Turismo sob novas regras: como o seguro entra no checklist dos operadores em 2026

Prazo para emissão de bilhetes redefine rotinas operacionais e destaca o papel do seguro na mitigação de riscos.
Rogério Pansera, vice-presidente da Pansera Corretora de Seguros.

 

O ano de 2026 começa com ajustes importantes no ambiente regulatório do turismo e da aviação civil, exigindo atenção redobrada de operadores, agências e empresas que atuam na cadeia de viagens. Em dezembro, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que estabelece prazo para a emissão de bilhetes aéreos por agências de turismo, alterando a legislação que rege o setor.

Pelo texto aprovado, as agências têm a obrigação da emissão dos bilhetes ou comprovantes de reserva dez dias antes da viagem. De acordo com publicação na Agência Câmara de Notícias, caso a compra seja realizada dentro desse intervalo, o consumidor deverá ser informado previamente sobre as condições operacionais para a emissão. A norma também determina que a emissão só ocorra após a confirmação definitiva do serviço junto ao fornecedor, fato que garante ao comprador o direito de desistência ou cancelamento sem custos até esse momento.

A medida reforça a transparência na relação com o consumidor, mas também amplia a responsabilidade operacional das empresas do setor. Para especialistas do mercado securitário, esse movimento evidencia a necessidade de revisar processos internos, contratos e, especialmente, as estratégias de mitigação de riscos.

Segundo Rogério Pansera, vice-presidente da Pansera Corretora de Seguros, o novo cenário regulatório exige que operadores de turismo incorporem o seguro de forma mais estratégica ao planejamento.

Quando falamos em checklist aéreo para 2026, não estamos tratando apenas de prazos e documentos. Estamos falando de gestão de riscos, responsabilidade civil e proteção financeira diante de imprevistos operacionais, jurídicos e até reputacionais”, avalia.

No entendimento da corretora, seguros como Responsabilidade Civil Profissional, Responsabilidade Civil Geral e coberturas específicas para o setor de turismo ganham relevância. A mudança legislativa tende a reduzir conflitos com consumidores, mas, por outro lado, aumenta a exposição das empresas em casos de falhas de comunicação, descumprimento de prazos ou problemas na confirmação de serviços.

O seguro funciona como uma camada de segurança ao operador. Mesmo com processos bem definidos, o setor de turismo lida com múltiplos fornecedores e variáveis externas. Ter uma apólice adequada protege o negócio e contribui para a sustentabilidade da operação”, destaca o especialista da Pansera.

O ambiente securitário acompanha de perto essas transformações. À medida que o turismo se torna mais regulado e orientado à experiência do consumidor, cresce também a demanda por soluções de seguros mais específicas, flexíveis e alinhadas às particularidades do setor aéreo e de viagens.

Por trás de cada operação turística bem-sucedida existe um checklist. A agenda estratégica inclui revisão contratual rigorosa, capacitação das equipes, comunicação transparente com clientes e análise das coberturas de seguro contratadas. Em um mercado altamente exposto a riscos operacionais, regulatórios e de imagem, a prevenção transformou-se em atividade tão crítica quanto a venda.

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Divulgação Pansera

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Fernanda Torres

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