De grupo de corretores a gestora de negócios: a nova ambição do GrupoGC

Grupo avança em um reposicionamento estratégico que o transforma em uma gestora de negócios

Dentro do mercado segurador, o GrupoGC inicia um decisivo ciclo em sua trajetória. Após 15 anos dedicado à consolidação de seu modelo original, o grupo avança em um reposicionamento estratégico que o transforma em uma gestora de negócios, o que reforça sua presença no setor.

Em entrevista ao programa Seguro Sem Mistério, o CEO Murilo Riedel detalhou os pilares dessa transformação e os desafios que devem moldar o futuro das corretoras no Brasil.

 

Base da organização

O GrupoGC surgiu da iniciativa de corretores que decidiram ir além da atuação tradicional. Em vez de apenas comercializar seguros, o grupo foi estruturado como uma gestora, os profissionais associados ocupam também o posto de sócios do negócio.

Esse formato permitiu a construção de uma base robusta, que hoje reúne 147 corretoras e cerca de 2 mil profissionais. Ao longo dos anos, o modelo se destacou por promover escala e alinhamento de interesses, criando uma rede colaborativa em um setor historicamente fragmentado.

 

Foco na distribuição

Murilo Riedel, ressalta que a transformação atual do GrupoGC está diretamente ligada a uma mudança orgânica no mercado de seguros. Segundo o CEO, há uma divisão clara entre a manufatura e a distribuição.

De um lado, as seguradoras caminham para maior padronização, impulsionadas por tecnologia e inteligência artificial. De outro, o papel dos corretores ganha relevância estratégica.

A capacidade de entender o cliente e atuar de forma consultiva passa a ser o grande diferencial competitivo”, afirma o executivo.

Dentro desse cenário, o fortalecimento da distribuição impulsiona o crescimento das receitas. O projeto posiciona os associados no posto de consultores especializados e ultrapassa a função de vendas. Esse foco estratégico também eleva o padrão de atendimento.

 

Eficiência nas corretoras

Um dos principais problemas enfrentados pelo setor, segundo Riedel, é a baixa eficiência operacional. Muitas corretoras ainda dedicam vasta parte do tempo a atividades administrativas, o que limita sua capacidade de crescimento.

Há casos em que 90% do tempo é consumido pela operação e apenas 10% pela geração de negócios”, destaca.

A proposta do GrupoGC é justamente inverter essa lógica. Com escala, processos estruturados e suporte operacional, a gestora libera os corretores para o que realmente importa: prospectar clientes e expandir suas carteiras.

 

Tecnologia como alicerce: a plataforma OneGC

Para sustentar essa nova fase, o grupo investiu no desenvolvimento da OneGC, uma plataforma que integra ferramentas e padroniza a operação das corretoras associadas.

A iniciativa é um movimento estratégico de unificação. Ela garante que todas as empresas da rede operem com o mesmo nível de eficiência, acesso a dados e capacidade de gestão.

Com isso, o GrupoGC pretende criar um ambiente mais competitivo e preparado para escalar negócios em um cenário cada vez mais digital.

 

Sucessão em pauta: um ponto crítico

A sucessão em corretoras familiares, pertinente no setor, também foi pauta de discussão. Riedel enfatizou que a continuidade dos negócios não implica na manutenção automática de modelos de gestão ultrapassados, fazendo um alerta direto sobre a necessidade de renovação.

Segundo ele, insistir em estruturas que perderam eficiência pode comprometer o valor da empresa. Em muitos casos, a solução passa por mudanças mais profundas, como novos arranjos societários, fusões ou parcerias estratégicas.

Após encerrar seu ciclo inicial de construção, o GrupoGC entra agora em uma etapa voltada à expansão e à geração de valor. A organização projeta os próximos anos com base em profissionalização, ganho de escala e consolidação do mercado.

A mensagem do CEO é clara: o setor vive um momento favorável, com alta lucratividade e oportunidades relevantes para quem estiver preparado.

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Filipe Tedesco

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Fernanda Torres

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