Setor Segurador assume papel estratégico na modernização da aviação civil brasileira

Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) participou do lançamento da Agenda ConectAR
Representantes do MPor e autoridades do setor aeroviário durante lançamento da Agenda ConcetAR, em Brasília (DF).

 

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) participou do lançamento da Agenda ConectAR, a nova Política de Estado voltada ao desenvolvimento da conectividade aérea no Brasil, coordenada pelo ministério de Portos e Aeroportos com o objetivo de estabelecer um marco estratégico para a expansão sustentável e inclusiva da aviação civil. Entre os pilares centrais da iniciativa, destaca-se a participação ativa do setor segurador como agente facilitador de inovação, eficiência operacional e redução de custos sistêmicos no transporte de passageiros e cargas.

O programa surge em resposta ao cenário de baixa capilaridade do modal aéreo no país e aos altos níveis de judicialização que sobrecarregam o setor. Para reverter esse quadro, a Agenda ConectAR propõe uma sinergia inédita entre os entes públicos e o mercado segurador privado, utilizando tecnologia de ponta para transformar a experiência do usuário.

 

Inovação e seguros

Segundo a superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira, que esteve presente no evento, uma das principais frentes de atuação do setor segurador na iniciativa é a possibilidade de implementação de seguros paramétricos, entre outras tecnologias.

O setor segurador apoia a Agenda ConectAR, pois deve integrar tecnologia, regulação e proteção securitária, apoiando no desenvolvimento de um ecossistema aéreo mais resiliente e alinhado aos padrões internacionais de eficiência”, afirmou.

Apoiados em ferramentas de Internet das Coisas (IoT) para o rastreamento em tempo real de voos e bagagens, esses produtos podem revolucionar a gestão de intercorrências. Por meio de smart contracts (contratos inteligentes), a indenização poderá ser processada e transferida de forma automática e imediata para o passageiro assim que um problema for detectado — como um atraso de voo além do limite estipulado ou o extravio registrado de uma mala. Esse modelo pretende eliminar barreiras burocráticas e atuar diretamente na racionalização da judicialização, oferecendo uma solução rápida e consensual para conflitos que antes terminavam nos tribunais.

 

Modernização e personalização

A Agenda também prevê o desenvolvimento de coberturas inéditas, desenhadas sob medida para novos perfis de risco, como os riscos cibernéticos e operacionais da aviação sub-regional. O objetivo é oferecer ao consumidor uma “prateleira” diversificada de produtos, permitindo que o passageiro personalize sua proteção de forma fluida no momento da compra da passagem.

 

Parceria institucional e dados

Além do impacto direto no consumidor, a participação do setor segurador fortalece a governança pública. A possibilidade de compartilhamento estratégico de dados de sinistralidade entre o mercado e as agências reguladoras tem como intuito fornecer indicadores precisos de desempenho ao Estado. Esse fluxo de informações será fundamental para o aprimoramento contínuo das políticas públicas e para a criação de um ambiente de negócios mais seguro e previsível.

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