O setor segurador arrecadou R$ 68,3 bilhões no primeiro bimestre de 2026, considerando todos os segmentos, exceto Saúde Suplementar. Pelo lado dos pagamentos, no mesmo período, o setor retornou mais de R$ 40 bilhões à sociedade na forma de indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
O desempenho do período evidencia a continuidade da atuação do setor como instrumento de proteção financeira para famílias e empresas, com forte mobilização de recursos tanto na oferta de coberturas quanto no pagamento de indenizações, benefícios e resgates.
Entre os segmentos, os seguros de Pessoas foram o principal destaque positivo do bimestre. A arrecadação cresceu 6,8%, superando R$ 13,1 bilhões em prêmios, movimento associado à busca por proteção de renda, planejamento familiar e segurança financeira diante de imprevistos. Produtos como seguro de Vida, Prestamista e Viagem contribuíram para o avanço.
Já os seguros de Danos e Responsabilidades registraram arrecadação de R$ 22,7 bilhões, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,1%). O desempenho foi impactado, sobretudo, pela retração no seguro Rural, cuja demanda caiu 8,1% no bimestre, totalizando cerca de R$ 2,2 bilhões. O resultado reflete um ambiente mais desafiador para o agronegócio, com pressão de custos e maior seletividade na contratação de coberturas.
Nos demais segmentos, os títulos de Capitalização somaram R$ 4,7 bilhões (-9,2%), enquanto a Previdência Aberta alcançou R$ 27,2 bilhões (-9,3%), ainda influenciada por ajustes no ambiente tributário que afetaram aportes mais elevados, especialmente em produtos da família VGBL.
Ainda assim, alguns produtos apresentaram crescimento relevante nos valores pagos. Os seguros Massificados, inserido no grupo dos seguros Patrimoniais, somaram R$ 751,3 milhões em indenizações (+10,2%). Na Capitalização, a modalidade Instrumento de Garantia movimentou quase R$ 615 milhões em resgates e sorteios (+15,8%). Já os seguros de Vida devolveram aproximadamente R$ 1,5 bilhão aos beneficiários (+2,4%).
Os dados do primeiro bimestre indicam que, apesar dos recuos percentuais na arrecadação e indenização, 3,5% e 11,6%, respectivamente. o mercado segurador inicia 2026 mantendo sua relevância econômica, combinando volume expressivo de arrecadação com pagamentos bilionários, que contribuem diretamente para a estabilidade financeira de famílias, empresas e atividades produtivas.
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