O mercado de seguros começou 2026 com os preços próximos dos menores níveis do período recente. O IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx – parte da Serasa Experian, indica que janeiro registrou 4,7% no seguro de automóveis e 8,8% no seguro de motos, patamares que consolidam o processo de reajuste observado ao longo de 2025.
Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o IPSA saiu de 5,5% para 4,7%, evidenciando uma trajetória descendente ao longo do ano passado. Apesar da leve alta frente aos 4,6% registrados em dezembro, o índice permanece próximo do piso recente, sustentando um novo nível competitivo para o segmento de automóveis.
No seguro de motos, o movimento foi mais intenso. Após atingir o pico de 10,1% em julho de 2025, o IPSM entrou em sequência de quedas e fechou janeiro em 8,8%, o menor nível do comparativo anual recente. A correção confirma o ajuste iniciado no segundo semestre e reforça a leitura de que o segmento passou por uma recalibração estrutural de risco.
O contraste entre os dois mercados ficou evidente ao longo de 2025. No meio do ano, a diferença entre os índices de moto e auto chegou a cinco pontos percentuais. No início de 2026, essa distância diminuiu, embora o seguro de motos continue estruturalmente mais elevado e mais sensível a oscilações.
Segundo Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor, o início do ano confirma uma mudança de patamar no setor. “O mercado entra em 2026 mais equilibrado. No seguro auto, vemos estabilidade consolidada após um processo gradual de ajuste. Já nas motos, a queda mais recente indica uma correção depois do pico de risco observado no meio de 2025. Os dois índices começam o ano próximos dos menores níveis da série recente”, afirma.
O tipo de contratação continua influenciando a formação dos preços. Em janeiro, o seguro novo manteve os maiores índices, 6,0% no auto e 9,6% na moto, enquanto as renovações, especialmente com a mesma corretora, registraram valores mais baixos, 4,0% no auto e 6,7% na moto, reforçando o peso do histórico do segurado na precificação.
Nos recortes demográficos, o segundo semestre de 2025 marcou queda consistente para homens e mulheres. No seguro auto, os índices masculinos recuaram de 5,7% para 4,9% no período analisado, enquanto os femininos caíram de 5,1% para 4,3%. Já nas motos, após o pico de julho, o IPSM masculino saiu de 10,3% para 8,9%, e o feminino de 9,6% para 8,5%, indicando um ambiente menos tensionado na virada do ano.
A faixa etária segue como fator determinante. Condutores entre 18 e 25 anos continuam pagando mais que o dobro do valor desembolsado por motoristas com 56 anos ou mais, mantendo a hierarquia de risco mesmo após o ajuste generalizado observado em 2025.
A localização também permanece decisiva. Em janeiro de 2026, a região metropolitana do Rio de Janeiro registrou 6,3% no seguro de automóveis e 12,3% no de motos, enquanto a região metropolitana de Curitiba apresentou 2,9% e 7,8%, respectivamente – diferença superior a 100% no seguro auto entre as duas localidades.
As características dos veículos ajudam a explicar parte das variações. Em janeiro, carros com 6 a 10 anos de uso registraram 6,1%, mais que o dobro do índice dos zero quilômetro, que ficaram em 2,9%. No recorte por valor FIPE, a faixa entre R$ 31 mil e R$ 50 mil apresentou 8,2%, enquanto veículos acima de R$ 151 mil ficaram em 2,8%.
Entre os tipos de combustível, os híbridos mantiveram os menores índices, 2,5%, enquanto os elétricos apresentaram maior volatilidade ao longo do último ano, encerrando janeiro em patamar superior ao dos híbridos, mas abaixo dos picos registrados no meio de 2025.
Para Zanatto, o início de 2026 sinaliza uma nova base de comparação para o setor. “Depois de um ano marcado por ajustes importantes, especialmente nas motos, o mercado começa 2026 em um patamar mais competitivo. A estrutura de risco continua clara, mas os níveis atuais indicam maior previsibilidade para o consumidor e para as seguradoras”, conclui.
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