”Uma IA nunca vai substituir o corretor”, diz gestor de tecnologia da Gente Seguradora

Durante o Encontro de Negócios, Willian Coelho apresentou avanços tecnológicos da companhia e reforçou o papel estratégico do parceiro em um mercado cada vez mais automatizado

A inteligência artificial já é uma realidade no mercado de seguros, mas seu papel está longe de substituir o fator humano. Pelo contrário. Durante o 5º Encontro de Negócios da Gente Seguradora, realizado nesta quinta-feira, 09 de abril, em Ribeirão Preto (SP), o gestor de tecnologia Willian Coelho foi direto ao ponto: “Uma IA nunca vai substituir o corretor. Ela potencializa.

A afirmação resume o posicionamento da companhia diante das transformações tecnológicas que vêm impactando o setor. Segundo ele, o avanço da IA está menos relacionado à substituição de profissionais e mais à eliminação de tarefas operacionais repetitivas, liberando tempo para o corretor focar no que realmente gera valor: relacionamento, estratégia e geração de negócios.

Ela deixou de ser tendência. Agora é um assunto prioritário”, afirmou Coelho, ao destacar que a inteligência artificial já faz parte do dia a dia das seguradoras. “A pergunta não é mais se a gente vai usar. A gente já tem essa resposta. A pergunta é quem vai usar melhor e mais rápido.

Ao longo da palestra, o executivo explicou que o impacto da tecnologia está diretamente ligado ao ganho de eficiência. Com o uso combinado de inteligência artificial, automações e integrações entre sistemas, processos que antes levavam horas agora podem ser executados em minutos. “Os sistemas atuais fazem com que o tempo operacional seja reduzido em até 90%”, destacou.

Um dos destaques da apresentação foi a evolução da Gênia, assistente virtual da Gente Seguradora, que vem sendo aprimorada para atuar como uma verdadeira aliada no dia a dia dos corretores. “A Gênia começou com uma ideia simples: trazer dados que os corretores já têm acesso, mas de forma rápida e dinâmica”, contou.

Hoje, a ferramenta já permite consultas sobre produção, comissão, dados do segurado, parcelas, vencimentos e informações de apólices e veículos. “Os corretores entram no portal e perguntam, por exemplo, qual foi a produção nos últimos três meses, e ela responde na hora”, disse.

Segundo Coelho, o próximo passo é tornar a assistente ainda mais inteligente e proativa. “Agora ela vai começar a sugerir coisas para vocês. Não só responder, mas provocar análises, trazer insights e até executar ações”, afirmou. Entre os recursos em desenvolvimento estão emissão de segunda via de boletos, alteração de vencimentos e envio automático para segurados.

Outro anúncio importante foi o lançamento do novo cotador de vida para licitações, liberado na véspera do evento. A ferramenta elimina etapas manuais e acelera significativamente o processo de cotação e emissão. “Antes, precisava baixar planilha, preencher, enviar, aguardar subscrição. Agora não. Entrou, lançou os itens, marcou as coberturas e mandou calcular, tá calculado”, afirmou.

De acordo com ele, a expectativa é reduzir o tempo operacional em até 90%, além de melhorar o controle das informações e facilitar a gestão das apólices. “O sistema já aponta onde está o erro, qual linha está com problema, o que falta. Isso dá velocidade e segurança.

Coelho também destacou a ampliação das automações em processos como emissão de apólices, endossos e acompanhamento de sinistros. Entre as novidades, está a possibilidade de abertura de sinistro e assistência via WhatsApp, com envio de link para acompanhamento em tempo real. “Isso permite que o corretor não precise ficar respondendo o cliente o tempo todo. Ele pode acompanhar diretamente”, explicou.

Apesar dos avanços tecnológicos, o gestor reforçou que a estratégia da companhia não é robotizar o atendimento, mas sim equilibrar automação com proximidade. “A IA não pode substituir o atendimento. Ela tira o peso operacional”, afirmou. “O que for repetitivo e não produtivo é o nosso foco de automação.”

Segundo ele, o diferencial competitivo continuará sendo humano. “A IA não entende, ela interpreta. Quem entende é a pessoa”, disse. “É o corretor que enxerga oportunidade, que entende o cliente, que traz o negócio.

Ao encerrar a apresentação, Coelho reforçou que a inovação só faz sentido quando gera resultado prático na ponta. “O nosso foco é esse: deixar os corretores parceiros mais eficientes, mais competitivos e mais próximos do cliente”, concluiu.

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Filipe Tedesco

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Júlia Senna

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