ASAS Group no Seguro Sem Mistério: 10 anos especializando riscos complexos e construindo o mercado do futuro

Episódio contou com a participação de Guillermo Delfino, novo CEO da ASAS Group.

Em mais um episódio do programa Seguro Sem Mistério, gravado na temporada especial em São Paulo, Júlia Senna recebeu Guillermo Delfino, recém-empossado CEO da ASAS Group. A MGA celebrou 10 anos de atuação em 2025 com forte presença no Brasil e na América Latina, especializada em riscos que exigem engenharia técnica, análise aprofundada e um olhar verdadeiramente personalizado para cada caso.


A trajetória da ASAS Group

A ASAS foi fundada por Marcelo Assumpção com um propósito claro: fazer diferente no mercado de aviação, um ramo que exigia especialização técnica que o mercado tradicional não entregava com a profundidade necessária. Da aviação, a empresa foi identificando novas necessidades e expandindo seu portfólio, hoje a ASAS opera em aviação, responsabilidade civil geral, equipamentos, linhas financeiras, engenharia e seguro garantia.

Guillermo entrou na empresa há cinco anos, quando o time tinha 16 pessoas. Hoje são 65. “Cada produto que desenvolvemos seguiu o mesmo padrão: identificamos uma necessidade, vimos que dava para fazer diferente e buscamos o especialista certo para isso“, explica o executivo, que assumiu o comando da operação após um processo natural de transição com o fundador.

Argentino radicado no Brasil há 15 anos, engenheiro de formação com passagem por grandes seguradoras na Argentina e no Brasil, Guillermo define sua trajetória como uma jornada de acúmulo de experiência em companhias tradicionais para depois aplicar tudo isso num projeto diferente. “A ASAS foi exatamente o match que eu estava procurando para os próximos anos da minha carreira.”

O que é, afinal, um risco complexo?

Para Guillermo, a definição é simples na essência: risco complexo é aquele em que cada caso é único. Não há como uniformizar, botar tudo numa sacola e tratar da mesma forma. Cada risco exige análise individualizada, conversa aprofundada com o corretor e expertise técnica para entender o que é possível cobrir e como.

Nosso DNA é entender a complexidade do caso e buscar como conseguimos cobrir, total ou parcialmente, o risco que está sendo apresentado“, resume o CEO. É justamente essa postura, de analisar antes de recusar, que diferencia a ASAS no mercado e a aproxima dos corretores que atuam nesses nichos.

O corretor no centro do modelo

A ASAS opera exclusivamente via corretor, e Guillermo é categórico sobre isso: tentativas de contornar esse canal não funcionam. “O corretor agrega valor real, conhece o segurado e é o canal para ter acesso a ele. Estamos completamente convencidos disso.”

Para atuar com riscos complexos, no entanto, o corretor precisa de mais do que relacionamento, precisa de conhecimento técnico. E é nesse ponto que a ASAS se posiciona como parceira de desenvolvimento. A empresa realiza webinars, treinamentos presenciais em diferentes regiões do país e mantém um canal aberto para que corretores apresentem dúvidas, necessidades e casos sem receio. “No primeiro risco surgem mil perguntas, no 25º surgem três ou quatro. É um processo de construção conjunta“, afirma Guillermo.

Brasil e América Latina: escala e oportunidade

Com escritório principal em São Paulo e presença em Porto Alegre e no Nordeste, a ASAS também atua no resseguro facultativo em toda a América Latina, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e demais países da região. Para Guillermo, a comparação com o mercado argentino, onde iniciou sua carreira, é clara: o Brasil opera em outra escala de oportunidades.

A região Sul do país merece destaque especial na visão da empresa. “É um dos motores do Brasil, com muito negócio, muito agronegócio, equipamentos, aviação. Temos uma pessoa dedicada em Porto Alegre justamente para estar perto dos corretores dessa região e seguir crescendo ali.”

2025 como ano de inflexão e o que vem em 2026

O ano de 2025 foi marcado por um investimento expressivo em inteligência de negócios e automação de cotações. A meta para 2026 é colher esses frutos, especialmente nas linhas de equipamentos e financeiras, que ganham novos nichos e maior capilaridade. O seguro garantia também está em momento de crescimento acelerado.

Sobre mudanças climáticas, Guillermo reconhece que eventos como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 reforçam a necessidade de granularidade na análise de risco. “Temos que diferenciar melhor quem tem mais ou menos exposição a inundações, vendavais. É um caminho que ainda tem muito a evoluir no mercado.”

O ramo do futuro

Quando perguntado sobre qual ramo vai crescer mais nos próximos anos, Guillermo não hesitou: drones. O segmento, que já aparece na carteira da ASAS, tem potencial enorme, especialmente no agronegócio, onde equipamentos de alto valor operam em condições de risco intenso e ainda carecem de cobertura adequada.

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Filipe Tedesco

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Helena Toniolo

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