Seguro de vida ganha nova função no planejamento financeiro das famílias

Mercado cresce com a busca por soluções que ofereçam proteção financeira não apenas em caso de morte, mas também diante de imprevistos em vida
Jairo Brandeburski, CEO da Pansera Corretora de Seguros.

 

Impulsionado pela busca por proteção contra doenças graves e perda de renda, produto deixa de ser associado apenas à morte e passa a ocupar espaço estratégico entre pessoas físicas.

O mercado de seguro de vida no Brasil vive um momento de expansão acelerada. Segundo dados da Fenaprevi, o setor arrecadou R$ 20,3 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi puxado principalmente pelos produtos de cobertura para doenças graves, que registraram alta de 21% no período, refletindo uma mudança de comportamento das famílias diante do aumento dos custos médicos e da instabilidade econômica.

Apesar do crescimento, a penetração do produto ainda é baixa. Dados da Fenaprevi mostram que apenas 18% dos adultos brasileiros possuem algum tipo de seguro de vida, o que expõe um espaço relevante de proteção ainda não explorado, especialmente entre famílias que dependem exclusivamente da renda mensal de um provedor principal.

O CEO da Pansera Corretora de Seguros, Jairo Brandeburski, avalia que essa lacuna está diretamente ligada à forma como o produto é enxergado pelo consumidor.

“Muita gente ainda trata seguro de vida como um assunto para depois. Mas na prática, é uma das decisões mais simples de planejamento financeiro que existem, e uma das que mais trazem tranquilidade para quem fica.”

Segundo Jairo, o equívoco mais comum é associar o produto exclusivamente ao falecimento do segurado. Grande parte das apólices disponíveis hoje no mercado inclui coberturas para diagnóstico de doenças graves, invalidez, incapacidade temporária e internação hospitalar, situações que podem ocorrer em qualquer fase da vida.

“O que menos se fala sobre seguro de vida é que ele também protege você, e não só sua família. Coberturas para doenças graves, invalidez e incapacidade temporária muitas vezes são usadas muito antes de qualquer coisa relacionada à morte.”

Outro ponto pouco conhecido pelo consumidor é o papel do seguro de vida no planejamento sucessório. Diferente de bens que entram em inventário, processo que pode levar anos para ser concluído, a indenização é paga diretamente aos beneficiários indicados pelo segurado, de forma mais rápida e isenta de imposto de renda.

Para chegar à cobertura adequada, no entanto, Jairo destaca que o mercado de seguros de vida é pouco uniforme. Cada seguradora define de forma diferente carências, exclusões e faixas de cobertura, o que torna a comparação entre produtos um passo determinante antes da contratação.

“Nosso papel como corretora é justamente não empurrar um produto fechado. A gente senta com o cliente, entende a realidade da família e compara entre seguradoras para achar a cobertura que realmente faz sentido para aquele perfil, não a que é mais fácil de vender.”

Com o setor de seguros de pessoas projetando crescimento superior a 8% para 2026, segundo a CNseg, e a procura por proteção contra doenças graves e perda de renda em ritmo ainda mais acelerado, a tendência é que o seguro de vida deixe de ser tratado como um produto isolado e passe a integrar, cada vez mais, o planejamento financeiro das famílias brasileiras ao lado de investimentos, previdência e reserva de emergência.

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Divulgação Pansera

Crédito texto:

Fernanda Torres

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