Trinca no Seguro Sem Mistério: tecnologia só gera valor quando caminha ao lado do negócio

Episódio contou com a participação de Gabriel Bustamante e Mariana Maia

Em mais um episódio do Seguro Sem Mistério, Júlia Senna recebeu Gabriel Bustamante, engenheiro de Inteligência Artificial e Engenharia da Trinca, e Mariana Maia, especialista em Experiência do Cliente da empresa, para discutir como tecnologia, dados e inteligência artificial estão transformando o mercado de seguros. Mais do que falar sobre ferramentas, a conversa destacou um ponto central: inovação só acontece quando tecnologia, negócio e pessoas caminham juntos.

Transformação digital começa pelas pessoas

Embora a inteligência artificial esteja no centro das discussões do mercado, os executivos defenderam que nenhuma tecnologia produz resultados sem uma cultura preparada para utilizá-la.

Segundo Mariana Maia, a transformação digital vai além da implantação de sistemas. “Negócio é a direção. A tecnologia é o meio. Quando os dois caminham juntos, sempre com foco no cliente, é que a transformação realmente acontece.”

Para a executiva, entender a realidade do cliente é o primeiro passo para qualquer projeto de inovação. Antes de desenvolver uma solução, é preciso compreender os desafios da operação, os objetivos da empresa e o contexto em que ela está inserida.

Tecnologia deixa de ser suporte para se tornar estratégia

Na avaliação de Gabriel Bustamante, ainda existem organizações que enxergam a tecnologia apenas como uma área operacional. Para ele, esse modelo já não faz sentido diante da velocidade das mudanças do mercado.

“A tecnologia deixou de ser apenas suporte. Hoje ela é um diferencial estratégico para o crescimento dos negócios.”

O executivo explica que soluções tecnológicas só entregam valor quando estão diretamente conectadas aos objetivos da empresa, permitindo ampliar escala, acelerar processos e validar novas ideias com mais rapidez.

Dados são o ponto de partida da inteligência artificial

Outro tema recorrente da conversa foi a importância da qualidade dos dados para o sucesso da inteligência artificial.

Segundo Bustamante, antes de pensar em IA é preciso estruturar informações e processos internos. “Eu sempre coloco nessa ordem: dados, processos e inteligência artificial. Sem uma base consistente, a IA perde contexto e dificilmente entrega resultados confiáveis.”

Na prática, isso significa que a tecnologia deve potencializar processos já estruturados, e não tentar resolver problemas organizacionais que ainda não foram compreendidos.

Experiência do cliente vai além da tecnologia

Para Mariana, um dos maiores erros das empresas é acreditar que toda transformação depende necessariamente de uma nova ferramenta tecnológica.

Em muitos casos, explica a executiva, o desafio está na comunicação, na organização dos processos ou na forma como as equipes se relacionam com os clientes.

“Às vezes o cliente chega procurando uma solução tecnológica, mas durante o diagnóstico percebemos que o problema está na jornada, na comunicação ou nos processos internos.”

Segundo ela, essa visão consultiva faz parte da atuação da Trinca, que trabalha ao lado das empresas para identificar o que realmente precisa ser transformado.

Inteligência artificial amplia o papel dos especialistas

Ao contrário da percepção de que a inteligência artificial substituirá profissionais, Gabriel Bustamante acredita que ela aumenta a importância da atuação humana.

“A inteligência artificial elimina tarefas repetitivas e permite que os especialistas dediquem mais tempo ao pensamento estratégico, à arquitetura das soluções e à geração de valor para o cliente.”

Na visão do executivo, a democratização das ferramentas de IA também acelera a inovação, permitindo que ideias sejam prototipadas e validadas em um ritmo muito mais rápido do que há poucos anos.

Parceria como modelo de atuação

Ao longo do episódio, Gabriel e Mariana reforçaram que a proposta da Trinca vai além do desenvolvimento de tecnologia. O objetivo é atuar como parceiro estratégico, acompanhando a evolução dos clientes e construindo soluções de forma colaborativa.

“Nós acreditamos na cocriação. Entendemos o momento do cliente, seus objetivos e construímos juntos o caminho para chegar aos resultados.”, afirmou Gabriel.

Mariana complementou destacando que a proximidade faz parte da cultura da empresa. “Nós respiramos o ar do cliente. É essa imersão que permite entender seus desafios e desenvolver soluções que realmente façam sentido para o negócio.”

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JRS

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Helena Toniolo

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