Mercado de seguros ganha espaço na Assembleia e propõe agenda para fortalecer a proteção e o desenvolvimento em Minas

Em audiência, Sincor-MG apresenta o movimento Cidades Protegidas, defende políticas públicas voltadas à prevenção e amplia o debate sobre o papel estratégico do seguro no desenvolvimento econômico e social do Estado

Chega de falarmos apenas de seguros. Estamos falando de proteção de vidas. Precisamos chegar antes que aconteça. Esse é o compromisso do mercado de seguros: atuar de forma preventiva para reduzir os impactos econômicos, sociais e ambientais das tragédias”. A afirmação do presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros e Capitalização do Estado de Minas Gerais (Sincor-MG), Gustavo Bentes, sintetizou o principal recado levado pelo setor à 7ª Reunião Extraordinária da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada nesta quarta-feira (08.07).

Ao conduzir a audiência pública, o deputado estadual Rafael Martins ressaltou a relevância econômica e social do mercado de seguros e elogiou a iniciativa do Sincor-MG em levar o tema ao Parlamento mineiro. No final do encontro, o deputado anunciou como primeiro encaminhamento a elaboração de um projeto de lei para instituir a Semana Segura no calendário oficial do Estado, proposta apresentada por Regina Costa Bentes, embaixadora do Sincor-MG e especialista em seguros de vida.

Também foi determinado que a consultoria técnica da Comissão de Desenvolvimento Econômico realize um estudo sobre a legislação existente e consolide as sugestões apresentadas durante a audiência para subsidiar futuras iniciativas legislativas voltadas ao fortalecimento do setor.

 

Proteção como política pública

Durante sua apresentação, Gustavo Bentes destacou que o mercado de seguros precisa ocupar um espaço permanente na formulação de políticas públicas, especialmente diante da crescente frequência de eventos climáticos extremos e de seus impactos sobre famílias, empresas e municípios. Segundo ele, o movimento Cidades Protegidas propõe uma mudança de paradigma ao colocar a prevenção no centro das decisões. “Sabemos que essas tragédias vão acontecer. O que não sabemos é quando e onde. Se não conseguimos evitar as catástrofes, podemos minimizar seus efeitos por meio da proteção securitária”, afirmou.

O presidente do Sincor-MG defendeu a ampliação do acesso aos seguros, a inclusão de mecanismos de proteção financeira para famílias e empresas e a criação de políticas públicas que estimulem estados e municípios a incorporarem a proteção securitária em seus planejamentos e orçamentos. Para Bentes, investir em prevenção reduz perdas econômicas, preserva empregos e fortalece a capacidade de recuperação das cidades.

Outro ponto destacado foi a importância do seguro para garantir a continuidade das empresas. “Quando uma empresa encerra suas atividades por falta de um plano de sucessão, perde o empreendedor, perdem os trabalhadores e perde toda a economia local. O mercado de seguros oferece soluções para garantir essa perenidade”, ressaltou.

 

Cidades Protegidas

A proposta apresentada pelo Sincor-MG vai além da ampliação da cultura do seguro. O movimento Cidades Protegidas busca integrar poder público, iniciativa privada, universidades, entidades de classe e sociedade civil em torno de ações voltadas à prevenção, ao gerenciamento de riscos e ao fortalecimento da resiliência dos municípios.

Ao final do encontro, Bentes avaliou que a audiência representa o início de uma agenda permanente de diálogo entre o mercado segurador e o Poder Legislativo.

Queremos que o seguro chegue a todos os lares. Mais do que discutir produtos, estamos falando de proteger vidas, fortalecer as empresas, tornar as cidades mais resilientes e contribuir para um desenvolvimento econômico mais sustentável em Minas Gerais”.

 

Proteger vidas

Durante a audiência, Fernanda Lasmar da Costa Frota, 1ª diretora social do Sincor-MG, reforçou que o Brasil precisa substituir a cultura da reação pela cultura da prevenção. “Precisamos aprender a proteger antes, porque prevenir custa menos do que reconstruir, planejar custa menos do que reparar e proteger vidas não tem preço“, afirmou.

Segundo ela, o movimento propõe o mapeamento de riscos, a criação de indicadores, o incentivo às boas práticas e a construção de uma atuação integrada entre governos, empresas e sociedade. “Proteger também é desenvolvimento. Não existe desenvolvimento sustentável onde pessoas vivem vulneráveis, nem futuro seguro sem planejamento”, destacou.

 

Participantes

Além do presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes e da diretora social Fernanda Lasmar da Costa Frota, a audiência pública reuniu representantes de diferentes entidades do setor de seguros e de órgãos públicos. Participaram João Paulo Moreira de Mello, presidente do Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG); Jefferson Chadid de Oliveira, 2º vice-presidente; Flávio Lacerda Senna, 1º diretor Financeiro; Marco Túlio Prado Santiago, 2º diretor Financeiro; Breno Henrique Ribeiro Lima, 1º diretor Administrativo; Francisco Gonçalves Ferreira Neto, 2º diretor Administrativo; e Moisés da Silva Prado Sobrinho Filho, 2º diretor Social, todos do Sincor-MG.

Também estiveram presentes Andréia dos Reis Padovani, presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal (SindSeg MG/GO/MT/DF); Ailton Madureira de Almeida, diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg); Carmem Ribeiro, presidente do Clube dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Clubcor-MG); e Eduardo Augusto Paolinelli Silveira, perito criminal da Polícia Civil de Minas Gerais.

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