A recente aprovação, pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, do projeto de lei que cria a Carteira Nacional de Pacientes com Doenças Crônicas e Raras e Transplantados (CNPRT) reforça um movimento já em curso no sistema de saúde brasileiro: a busca por modelos de cuidado mais integrados, contínuos e centrados no paciente. É nesse cenário que o grupo PróVida adota estratégias que vão além do atendimento pontual e colocam o acompanhamento longitudinal como eixo central do cuidado.
O projeto jurídico cria o documento digital gratuito que concentra dados que facilitam atendimentos em redes públicas e particulares. Esta iniciativa espelha métodos que a PróVida valida. Para a organização, o acesso estruturado às informações de saúde é um dos pilares na transformação da experiência do paciente crônico.
“O monitoramento contínuo, para nós, é um processo sistemático e proativo. Não se trata de reagir a crises, mas de acompanhar o paciente ao longo do tempo, coletando dados como sinais vitais, exames, evolução dos sintomas e adesão ao tratamento”, explica Dr. Jonathan Leal Chelminski, médico responsável técnico da PróVida. Segundo ele, essa abordagem permite intervenções precoces e ajustes dinâmicos nas condutas médicas, com impacto direto na qualidade de vida.
Prevenção e personalização
Atualmente, a PróVida já aplica soluções de monitoramento contínuo em linhas voltadas às doenças crônicas de maior prevalência, com acompanhamento individualizado e uso da tecnologia no controle clínico. A lógica rompe com o modelo tradicional baseado apenas em consultas periódicas.
“Enquanto a consulta oferece um retrato momentâneo da saúde, o monitoramento contínuo entrega o quadro completo. Isso reduz a ansiedade do paciente, que se sente vigiado positivamente, e substitui a incerteza pela segurança de que qualquer desvio será detectado em tempo real, antes de se tornar uma emergência”, afirma o médico.
A frequência do monitoramento de indicadores permite respostas rápidas diante de alertas técnicos. Variações em sinais vitais ou lapsos na terapia demandam prontidão imediata. Prevenção contínua evita crises agudas.
Relação próxima e humana
Para além dos ganhos clínicos, o modelo adotado pela PróVida também impacta a relação entre equipe de saúde e paciente. De acordo com o Dr. Jonathan, esse acompanhamento fortalece a confiança, proximidade e a sensação de cuidado.
“O paciente percebe que não está sozinho, que existe uma equipe atenta, acessível e comprometida com sua estabilidade e bem-estar. Ele deixa de ser apenas uma figura distante ou um diagnóstico e passa a ser tratado de forma integral”, destaca.
Outro diferencial apontado é o papel da educação no bem-estar. Ao compreender seus próprios dados e padrões, o indivíduo ganha autonomia e se torna protagonista do tratamento. “Tecnologia sem fator humano não se sustenta. É a combinação entre monitoramento, acolhimento e educação que reduz reinternações e promove um envelhecimento mais saudável”, avalia.
Sistemas digitais que transformam
Iniciativas como a CNPRT representam um avanço importante, mas seu real potencial depende da integração com modelos assistenciais já orientados por dados, prevenção e cuidado contínuo. A organização das informações representa um passo essencial, mas a conversão desses elementos em conduta clínica efetiva é o que altera a jornada.
Com uma proposta que alia tecnologia, acompanhamento permanente e atenção humanizada, a PróVida evolui para um modelo mais eficiente, sustentável e centrado nas necessidades reais dos pacientes crônicos.
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