Mercado segurador cresce 8,2% no Norte e Nordeste no primeiro semestre de 2026

Região movimentou R$ 20,5 bilhões em arrecadação. Seguros de Danos e Responsabilidades e Coberturas de Pessoas impulsionaram o resultado
Carlos Luna, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne).

 

O mercado segurador nos estados do Norte e Nordeste, exceto Bahia, Sergipe e Tocantins, registrou crescimento de 8,2% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima do desempenho nacional, que apresentou expansão de 0,5% na arrecadação do setor, excluindo o segmento de Saúde. Entre janeiro e junho, a região movimentou R$ 20,5 bilhões, o equivalente a aproximadamente 10% dos R$ 207,1 bilhões arrecadados em todo o Brasil.

Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e apontam um desempenho regional sustentado principalmente pelos segmentos de Danos e Responsabilidades e Coberturas de Pessoas. No primeiro, a arrecadação avançou 12,1% no Norte e Nordeste, contra 4,6% na média nacional. Já em Coberturas de Pessoas, o crescimento regional foi de 8,9%.

Para o presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), Carlos Luna, os números demonstram o dinamismo do mercado regional e a ampliação da procura por soluções de proteção patrimonial e pessoal. “O crescimento de 8,2% mostra que o mercado segurador do Norte e Nordeste vem apresentando um desempenho expressivo, mesmo diante de um cenário nacional de maior estabilidade. Esse resultado reflete a expansão de diferentes modalidades de seguros e a importância crescente da proteção financeira para pessoas e empresas”, avalia.

Entre os produtos de Danos e Responsabilidades, alguns resultados chamam a atenção. O seguro de Garantia apresentou crescimento de 84,3% na região, frente a 20,9% no Brasil. O seguro de Riscos de Engenharia avançou 35,8%, enquanto nacionalmente registrou retração de 37,4%. Também tiveram resultados expressivos os seguros de Responsabilidade Civil, com alta de 14,5%, e Marítimo e Aeronáutico, com 16,8%.

O seguro de Automóvel, um dos principais produtos do segmento, cresceu 9% no Norte e Nordeste, acima dos 6,3% registrados nacionalmente. Já o seguro de Condomínio avançou 11,1%, e o Empresarial, 2,6%. Em Coberturas de Pessoas, o seguro de Vida apresentou expansão de 12,6% na região, superando os 10,2% do mercado nacional. A Previdência também teve desempenho positivo, com crescimento de 9,9%, enquanto no Brasil houve queda de 5,6%. O seguro Viagem avançou 4,5%.

“Os resultados mostram que o seguro está presente em diferentes dimensões da vida econômica. O avanço dos produtos empresariais, de garantia e de responsabilidade civil demonstra a relevância da proteção para a realização de negócios e investimentos. Ao mesmo tempo, o crescimento dos seguros de Vida e Previdência aponta para a importância do planejamento financeiro e da proteção de longo prazo”, destaca Carlos Luna.

O levantamento também revela diferenças importantes entre os estados contemplados pela pesquisa. Roraima liderou o crescimento da arrecadação, com alta de 24,5%, seguido pelo Acre, com 21,8%, e Amapá, com 19,9%. Amazonas registrou expansão de 14,6%, Rio Grande do Norte, de 13,2%, Piauí, de 12,6%, Rondônia, de 12,1%, Paraíba, de 11,7%, e Ceará, de 9,9%. Todos ficaram acima da média regional de 8,2%.

Além da arrecadação, os dados da CNseg mostram o volume de recursos que retorna à sociedade por meio de indenizações, benefícios, resgates e sorteios. No Brasil, foram R$ 126,7 bilhões no primeiro semestre de 2026. Nos estados do Norte e Nordeste considerados no levantamento, o montante chegou a R$ 5,6 bilhões.

Para Carlos Luna, esse retorno evidencia a dimensão econômica e social da atividade seguradora. “O seguro não representa apenas uma arrecadação para o setor. Ele cumpre uma função econômica fundamental ao garantir recursos para famílias e empresas diante de imprevistos, contribuindo para a recuperação financeira, a continuidade dos negócios e a estabilidade econômica. O volume de recursos devolvidos à sociedade demonstra, na prática, a importância dessa atividade”, conclui.

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