Seguradoras estimam mais de R$ 40 milhões em indenizações após chuvas na Zona da Mata mineira

Com acionamentos em seguros residencial, empresarial e de condomínios, levantamento da FenSeg amplia estimativa de perdas no período

As fortes chuvas que atingiram municípios da Zona da Mata mineira entre 23 de fevereiro e 2 de março já provocaram acionamentos relevantes de seguros de automóveis e patrimoniais na região. Com a inclusão dos registros em seguros residencial, empresarial e condominial, a estimativa de indenizações do setor passa a cerca de R$ 40,95 milhões, segundo levantamento parcial da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Em termos financeiros, as indenizações de seguros de automóveis somam cerca de R$ 38,37 milhões, enquanto os seguros patrimoniais (residencial, empresarial e condominial) devem responder por aproximadamente R$ 2,58 milhões.

O estudo reúne dados de seguradoras que representam aproximadamente 84% do mercado de seguro auto e 63% dos ramos patrimoniais, e contabiliza 869 sinistros — sendo 709 envolvendo veículos (679 automóveis e 30 motocicletas) e 160 relacionados a imóveis e empresas. Além disso, foram registradas 902 solicitações de assistência, como serviços de guincho e apoio emergencial.

Nos seguros patrimoniais, as ocorrências estão concentradas em municípios como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, com destaque para alagamentos e enchentes (73 registros) e vendavais ou destelhamentos (28 casos). Já no seguro auto, Ubá e Juiz de Fora concentram a maior parte dos sinistros e dos atendimentos de assistência.

Segundo Jarbas Medeiros, presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg, a prioridade do setor é garantir rapidez no atendimento aos segurados afetados pelos eventos climáticos.

A orientação das seguradoras e dos corretores de seguros é prestar atendimento ágil aos segurados, mobilizando as estruturas de assistência e conduzindo a regulação dos sinistros com rapidez, para que as indenizações sejam pagas no menor prazo possível. Episódios como esse também reforçam o papel do seguro como um importante mecanismo de redução de riscos, ajudando famílias e empresas a se recuperar de perdas e contribuindo para a sustentabilidade dos negócios diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes”, afirma.

A FenSeg ressalta que os números fazem parte de um levantamento preliminar do setor segurador e podem evoluir à medida que novas comunicações de sinistro sejam registradas pelas seguradoras participantes e conforme evolua o cenário climático na região.

O episódio reforça também a necessidade de ampliar a qualidade das informações disponíveis sobre impactos econômicos de eventos climáticos no país. Para contribuir nesse diagnóstico, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) desenvolveu o Radar de Eventos Climáticos e Seguros no Brasil, uma metodologia que cruza dados oficiais do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) — base utilizada pelas Defesas Civis para registro de ocorrências — com bases internacionais consolidadas, como a Emergency Events Database (EM-DAT), mantida por um centro de pesquisa europeu e reconhecida mundialmente como referência em estatísticas sobre desastres.

O Radar identifica eventos relevantes, estima perdas por setor — como agropecuária, indústria, infraestrutura e setor público — e constrói uma linha de base técnica que ajuda a dimensionar os impactos econômicos dos desastres naturais no país.

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