Guillermo Delfino assume o comando da ASAS Group em novo ciclo de expansão

Executivo reforça foco em riscos complexos e proximidade com corretores em episódio especial do Seguro Sem Mistério, em São Paulo.

Gravado em São Paulo, o episódio especial do programa Seguro Sem Mistério, apresentado por Júlia Senna, marcou a apresentação oficial de Guillermo Delfino como novo CEO da ASAS Group. A entrevista trouxe um dos segmentos mais técnicos do mercado segurador: os riscos complexos e especiais.

Com mais de dez anos de atuação e presença consolidada no Brasil e na América Latina, a ASAS nasceu com foco no segmento aeronáutico e, ao longo do tempo, ampliou seu portfólio para áreas como property, responsabilidade civil geral, equipamentos, financial lines e garantia. Hoje, a companhia reúne um time de 65 especialistas e se posiciona como provedora de soluções estruturadas para riscos que exigem análise individualizada.

Guillermo Delfino assume o comando executivo em um momento de consolidação da empresa. O fundador, Marcelo Assunção, passa a ocupar a posição de chairman, enquanto Delfino assume a liderança operacional do grupo.

Foi um processo natural, passo a passo. A ASAS cresceu muito nos últimos anos, ampliou o time, diversificou produtos e exigiu uma estrutura executiva mais focada na execução diária. Recebo essa responsabilidade com muita energia e gratidão”, afirmou o novo CEO durante o programa.

Engenheiro de formação, argentino radicado no Brasil há 15 anos e com passagens por grandes companhias de seguro e resseguro, Delfino reforçou que a essência da ASAS está na especialização. “Risco complexo é aquele que não pode ser tratado de forma massificada. Cada caso é um caso. Exige análise técnica, entendimento profundo e proximidade com o corretor”, explicou.

Segundo ele, o diferencial da companhia está justamente na capacidade de identificar nichos onde o mercado demonstra carência de soluções personalizadas. “A gente procura oportunidades onde é possível fazer diferente. O corretor muitas vezes precisa falar com alguém que entenda o detalhe técnico e tenha poder de decisão.

O modelo de negócios da ASAS é exclusivamente voltado ao canal corretor. Para Delfino, a figura do intermediário permanece central na América Latina. O corretor conhece o segurado e agrega valor real. Quem tentou ignorar isso no mercado não obteve sucesso. Nós investimos cada vez mais em proximidade, treinamento e suporte técnico.

A expansão regional também faz parte da estratégia. Além da operação brasileira, a ASAS atua com resseguro facultativo em todo Latinoamerica. Ainda assim, Delfino reconhece que o Brasil representa uma escala diferenciada de oportunidades. “O mercado brasileiro é outro patamar em termos de volume e complexidade.

Ao longo da conversa, o CEO reforçou que o crescimento da companhia foi sustentado pela escuta ativa do mercado. Muitos dos produtos incorporados ao portfólio surgiram a partir de demandas identificadas junto aos próprios corretores.

O nosso DNA é entender a necessidade e juntar expertise com oportunidade. Se há demanda e temos capacidade técnica, desenvolvemos a solução”, destacou.

O cenário atual destaca o foco técnico em nichos complexos. Conhecimento, proximidade e decisão rápida ganham espaço como diferenciais. O grupo avança na presença regional e foca em riscos que desafiam a padronização. Esse modelo exige engenharia, análise e tática.

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Fernanda Torres

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