Mulheres compartilham trajetórias e destacam a evolução da atuária em encontro do Clube da Pedrinha RS

Evento reuniu profissionais do mercado de seguros em Porto Alegre e promoveu um painel sobre a presença feminina na atuária, além de ações de integração e solidariedade

Com o objetivo de estreitar relacionamentos, trocar experiências e fortalecer a representatividade feminina no setor securitário, o Clube da Pedrinha RS reuniu profissionais do mercado na noite de 13 de julho. O encontro foi realizado na Casa do Marquês, em Porto Alegre. Um dos destaques da noite foi o painel “Mulheres na Atuária”, que reuniu Elis Silva, Laura Castro, Eneida Justen e Luciane Rosa para compartilhar suas trajetórias e refletir sobre os desafios e as transformações da profissão.

Na abertura do encontro, a presidente do Clube da Pedrinha RS, Catiucia Boelter, agradeceu a presença dos convidados e ressaltou a importância da participação de empresas e profissionais nas atividades da entidade. “Fico muito feliz com a presença de todos, de quem já participou outras vezes e de quem está vindo pela primeira vez. Sintam-se acolhidos. Também é muito importante receber representantes de companhias que ainda não fazem parte do Clube. Isso fortalece a nossa entidade e permite que mais pessoas conheçam a dinâmica do grupo“, afirmou.

A noite também marcou o lançamento da primeira ação social da atual gestão. A diretora Valderia Ramos apresentou a Campanha do Agasalho, que destinará as doações ao Instituto do Câncer Infantil.

Queremos dar continuidade ao trabalho construído pelas gestões anteriores. Escolhemos iniciar com a Campanha do Agasalho e contamos com a participação de todos. O propósito do Clube sempre foi promover união dentro do mercado de seguros, e a solidariedade fortalece ainda mais esse espírito“, destacou.

Outro momento da programação foi a apresentação da executiva Eliane Machado, gerente da Mapfre em Porto Alegre e candidata ao Clube da Pedrinha.

É um privilégio estar aqui com vocês. Sempre tive vontade de participar, mas a rotina do mercado de seguros nem sempre permite. Hoje consegui estar presente e espero que vocês me aceitem. Conhecer cada vez mais mulheres executivas do setor é muito gratificante“, comentou antes da tradicional votação realizada pelos integrantes da entidade.

 

Caminhos diferentes, mesma atuação

O painel sobre atuária mostrou que dificilmente duas histórias de ingresso na profissão são iguais. As quatro convidadas lembraram que conheceram a carreira quase por acaso, mas encontraram nela um espaço de desenvolvimento técnico e pessoal.

Eneida Justen contou que a afinidade com a matemática despertou seu interesse logo no início da faculdade.

Quando fui conhecer melhor o curso, percebi que não era só matemática. Me apaixonei também pela parte de análise e pelas respostas que a atuária oferece na tomada de decisões. Estou há muitos anos na profissão e continuo gostando muito do que faço.

Já Luciane Rosa relembrou a influência do professor Luiz Ernesto Botti, um dos nomes respeitados da área.

Ele dizia que o atuário precisava ser um pouco administrador, médico e advogado ao mesmo tempo. Fiquei encantada. Depois da aula procurei conversar com ele, e ele me aproximou do mercado. O que mais me encanta até hoje são as conexões e as amizades que a profissão proporciona. Graças ao Botti estou aqui.

A trajetória de Elis Silva começou de forma inesperada. Depois de tentar ingressar no curso de atuária, acabou iniciando a graduação em Ciências Contábeis até surgir uma nova oportunidade. “Cheguei à faculdade para fazer a inscrição e descobri que o curso estava passando por mudanças. Acabei entrando em Contábeis, mas logo consegui migrar. Eu era a única atuária em uma turma de cerca de 30 estudantes de Contabilidade.

Laura Castro, por sua vez, contou que fazia Administração quando descobriu a possibilidade de transferência para Ciências Atuariais na UFRGS. “Eu não fazia ideia do que era. Conversei com professores que me incentivaram a tentar. Hoje gosto dessa história porque ninguém responde da mesma forma quando perguntam como chegou à atuária. Cada um tem um caminho diferente.

 

Estratégias Contínuas

Durante o debate, as participantes também falaram sobre a evolução da atuária dentro das empresas de seguros. Se antes o profissional costumava atuar nos bastidores e em equipes reduzidas, hoje ocupa posições estratégicas em áreas como produtos, provisões técnicas, análise de dados e gestão de riscos.

Quando começamos, muitas empresas tinham apenas um atuário. Hoje as áreas cresceram muito. O atuário está presente em diversas frentes e ganhou protagonismo. Já não existe apenas o atuário de seguros ou de saúde; existem especialistas em produtos, provisões, dados e outras áreas“, observou Luciane Rosa.

Apesar da evolução, a profissão ainda é pouco conhecida fora do setor.

Mesmo entre pessoas do mercado de seguros, muita gente ainda não sabe exatamente o que faz um atuário. Isso vem melhorando, mas continua desafiador“, comentou Elis Silva.

Ao encerrar o painel, Eneida Justen destacou a importância da colaboração entre equipes como um dos pilares do desenvolvimento profissional.

Cada pessoa tem uma particularidade e sempre há algo a aprender. Se eu pudesse resumir em uma palavra, seria conexão. Ela precisa ser cultivada todos os dias dentro das equipes.

Crédito foto:

Filipe Tedesco

Crédito texto:

Fernanda Torres

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