Desde novo, apesar de ter nascido em uma família muito fervorosa e religiosa, pais, irmãos, amigos, etc, sempre tive muitas dificuldades de entender e acreditar na possibilidade da existência de continuidade após a morte.
Não deixo de reconhecer, contudo, que quanto mais vamos avançando na idade e mais próximo chegamos do fim da existência aumenta nossa vontade de que, efetivamente, haja um lugar diferente deste que vivemos e que possa haver um portal que se abra para uma vida outra, talvez eterna, em que pudéssemos encontrar todos companheiros fraternos de navegação e continuarmos o trajeto por mares nunca dantes navegados.
Esperança. Não é proibido sonhar.
Os anos me ensinaram, contudo, que a gratidão, salvo excepcionalidade, tem de ser exercida em vida, penso assim.
Neste plano, sou agraciado, algumas vezes, com a saborosa generosidade de muitos, entre tantos da JRS, ilustrativamente, que vez que outra me oportuniza contar algumas histórias do setor em bate-papos quase informais que eles, por profissionalismo, chamam de entrevista – nas quais por me sentir tão à vontade, tomo como uma conversa entre camaradas (sem qualquer cunho ideológico, por favor).
Pois, recentemente, isto se repetiu, com Julia Senna e Bruno Carvalho, rodando vídeo no YouTube, onde, entre lembranças e opiniões repeti o que já fiz em muitas outras ocasiões meu reconhecimento e agradecimento a grandes profissionais que me deram a mão no início da hora, entre eles dois em especial que carrego no coração, Rui Machado Farinha Carrion e Geraldo Nogueira da Gama.
Pois hoje um amigo não menos fraterno, por whats, me acarinha dizendo ter assistido e curtido o vídeo todo e sublinha ser “feliz por me ter como amigo, embora a distância não permita o vinho semanal”, referindo o reconhecimento que tenho pelos que “me deram a mão”. Não posso esconder o nome do amigo porque não se esconde quem te faz tão orgulhosamente feliz – ainda mais numa tarde esquisita de fim de temporada: Marcio Malfatti, um dos colegas mais conhecedores do direito com quem tenho a honra de dividir parceria fraterna em amizade e sugar dele, sempre que possível, o vasto domínio do ramo que escolhi como profissão.
No meu pensar a gratidão é a virtude humana mais rica.
Ao termino de uma sessão de análise, meu analista sublinhou que eu seria uma pessoa feliz, porque a gratidão me acompanhava.
Deduzi: ingratos são infelizes.
Nunca esqueci isto, e tomei como missão: se quero ser feliz, tenho que carregar a gratidão comigo.
A observação do Marcio me deixou que nem minha neta, Rosa, ficou quando experimentou o primeiro hambúrguer e como diria um bom gaúcho, “ louco de faceiro “.
Disse-lhe que a vontade era de colocar isto numa camiseta e sair por aí.
Este papo, aqui papo mesmo, me remeteu de imediato a um fato recente, triste e que empobreceu o setor de seguros do Brasil.
Aos 84 anos Gaspar Luiz Machado, uma bandeira do mercado segurador nos deixou – é sempre muito cedo quando um amigo parte e ele muito jovem para ter ido embora.
Que esteja bem meu bom amigo e Professsor.
Eu era um menino, 18 anos, quando conheci Gaspar. Já era referência no setor e o Grande Comandante da Minhas Brasil, lá na terra do “uai” e do “trem”. Com ele, os inseparáveis amigos Alceu e Paulo Garcia, que também já partiram.
Aprendi tanto com ele e com os outros dois que não tenho como dissertar sobre o quanto porque meu intelecto é muito pequeno para desenhar esta quantia e qualidade.
Certa vez eu estava palestrando num evento do SINDSEG RS, um dos tantos fóruns que a Jane Manssur organizava, e percebo Gaspar modesta e humildemente me escutando com toda a atenção do mundo se fingindo de aluno quando ele era o professor. Fiquei espantado e me indaguei: estamos trocados. O lugar dele era aqui. Me engasguei um pouco e continuei corajosamente porque não podia falhar na frente dele. Numa das falas citei Fernando Pessoa. Daquele dia em diante cada vez que me encontrava ele citava a mesma passagem que citei do poeta.
Passei o dia com o coração apertado com a notícia de sua morte no dia 28. Fiquei relembrando fatos e ocorrências, mas me confortou pois consegui, em vida, expressar toda a gratidão por tantas coisas que fez por todo o setor que abracei, por mim e, por via de consequência, para minha família.
Me levou por onde andou. E como andou. Ah como eu andei. E caminhei. Minas Brasil, Cia Internacional de Seguros, e muitas outras
Quando o escritório completou 21 anos de vida, maior idade pela lei antiga, homenageamos alguns bem feitores da nossa Jornada, e Gaspar estava entre eles.
Bem definiu Jota Carvalho que não se vai a lugar nenhum sozinho.
Esta gratidão eu carrego no peito.
Gaspar seria aquele que guardava um tesouro.
Gaspar L Machado levou este tesouro no peito.
Saudações
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