. Pois isto vai aumentar.
Não faz muito, aos 80 anos, em média, o idoso de antes que já se apresentava por demais envelhecido e enfraquecido, frutifica, hoje, em velocidade cada vem mais acelerada para a produtividade e mantendo pleno vigor e dinamismo capacitado para dançar rock and roll por duas horas ou mais num palco, exercitar as artes com talento invejável e dirigir um país (@maurenmotta).
Notem como as mulheres, num número considerável, deixaram-se alcançar pelos cabelos brancos. Elas sabem o que fazem e o que querem, quem confundiu a escolha por simples vaidade, ou falta de, não entendeu muito, ou não entendeu nada.
As informações se acumulam, “O futuro tem cabelo grisalho”, anunciou Martin Henkel, referência no marketing e vendas da Economia Prateada no Brasil, fundador da SeniorLab, escritor do livro A Trilha da Longevidade Brasileira, estudioso há mais de trinta anos deste assunto.
Parece que há “sinais” de que se não for exatamente isto passa muito por isto.
Envelhecer seria o novo verbo da economia, “longevidade não se mede em anos, mas em planos”.
Diretor Junqueira com graça e ironia fulminantes era, efetivamente, um visionário “ainda bem que envelheci se não teria morrido antes”.
De suas ponderações Martin desnuda que o fato é que a geração 60, pasmem, move 1,8 trilhão por ano e decidirá os rumos do país em uma década.
Sim, Martin carrega “cabeça branca”.
E barba branca.
Estaria somente em causa própria não fosse munido de tantos dados e evidências.
O comercial do cabeça branca na lancha passou quase que desapercebido por quem se ajustou nele pelo lado pejorativo e irrelevante da conquista e do poder, havia nele um conteúdo mais real, construtivo e promissor.
O Fórum São Paulo da Longevidade, acontecido de 27 a 29 de outubro, 2025 no Expo Center se dedicou à saúde integral, mobilidade acessível e proteção social para a população idosa e ajudou a desvendar este tesouro encoberto pela febre da rotina e do pensamento cômodo de que a vida acaba logo ali.
De 12 a 14 de outubro de 2026 será a 8ª edição do evento que parece ter despertado um mercado adormecido.
Hora de parar de se espantar com isto, com a mobilidade de um Ary Fontoura (92), a lucidez de Lima Duarte (95), Fernanda Montenegro (96), a disposição de Caetano (83) e Ney Matogrosso (84), ou de grandes chefes de Estado Paul Bya (92), Mahanmoud Abbas (89), Salman (89), Sergio Matarella (84) e tantos outros.
O Mundo está mudando. E tão rápido que já mudou.
Hora de acordar.
E nós aonde vamos?
Algumas alterações urgem que aconteçam no mercado securitário e no ramo dos seguros de pessoas – principalmente.
A troca de faixa etária em momento, ainda inoportuno, precisa ser reavaliada mas o aumento da expectativa de vida impõe, necessariamente, um outro olhar, outra visão, no ponto.
Que os técnicos e atuários se debrucem sobre o tema.
Saudações
Crédito foto:
Crédito texto:
Publicado por:
Desde 1999, nos dedicamos a disseminar informação segura, inteligente e de alta qualidade para o mercado de seguros. Nossa missão é ser a voz e a imagem de um setor essencial, que desempenha um papel crucial na proteção e no planejamento das vidas das pessoas.
Com compromisso e credibilidade, trabalhamos para conectar profissionais, empresas e consumidores, promovendo uma compreensão mais ampla e acessível sobre a importância dos seguros. Nosso objetivo é não apenas informar, mas também inspirar e fortalecer a confiança em um mercado que impacta diretamente a segurança e o bem-estar da sociedade.
JRS.Digital
CNPJ – 41769103000106
Endereço:
Av. Diário de Notícias, 200 – 1.406
Cristal, Porto Alegre (RS)
CEP: 90810-080
Telefone:
(51) 98140-0475 | (51) 99314-9970
Conteúdo e pauta:
redacao@jrscomunicacao.com.br
Comercial:
julia@jrscomunicacao.com.br
Desenvolvido por B36 Marketing | Todos os Direitos reservados JRS.DIGITAL