Em mais um episódio do programa Seguro Sem Mistério, Júlia Senna, CEO do JRS, recebeu Marcelo Wais, vice-presidente da companhia. A conversa percorreu décadas de história, cultura empresarial, inovação e, acima de tudo, o valor das relações humanas em um mercado que se transforma cada vez mais rápido.
Uma história que começa com a quebra de um monopólio
Antes de qualquer capital ou tecnologia, quem quisesse ser segurador no Brasil precisava de algo chamado carta patente, uma espécie de permissão que funcionava como um cartel. Foi o fundador da companhia, Sérgio Wais, quem enfrentou esse sistema e abriu caminho para um mercado mais livre.
“O Sérgio, visionário que é, conseguiu, depois de muita briga mesmo, romper com esse cartel“, lembra Marcelo. Esse espírito de resiliência, segundo ele, ficou impregnado no DNA da empresa. “A gente pode ter companhias mais brilhantes, com mais capital, maiores que a gente. Mas com mais suor, mais dedicação, acho pouco provável.”
Da entrega de documentos à vice-presidência
Marcelo cresceu dentro da companhia, mas não começou no topo. No primeiro dia de trabalho, recebeu do pai uma tarefa simples: fazer uma entrega no centro de Porto Alegre. Sem conhecer bem a cidade, foi buscar um mapa emprestado com a mãe. “Comecei como auxiliar de serviços internos e externos, o que nada mais é do que office boy“, conta, com bom humor.
Ao longo dos anos, passou por todas as áreas da companhia: resseguro, cosseguro, sinistro, até chegar à diretoria em 1993 e, mais recentemente, à vice-presidência. “Eu consegui chegar onde cheguei não pelo meu sobrenome, mas pelas entregas que tive ao longo dos anos“, afirma.
De gente para gente: a filosofia que atravessa décadas
Se há um fio condutor em toda a trajetória da Gente Seguradora, é a proximidade com os corretores. O primeiro slogan da companhia, criado pelo fundador, já dizia: “Você sabe com quem fala e onde fica.” Hoje, o mote é “de gente para gente” e não é apenas retórica.
“É muito pouco provável que nossos parceiros tenham uma linha tão direta com qualquer outro vice-presidente de alguma companhia como eles têm conosco“, diz Marcelo. Essa proximidade, segundo ele, gera agilidade, flexibilidade e decisões mais rápidas, diferenciais concretos para o corretor no dia a dia.
E mais do que parceiros de curto prazo, a Gente quer corretores para uma jornada longa. “A gente não quer corretores para uma corrida de 100 metros. Quer corretores para andar de mão dada numa maratona de 42 quilômetros ou mais.”
Inovação sem perder o olho no olho
Em 2025, a companhia apresentou no seu workshop anual a Gênia, sua inteligência artificial. Também lançou o Gente Resolve, aplicativo que oferece serviços de assistência 24 horas, inclusive para quem ainda não tem seguro, sem custo de mensalidade ou anuidade. “É algo que o mercado tem visto com muito bons olhos e a gente está melhorando o processo“, conta Marcelo.
Mas a tecnologia, na visão da companhia, não substitui o contato humano. “A gente tem que investir cada vez mais em tecnologia, sem perder a proximidade que nos fez chegar onde chegamos.” Um exemplo disso é o próprio gestor de TI responsável pela Gênia: “O William é extremamente humano. Isso é muito próprio da Gente Seguradora.”
Vida em grupo e novos horizontes
Historicamente forte no seguro de automóvel, a Gente Seguradora chega a 2026 preparada para ampliar seu portfólio. Após um ano de intensos investimentos em processos e sistemas, o Vida em Grupo surge como um dos produtos prioritários da companhia. “Sinto a Gente muito bem preparada para oferecer soluções muito diferenciadas nessa frente“, afirma Marcelo, citando ainda o empresarial, o property e os seguros de vida e acidentes pessoais como linhas em expansão.
O corretor no centro
Questionado sobre o futuro da profissão, Marcelo é categórico: 100% da comercialização da Gente Seguradora passa pelo corretor, e ele não enxerga isso mudando. Mas faz um alerta: “Se o corretor não se reinventar, não entender que ele não pode ser apenas um tirador de pedido, ele tem que ser um consultor do segurado, aí talvez tenha dificuldade.”
A boa notícia, segundo ele, é que a maioria dos corretores já enxerga isso. “A tecnologia tem que vir para ajudá-los, e eles têm que estar muito atentos ao que o mundo está dizendo.”
Ao encerrar o episódio, Marcelo resumiu o que representa para ele chegar aos 54 anos: “Eu vejo a companhia como um senhor ou uma senhora de meia idade, muito forte, muito robusto, com muito vigor e preparado para os próximos anos.” E seu recado para os corretores foi direto: “Nos procurem, venham bater um papo. A construção dos valores do mercado segurador se dá muito através da troca.”
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